O governo brasileiro, através do Ministério das Relações Exteriores, não fez nenhum juízo crítico sobre a violência e as mortes registradas no Irã
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O Ministério das Relações Exteriores divulgou nota nesta terça-feira, 13, sobre os protestos no Irã nos últimos dias. Disse acompanhar “com preocupação” o caso, mas não mencionou a repressão do governo iraniano e a morte de pessoas que protestavam contra o atual regime.
“O governo brasileiro acompanha, com preocupação, a evolução das manifestações que ocorrem, desde o dia 28 de dezembro, em diversas localidades do Irã. O Brasil lamenta as mortes e transmite condolências às famílias afetadas”, afirmou o Itamaraty, em nota.
No posicionamento, o ministério disse que “ao sublinhar que cabe apenas aos iranianos decidir, de maneira soberana, sobre o futuro de seu país, o Brasil insta todos os atores a se engajarem em diálogo pacífico, substantivo e construtivo”.
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O governo brasileiro não fez nenhum juízo crítico sobre a violência e as mortes registradas no Irã. Segundo a Human Rights Activists News Agency, o número de mortes subiu para pelo menos 2 mil nesta terça, mesmo com iranianos conseguindo fazer ligações telefônicas para o exterior pela primeira vez em dias, após as autoridades terem cortado as comunicações durante a repressão.
O comunicado é encerrado com o Itamaraty dizendo que “se mantém atento às necessidades da comunidade brasileira no Irã” por meio da Embaixada do Brasil em Teerã e que “não há registros, até o momento, de nacionais mortos ou feridos”.
Entenda protestos no Irã
Autoridades iranianas acusam os EUA e Israel de fomentar os protestos e ameaçaram atacar bases norte-americanas.
O presidente do Irã Masoud Pezeshkian afirmou que protestos pacíficos são tolerados no país, mas que os distúrbios recentes são provocados por “terroristas do estrangeiro”, para justificar uma invasão pelos EUA e por Israel.
Donald Trump tem ameaçado fazer uma intervenção no Irã, com forças militares. Nesta segunda-feira (12), ele anunciou que irá impor tarifa de 25% sobre “qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã”.
Se a medida for levada adiante, o Brasil pode ser afetado. O anúncio de Trump acendeu um alerta sobre possíveis impactos ao comércio brasileiro, sobretudo no agronegócio, principal beneficiário da relação com Teerã. O governo federal aguarda a publicação da ordem executiva americana para se posicionar.
O Brasil manteve um comércio de quase US$ 3 bilhões com o Irã em 2025, apesar de o país persa representar apenas 0,84% das exportações brasileiras.



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