Na Capital do país, quando ninguém acusa ninguém e todos buscam salvação há sempre um motivo bem sério para isso. E nunca é algo bom para o Brasil.
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A crise provocada pelo escândalo do Banco Master já não pode ser tratada como um problema setorial do mercado financeiro. Brasília ficou estranha e isso é sintomático.
O problema atingiu um patamar em que os três poderes da República monitoram cada movimento, conscientes de que a profundidade das relações, principalmente as não republicanas, construídas ao longo dos anos por Daniel Vorcaro, se tornou um ponto sensível e perigoso.
O desconforto é visível no ambiente da capital. Parlamentares, ministros de Estado, integrantes do alto escalão do Judiciário e representantes de órgãos de controle demonstram preocupação com a possibilidade de o caso avançar para uma etapa de exposição ampla. Se o observador for atento, vai perceber e até achar engraçado.
Essa apreensão geral explica o silêncio generalizado alternado com atitudes malucas como as do TCU, de Tofolli, de Moraes, que se estabeleceu mesmo em um ambiente político acostumado a explodir escândalos seletivamente para desgastar adversários.
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Nesse caso, ninguém fala mal de ninguém porque ninguém está incólume e todo mundo quer arranjar um jeito de se salvar.
Rede transversal
O ponto central não é a fraude financeira em si, embora seja bilionária. O que transforma o episódio em algo atípico é a rede de relações que o Master cultivou.
Vorcaro transitou com naturalidade entre governos de diferentes matizes ideológicos da era Temer ao ciclo Bolsonaro e à gestão lulista atual. Centro, Direita e Esquerda.
Ele estabeleceu vínculos com ministros do STF, líderes partidários, dirigentes de instituições financeiras, parlamentares influentes e operadores da Faria Lima.
Pacto de silêncio
A consequência imediata disso é o medo. Em Brasília quando ninguém acusa ninguém e todos buscam salvação há sempre um motivo bem sério para isso. E nunca é algo bom para o país.
A ausência de ataques entre grupos antagônicos revela que a implicação potencial do escândalo é transversal. Quem apontar o dedo pode ver o próprio partido ou um aliado exposto logo em seguida.
Fragilidade institucional
O movimento recente do TCU ilustra a gravidade do momento. A tentativa de influenciar o Banco Central para reverter a liquidação do Master tem implicações institucionais sérias.
Um órgão de fiscalização pressionou o órgão regulador para alterar uma decisão técnica relacionada a um banco acusado de fraude estruturada. Mesmo para os padrões bizarros de Brasília o episódio ultrapassa a normalidade.
Repetição de padrão
Esse comportamento institucional não é novo. O escândalo do INSS seguiu dinâmica semelhante. Rumores envolvendo diferentes grupos políticos circularam por poucos dias e desapareceram do debate formal, mesmo com indícios graves e uma CPMI em curso.
Assim como no caso do Master os envolvidos evitaram acusações diretas para não abrir flancos.
Ano eleitoral
A diferença agora é que estamos em pleno ano eleitoral e o potencial de dano sistêmico é maior.
A preocupação se desloca do impacto político imediato para a estabilidade das instituições. Há agentes influentes afirmando que se o caso avançar sem controle ele pode derrubar mais do que reputações individuais. Instituições ficam na linha de frente. E, se forçar muito, é capaz de cair a República.


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