Os promotores que atuam no combate ao crime organizado no estado pediram exoneração das funções no domingo, 11, por meio de memorando
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O procurador-geral de Justiça do Maranhão, Danilo José de Castro Ferreira, afirmou em nota nesta segunda-feira, 12, que a debandada de dez promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, o Gaeco, é “natural na dinâmica institucional” do Ministério Público (MP) e “não compromete a continuidade das ações estratégicas”.
Os promotores que atuam no combate ao crime organizado no estado pediram exoneração das funções no domingo, 11, em memorando enviado ao procurador-geral de Justiça. A decisão coletiva ocorreu após o Ministério Público emitir, no sábado, 10, parecer favorável à soltura de todos os investigados presos na Operação Tântalo II, que apura a atuação de uma organização criminosa instalada na prefeitura de Turilândia, a pouco mais de 150 quilômetros de São Luís.
No memorando de exoneração, os promotores afirmam que o parecer favorável de soltura dos investigados “enfraquece a atuação institucional” do órgão “no combate ao crime organizado”, além de ‘destoar das premissas que orientaram o criterioso trabalho investigativo desenvolvido no caso”.
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Na nota pública divulgada nesta segunda-feira, 12, o procurador-geral de Justiça afirma que “todas as medidas adotadas e propostas no curso da investigação estão rigorosamente conforme à Constituição Federal e à legislação vigente”.
“As decisões proferidas e as medidas requeridas não extrapolam os limites da lei, tampouco representam qualquer tentativa de abrir mão ou contornar as normas que regem o processo penal. Em verdade, observam os critérios legais que estabelecem que medidas mais gravosas, como a prisão, somente devem ser aplicadas quando estritamente necessárias, sendo legítima a adoção de outras medidas cautelares eficazes e adequadas ao caso concreto, quando suficientes e proporcionais”, comunicou o procurador-geral de Justiça.
Para o chefe do Ministério Público do Maranhão, os promotores que deflagraram as duas fases da Operação Tântalo “abandonaram” os trabalhos e serão substituídos sob a gestão do procurador de Justiça Haroldo Paiva de Brito, nomeado para a coordenação do Gaeco.
“No tocante à saída dos membros do Gaeco, é importante destacar que alterações em estruturas administrativas e em cargos de coordenação são eventos naturais na dinâmica institucional e não comprometem a continuidade das ações estratégicas. Nesse sentido foi nomeado o Procurador de Justiça Haroldo Paiva de Brito para a coordenação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e Inteligência (CAEI), assegurando estabilidade, experiência e liderança à condução dos atos, e que serão nomeados os demais integrantes da nova equipe para continuidade aos trabalhos abandonados pela equipe anterior”, diz a nota.
Operação Tântalo II, silêncio e pilha de dinheiro
A segunda fase da Operação Tântalo II, deflagrada pelo Gaeco em 22 de dezembro, levou à prisão dos 11 vereadores do município, um secretário, empresários e o prefeito Paulo Curió (União Brasil). Segundo a investigação, o chefe do Executivo municipal teria comandado um esquema que desviou R$ 56 milhões das áreas de Saúde e Assistência Social por meio de empresas de fachada.
Na última quinta-feira, 8, os onze vereadores presos do município permaneceram em absoluto silêncio durante audiência conduzida pelos promotores do Gaeco maranhense. Todos os vereadores seguiram a mesma estratégia e se calaram diante dos questionamentos da Promotoria invocando o ‘direito de permanecer em silêncio’.
Durante buscas no dia da operação, autorizada pela 3.ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão, os promotores apreenderam uma pilha de dinheiro vivo. Inicialmente, a contagem indicou R$ 5 milhões recolhidos nos endereços de investigados, informou o Ministério Público.
O nome da operação faz referência a Tântalo, personagem da mitologia grega condenado a uma punição eterna no submundo. Ele permanecia em um lago de águas cristalinas, com frutos ao alcance da vista, sem jamais conseguir saciar a sede ou a fome.
De acordo com o Ministério Público do Maranhão, a “metáfora é utilizada para representar o esquema investigado, no qual recursos públicos destinados a contratos para fornecimento de bens e serviços não resultaram em benefícios efetivos à população”.

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