Em São Paulo, MDB dá chega-pra-lá em Simone Tebet; Ministério da Previdência joga no lombo de governos estaduais e prefeituras os prejuízos com Master
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BRASIL E ARGENTINA “A VER NAVIOS” NA VENEZUELA
Um gesto que fortaleceu “os laços históricos entre os dois países”, como comemorou o presidente argentino Javier Milei (La Libertad Avanza), está chegando ao fim. O Brasil deixará a custódia da representação diplomática argentina em Caracas, meses após o ditador Nicolás Maduro ter perseguido seis assessores da líder de oposição, María Corina Machado.
MDB VETA TEBET EM SÃO PAULO
O partido vai manter a aliança “histórica” com o governador Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos) e, por isso mesmo, não dará guarida à ministra do Planejamento e Orçamento, que vai se desincompatibilizar do cargo em abril. Atualmente, Simone Tebet mantém seu domicílio eleitoral em Mato Grosso do Sul.
ABACAXI NAS MÃOS DE GOVERNADORES E PREFEITOS
O Ministério da Previdência decidiu que estados e municípios que compraram títulos “podres” do Banco Master terão de arcar com o prejuízo e cobrir eventuais rombos em seus regimes próprios de previdência, conhecidos como RPPS. Os primeiros levantamentos do órgão apontam que ao menos 18 institutos de previdência estaduais e municipais aplicaram cerca de R$ 1,8 bilhão em ativos do Master.
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UM OLHO NO CAFÉ, OUTRO NO XÁ
O governo brasileiro acompanha com atenção os desdobramentos das manifestações nas principais cidades do Irã. Em nome da não ingerência em assuntos internos, o Brasil frequentemente adota uma postura de cautela para não contrariar acordos bilaterais, lembrando que o governo do presidente Lula da Silva (PT) foi um defensor ferrenho da entrada do país do Oriente Médio no bloco dos Brics (sigla que inicialmente reunia Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). O filho do xá, Reza Pahlavi, é um dos agentes de oposição que tem convocado protestos contra a ditadura do líder supremo Ali Khamenei.
— Nosso objetivo já não é simplesmente sair às ruas; é nos prepararmos para tomar os centros das cidades e mantê-los — afirmou em vídeo divulgado nesta sábado (10), Reza Pahlavi, filho mais velho de Mohammad Reza Pahlavi, o último xá do Irã.
FIASCO NA SEGURANÇA PÚBLICA…
…do governo Lula será munição para candidatos que querem disputar o Planalto em outubro. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), pré-candidato à Presidência, mas que se contentaria com o Senado, tem dito que a gestão de Ricardo Lewandowski à frente do Ministério da Justiça e Segurança Pública “foi um fiasco sem precedentes e ainda desrespeitou a Constituição Federal” ao tentar esvaziar o poder dos governos estaduais.
…E SE BOLSONARO LESSE MEU CONTO?
O ex-presidente quer reduzir os dias de condenação lendo livros. Por isso, recomendo a Jair Bolsonaro (PL) a leitura de “Paralelo 14”, um conto que narra uma jornada sensorial e introspectiva pelo Cerrado goiano. “Nele, o protagonista percorre estradas de chão rumo ao litoral cearense enquanto participa do Rally dos Sertões. Entre a poeira e o calor sufocante, a narrativa é pontuada por rituais meticulosos de preparação de cafés especiais e uma trilha sonora que funde o jazz de Dave Brubeck com as referências místicas da Chapada dos Veadeiros. Ao cruzar o emblemático Paralelo 14, a viagem deixa de ser apenas geográfica para se tornar um mergulho em memórias afetivas e na admiração pela vastidão das linhas imaginárias que conectam lugares distantes, como Machu Picchu, no Peru, e o litoral da Bahia”.
REDUÇÃO EM DOBRO
Certamente, o ex-presidente vai se dar conta de que o ponto central de “Paralelo 14” é um encontro inesperado em uma borracharia isolada, “onde um problema mecânico na placa de sua Defender 90 o apresenta a Antônio, um borracheiro lacônico e místico. Sob o som de Bob Marley, o protagonista retribui o conserto com um café raro das montanhas jamaicanas, criando uma conexão improvável e profunda que une a generosidade do sertanejo à sofisticação do grão”. Bolsonaro certamente se interessaria por cafés exóticos, pelo reggae de Bob Marley (1945–1981) e por outras descobertas da borracharia encravada no deserto do Jalapão (TO).
PENSE NISSO!
Lá se foram os primeiros dez dias do ano e a coluna lhe pergunta: o que você tem feito para mudar o cenário de problemas no país e no estado? 2026 é ano de eleições.
Recentemente, escrevi sobre a importância de o eleitor perceber que, ao escolher nomes para o Legislativo estadual e para o Congresso Nacional, ele se coloca no pedestal de importante fator de mudança.
Já quanto ao voto para o Poder Executivo — a Presidência da República e o governo estadual, nunca é demais lembrar como ainda somos um país distante de valores elementares que poderíamos chamar de qualidade de vida, seja na saúde, na segurança pública, na educação ou no saneamento básico, só para ficar nos itens mais palpáveis.
Todos temos nossa parcela de responsabilidade. Modificar essa realidade e melhorar a nossa vida deve ser sempre um objetivo a ser atingido.
Pense nisso!


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