‘É a maior debandada prevista das últimas eleições’, diz cientista político sobre saída de ministros em 2026

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‘É a maior debandada prevista das últimas eleições’, diz cientista político sobre saída de ministros em 2026


À Rádio Jornal, Filipe Ferreira Lima analisa prazo de desincompatibilização, disputa por espaço na Esplanada e impactos eleitorais no governo Lula

Por

Ryann Albuquerque


Publicado em 08/01/2026 às 14:39
| Atualizado em 08/01/2026 às 15:00



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O ano eleitoral de 2026 começa com movimentações antecipadas dentro do governo federal. A possível saída de ministros interessados em disputar cargos nas próximas eleições já provoca rearranjos políticos e pressiona o Palácio do Planalto.

A avaliação é do advogado, cientista político e professor de Direito Constitucional Filipe Ferreira Lima, em entrevista à Rádio Jornal nesta quinta-feira (8).

Segundo o especialista, o cenário atual é sensível para o governo, especialmente por causa do prazo legal de desincompatibilização previsto na legislação eleitoral.

A norma determina que ocupantes de cargos públicos que pretendem concorrer às eleições deixem as funções até seis meses antes do pleito, prazo que se encerra em 6 de abril.

“De janeiro até o prazo fatal de desincompatibilização, a gente precisa ter fora do cargo aqueles que vão disputar cargos políticos diversos daquele em que estão atualmente atuando”, afirmou.

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Prazo eleitoral antecipa mudanças na Esplanada

O advogado destacou que, embora o prazo legal seja abril, as discussões têm sido antecipadas em algumas pastas estratégicas.

Para ele, o movimento ocorre porque temas sensíveis ao eleitorado passam a ganhar centralidade já no início do ano.

“Essa discussão tem sido antecipada sobretudo porque trata-se de uma pasta e de um tema que é sensível às eleições”, avaliou.

Entre os temas citados pelo cientista político está a segurança pública, que tende a ocupar papel central no debate eleitoral de 2026.

“Essa será uma pauta bastante discutida no ano eleitoral, é um ponto sensível da esquerda e uma pauta forte para o discurso da direita”, disse.

Governo Lula e limites do PT na articulação política

Na avaliação do professor, o atual governo Lula difere de gestões anteriores do PT. Ele ressaltou que hoje o Executivo é sustentado por uma ampla coalizão, o que reduz a margem de manobra do partido na ocupação de cargos.

“Hoje, o governo Lula é resultado de uma congregação, de uma aliança que foge à esfera e ao domínio do PT”, afirmou.

Apesar disso, Filipe considera natural que o partido tente se antecipar e indicar nomes para eventuais vagas.

“É natural que o PT tente emplacar agora antecipadamente, mas acho difícil que exista um espaço robusto ao ponto de indicar tantas pessoas”, avaliou.

Ministros com projetos eleitorais e risco de instabilidade

O cientista político chamou atenção para o elevado número de ministros com intenção de disputar eleições em 2026, seja para governos estaduais, Senado ou Câmara dos Deputados.

“É uma espécie de avenida larga de mudanças que estão por vir”, afirmou.

Para Filipe Ferreira Lima, os próximos meses serão marcados por intensas negociações e rearranjos na Esplanada, com impacto direto no cenário eleitoral nacional.

“É a maior debandada prevista das últimas eleições”, concluiu.

Para ele, o principal desafio do presidente Lula será promover as substituições sem provocar novas rupturas políticas.

“O governo precisa do equilíbrio necessário para não causar mais rupturas em alianças políticas do que já tem”, pontuou.


Reprodução/CanalGov

Reunião ministerial em Brasília reúne presidente e ministros para avaliação das ações de 2025 – Reprodução/CanalGov

Menos peso para ministérios e foco no fundo eleitoral

O professor avaliou ainda que o valor político dos ministérios mudou nos últimos anos, especialmente em fim de governo.

Segundo ele, hoje os partidos priorizam a formação de chapas competitivas para o Legislativo. “Um cargo e um ministério, sobretudo em fim de governo, não enche mais os olhos dos políticos como no passado”, afirmou.

De acordo com o cientista político, o número de deputados federais e senadores eleitos se tornou decisivo para o acesso aos recursos partidários.

“É esse número que vai dizer como será a fatia do partido no fundo partidário e no fundo especial de campanha”, explicou.

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