Além do presidente Lula, notícia repercutiu por meio de lideranças da Argentina, Cuba, Colômbia, Chile, Rússia, Irã e Reino Unido
JC
Publicado em 03/01/2026 às 11:52
| Atualizado em 03/01/2026 às 15:37
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A prisão do venezuelano Nicolás Maduro pelo governo dos Estados Unidos na manhã deste sábado (3) repercutiu na comunidade internacional.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a ação americana como “afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”.
Para Lula, as operações dos EUA “ultrapassam uma linha inaceitável”, sendo “o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade”.
“A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação”, afirmou o presidente brasileiro.
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Já o presidente da Argentina, Javier Milei, celebrou a prisão de Maduro. “A liberdade avança, viva a liberdade”, declarou o argentino, em postagem nas redes sociais, ao compartilhar a notícia sobre a captura do venezuelano.
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, condenou as ações dos Estados Unidos, classificando a intervenção como “ataque criminoso” e afirmando: “nossa #ZonaDePaz está sendo brutalmente atacada”.
“Terrorismo de estado contra o bravo povo venezuelano e contra a nossa América”, declarou Miguel Díaz-Canel, exigindo uma “resposta urgente da comunidade internacional” aos ataques realizados na cidade de Caracas.
Gustavo Petro, presidente da Colômbia, também manifestou “profunda preocupação” com os relatos sobre explosões na Venezuela e afirmou que o governo “rejeita qualquer ação militar unilateral que possa agravar a situação ou colocar em risco a população civil”.
De acordo com Petro, a Colômbia implementou medidas para “proteger a população civil, preservar a estabilidade na fronteira com a Venezuela e atender prontamente a quaisquer necessidades humanitárias ou migratórias potenciais”.
O presidente chileno, Gabriel Boric, condenou “as ações militares dos Estados Unidos na Venezuela” e apelou “por uma solução pacífica para a grave crise que afeta o país”. Disse, ainda, que “a crise venezuelana deve ser resolvida por meio do diálogo e do apoio do multilateralismo, não por meio da violência ou da interferência estrangeira”.
A ação estadunidense também foi repudiada pela Rússia, que se ofereceu para ajudar a buscar uma solução pacífica. “Nas circunstâncias atuais, é particularmente importante evitar qualquer nova escalada e concentrar-se na busca de uma solução por meio do diálogo. Acreditamos que todas as partes com queixas existentes devem buscar soluções para seus problemas por meio do diálogo. Estamos prontos para ajudar nesses esforços”, declarou o Ministério das Relações Exteriores russo.
O Irã também classificou a ação dos EUA “como uma violação flagrante de sua soberania nacional e integridade territorial” e pediu que a ONU que “aja imediatamente para interromper a agressão ilegal” e responsabilize os culpados.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que o Reino Unido não esteve envolvido no ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela. “Quero primeiro apurar os fatos. Como já disse, posso afirmar com absoluta certeza que não estivemos envolvidos nisso”, disse.
China
O Ministério das Relações Exteriores da China declarou, em nota divulgada neste sábado, que reprova a atuação dos Estados Unidos na Venezuela, afirmando que a iniciativa desrespeita normas do direito internacional. Segundo o comunicado, o governo chinês manifestou forte indignação com o emprego da força por parte dos EUA contra um Estado soberano e contra o chefe de Estado do país.
A chancelaria chinesa destacou ainda que se opõe de forma categórica ao que classificou como uma postura hegemônica de Washington, considerada uma grave violação da soberania venezuelana e um fator de risco para a paz e a estabilidade da América Latina e do Caribe. Ao final, a China pediu que os Estados Unidos cumpram o direito internacional, bem como os princípios e objetivos da Carta das Nações Unidas, e cessem ações que atentem contra a soberania e a segurança de outras nações.

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