Primeira etapa começa nas ruas do Apolo e da Guia e faz parte de um projeto total de R$ 300 milhões para modernizar a infraestrutura da área histórica
JC
Publicado em 02/01/2026 às 16:50
| Atualizado em 02/01/2026 às 16:50
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O projeto de embutimento da rede elétrica no Bairro do Recife começa em janeiro de 2026, com obras iniciais nas ruas do Apolo e da Guia, e já conta com R$ 185 milhões aprovados para executar quase metade da rede subterrânea da Ilha do Recife. A estimativa total para embutir toda a fiação da área histórica ultrapassa R$ 300 milhões.
“A gente já vem tratando desse projeto desde setembro de 2025, quando a gente recebeu o projeto do Governo do Estado e aí se iniciaram todos os trâmites”, afirmou o superintendente operacional da Neoenergia em Pernambuco, Leonardo Moura, em entrevista ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal. “Já temos aprovados R$ 185 milhões, o que corresponde a 46% da rede da Ilha do Recife, com 43 quilômetros de rede elétrica e beneficiando cerca de 1.050 clientes.”
Na primeira etapa, serão contempladas duas vias do sítio histórico. “A primeira é a Rua do Apolo, onde está previsto beneficiar em torno de 23 unidades consumidoras, com uma extensão de mais ou menos 250 metros. A segunda é a Rua da Guia, que deve beneficiar em torno de 24 unidades consumidoras e vai ter uma extensão total de 130 metros de rede de baixa tensão e mais um trecho de rede de média tensão”, detalhou.
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Segundo ele, o início das obras depende apenas da conclusão dos trâmites finais. “Os projetos já estão elaborados, porém estão em fase final de aprovação junto ao IPHAN. Assim que a gente tiver essa conclusão da aprovação, a gente vai seguir com as execuções. A nossa expectativa é que tudo isso ocorra ainda agora no mês de janeiro.” O prazo de execução dessa primeira etapa é curto: “O nosso prazo de execução dessas duas ruas é de 34 dias.”
Rede subterrânea exige tecnologia específica
O superintendente explicou que a implantação da rede subterrânea exige soluções técnicas específicas, principalmente no caso da média tensão. “As redes de média tensão, que vão até 13.800 volts, podem sim ser instaladas de forma subterrânea com cabos especiais. São cabos isolados, que possuem uma proteção específica e que podem inclusive trabalhar submersos em água.”
Como as galerias ficam abaixo do solo, elas são tratadas como áreas sensíveis. “Essas instalações são consideradas espaços confinados, onde pode haver gases, seja por contato com sistemas de esgotamento ou acúmulo natural. Por isso existe todo um sistema de ventilação, uso de materiais específicos e procedimentos de manutenção que exigem treinamentos próprios.”
No caso do Recife, a complexidade aumenta. “A gente sabe que Recife fica abaixo do nível do mar. Então você precisa pensar nos estudos de maré, no comportamento das galerias, nos pontos de ventilação e de acesso. Por isso não é um projeto simples”, afirmou. “Ele envolve avaliação de vários órgãos técnicos, órgãos históricos e órgãos de execução.”
Leonardo Moura destacou que o projeto vem sendo discutido de forma integrada. “Tivemos reuniões recentes com o IPHAN, com representantes das empresas de telefonia e com o Porto Digital, que tem atuado como facilitador nessa articulação.”
Projeto acompanha revitalização urbana do Centro
A iniciativa ocorre em paralelo ao movimento de recuperação de prédios históricos e reocupação do Centro do Recife por empresas e equipamentos culturais. “Esse projeto de revitalização do Recife, trazendo modernização dos prédios e melhores condições de habitabilidade, passa necessariamente por criar essa infraestrutura para migrar a rede elétrica, de telefonia, telecom e iluminação pública para essas galerias.”
A estimativa da concessionária é que o custo total para embutir toda a rede da Ilha do Recife seja “um pouquinho acima de R$ 300 milhões”. Por enquanto, estão garantidos os recursos para pouco menos da metade da área. “A gente já tem R$ 185 milhões aprovados, e a estimativa de pouco mais de R$ 300 milhões para fazer toda a ilha ainda está em fase de elaboração de projeto e discussão.”
Preparação para eventos climáticos extremos
Durante a entrevista, Leonardo Moura também comentou os riscos de apagões e eventos extremos, citando diferenças em relação ao que ocorreu em São Paulo em 2025. “Existem condições de infraestrutura e condições climáticas diferentes entre os estados. São Paulo passou por eventos muito fortes, com chuvas intensas, que ocasionaram a queda de árvores.”
Segundo ele, a Neoenergia mantém planos permanentes de resposta. “Nós temos um plano de contingência e um plano de resiliência climática, construído em conjunto com o Estado, com Defesa Civil, bombeiros e outros órgãos, para garantir restabelecimento rápido em caso de uma condição extrema.”
Ele citou ainda exercícios simulados realizados recentemente. “Tivemos simulações com a Defesa Civil em áreas como Jaboatão, Camaragibe e o próprio Recife, para casos de queda de barreiras e situações extremas, e também simulações com o SAMU, como no Carnaval do ano passado.”
Nova sede da Neoenergia será no Bongi em 2026
Leonardo Moura também explicou a mudança da sede administrativa da Neoenergia, que deixa o prédio da Avenida João de Barros e será transferida para o bairro do Bongi. “Aquele prédio é muito grande, tem oito andares, e a gente vinha ocupando apenas cerca de 50% dele. A Neoenergia vem passando por um processo de descentralização da operação, com bases espalhadas pelo Estado para dar mais agilidade ao atendimento.”
A nova sede está em construção e segue o padrão adotado pelo grupo em outros estados. “Vai ser um prédio de 6.500 metros quadrados, térreo mais um pavimento, com 753 estações de trabalho, concentrando os centros de operação do sistema elétrico, monitoramento de perdas, segurança patrimonial e inovação.”
Ele acrescentou que a nova estrutura terá foco em sustentabilidade. “Vai ser todo em estrutura metálica, com menor geração de resíduos, fachada com painéis termoacústicos, reaproveitamento de água, captação de chuva, iluminação e climatização em LED, bicicletário e pontos de recarga elétrica.”
Até a conclusão da obra, prevista para 2026, os colaboradores estão distribuídos entre bases em Olinda, no próprio Bongi e em um edifício colaborativo na região da Conde da Boa Vista. “A única estrutura que permanece na João de Barros é o Centro de Operações Integradas, que funciona 24 horas por dia operando o sistema elétrico e despachando as equipes de campo, dentro de um acordo de transição.”


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