Rede de medula óssea em Pernambuco garante transplantes pelo SUS, mas enfrenta desafios

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Rede de medula óssea em Pernambuco garante transplantes pelo SUS, mas enfrenta desafios


Hemope, Imip e Hospital Português formam a estrutura que viabiliza transplantes de medula em PE, unindo cadastro, coleta e atendimento especializado



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O transplante de medula óssea depende de um percurso que começa muito antes de o paciente ocupar um leito hospitalar. A engrenagem inclui cadastro de doadores, exames genéticos, busca por compatibilidade e equipes especializadas capazes de executar procedimentos complexos.

Em Pernambuco, no Sistema Único de Saúde (SUS), esse trabalho está distribuído entre Hemope, Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip) e Real Hospital Português (RHP), instituições que atuam de forma complementar para atender a população.

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A porta de entrada de todo doador

O caminho de quem deseja doar medula sempre começa no Hemope, responsável por cadastrar voluntários no registro brasileiro de doadores de medula óssea (Redome), coletar amostras de sangue para exame de HLA e orientar os candidatos.

É também o Hemope que faz o contato com o doador quando uma possível compatibilidade é encontrada.

A instituição reforça a importância desse fluxo: quanto maior o número de cadastrados, maiores as chances de encontrar um doador para pacientes em Pernambuco e no País. Em caso de compatibilidade confirmada, o doador é encaminhado para um dos hospitais habilitados para realizar o procedimento — entre eles o Imip e o RHP.

Atendimento integral e realização de transplantes

O Imip é um dos serviços que recebem pacientes encaminhados para transplante, especialmente aqueles que dependem de procedimentos alogênicos (quando a medula vem de um doador compatível).

Além da estrutura hospitalar, a instituição realiza acompanhamento pré e pós-transplante, monitora casos de infecções, rejeição, reações imunológicas e oferece suporte multiprofissional.

Nos relatos de pacientes como Suyane e Alexandra, o Imip aparece como espaço de cuidado prolongado, responsável por etapas decisivas da jornada de tratamento.

Alta capacidade no SUS

Na outra ponta da rede, o Real Hospital Português funciona como um dos grandes executores de transplantes de medula óssea realizados pelo SUS em Pernambuco.

Com 22 leitos de internamento e 18 de hospital-dia, o hospital realiza cerca de 260 transplantes por ano, incluindo procedimentos autólogos e alogênicos.

Segundo o hematologista Rodolfo Calixto, chefe do serviço de transplante de medula óssea da unidade, a instituição tem conseguido manter o ritmo mesmo com a alta demanda regional.

“Por sermos o serviço de referência da região Norte-Nordeste, temos um número muito grande de encaminhamentos de outros Estados. Isso tem gerado aumento de demanda, mas estamos conseguindo manter um ritmo que atende”.

Para uma expansão futura, ele destaca que seria necessário ampliar casas de apoio e leitos para melhor acolher pacientes de cidades e Estados distantes.

Tempo de espera: o que define a prioridade

O tempo até o transplante depende de fatores variados. No RHP, Calixto explica que “para transplantes alogênicos, praticamente não temos fila de espera”. Para transplantes autólogos, feitos com células do próprio paciente, o intervalo pode chegar a três ou quatro meses, influenciado por:

  • estágio da doença;
  • necessidade de quimioterapia prévia;
  • condição clínica do paciente;
  • disponibilidade de vagas em casas de apoio, no caso de quem vem do interior ou de outros Estados.

No Imip, o fluxo é semelhante, considerando a avaliação médica, o tipo de transplante indicado e as condições imunológicas do paciente.

Rede integrada que depende do doador

O funcionamento de toda essa estrutura — coleta, exames, regulação, transplante e acompanhamento — depende de um gesto inicial: o cadastro de doadores. A Central de Transplantes de Pernambuco, ligada à Secretaria Estadual de Saúde, coordena as vagas e orienta os encaminhamentos para cada hospital.

A doação de medula, simples e segura, é o ponto de partida para que a atuação da rede se materialize em uma chance real de vida. Cada cadastro feito hoje pode se transformar, amanhã, no encontro que mudou o destino de pacientes como Suyane, Alexandra e tantos outros que encontraram em uma nova medula a oportunidade de recomeçar.





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