Na birra política entre Congresso e governo Lula, o meio ambiente acaba saindo derrotado

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Na birra política entre Congresso e governo Lula, o meio ambiente acaba saindo derrotado


Com ajuda do Centrão, o Congresso impõe derrotas ao governo. E, no PSDB, o tucanato está ouriçado: não quer nem Lula nem Bolsonaro no ano que vem



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‘PERDA DE MEMÓRIA’

Preso em uma sala especial no Comando Militar do Planalto, o general Augusto Heleno apresentou um relatório médico pedindo “compreensão” ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), alegando sofrer de Alzheimer, diagnosticado em 2018, e consequente “perda de memória recente, hipertensão e prisão de ventre”. O general tem 78 anos e foi condenado a 21 anos de prisão. Se tivesse de cumprir toda a pena, deixaria o quartel aos 99 anos.

CABRA MACHO

Defendendo a tese do “nem-nem”, o deputado federal Aécio Neves (MG) voltou ao comando do PSDB: “Não apoiaremos a família Bolsonaro nem o presidente Lula em 2026. Nosso projeto é ganhar musculatura para voltar a falar grosso na política”.

NA DÚVIDA…

“…e para que não paire qualquer inquietação”, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), apressou-se em afirmar que a votação dos vetos presidenciais à Lei Geral do Licenciamento Ambiental “não estava eivada de motivação política”. Tratou-se, segundo ele, apenas de “atender a uma necessidade institucional”.

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CENTRÃO DÁ O TROCO

Praticamente ignorado pelo Planalto, “nem mesmo para um cafezinho é chamado”, o Centrão juntou-se à oposição para derrotar o governo do presidente Lula da Silva (PT), contribuindo para derrubar os vetos ao licenciamento ambiental.

REAÇÃO TARDIA

A soberba política da articulação do governo pesou mais, e não houve quem conseguisse traçar um plano para “entregar os dedos em vez dos anéis”. Após a votação, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, declarou que “quem perde é o Brasil” e não descartou recorrer à Justiça.

‘GRANADA SEM PINO’

Relator da indicação do advogado Jorge Messias ao STF, o senador Weverton Rocha (PDT-MA) afirmou que Alcolumbre e “alguns aliados jogaram uma granada sem pino” no seu colo e que agora é hora de “ir atrás do pino para não deixar essa granada explodir”. O governista disse à coluna que “o relatório estará pronto no dia 10 [de dezembro], caso a sabatina seja pautada”. O Planalto quer adiar.

SEGURO-DESEMPREGO

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não integra mais o quadro de “assalariados” da legenda. O partido anunciou a suspensão do salário de Bolsonaro, de R$ 46 mil, “em cumprimento à Lei dos Partidos Políticos”. Em comentário com integrantes da Comissão Executiva, o presidente da legenda, Valdemar Costa Neto afirmou: “Se eu não determino a suspensão do salário do nosso amado presidente Bolsonaro, o partido certamente seria punido com mais uma multa pelo poder judiciário”.

PENSE NISSO!

O governo precisa estancar a “goteira” da judicialização toda vez que sofre uma derrota. Não há uma única votação em que o Parlamento imponha revés ao governo sem que a Articulação Política ameace atravessar a praça dos Três Poderes para protocolar uma reclamação no STF.

E não é somente o governo que procede assim. As lideranças do PSOL, do PT e do PDT estão useiras e vezeiras dessa prática.

Sem entrar no mérito do recuo legislativo no licenciamento ambiental, mal o placar eletrônico anunciou o resultado da votação e, imediatamente, o Planalto e o líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), deram um pinote carregado de argumentos anunciando a “necessária judicialização”.

Tem horas que é bom seguir os ensinamentos do poeta Luiz Gonzaga Jr.: “tem dia que de noite é assim mesmo”.

Pense nisso!





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