É preciso investir mais, e se fazer mais, com o objetivo de reverter essa perda imensa que afeta a vida dos pernambucanos, há vários anos
JC
Publicado em 28/11/2025 às 0:00
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Todos os dias, o volume de água tratada equivalente a 83 piscinas olímpicas é perdido, apenas no Recife, o que poderia atender a 430 mil pessoas. A capital pernambucana desponta entre as campeãs do desperdício de água no Brasil. No estado inteiro, somente em 2023, foram desperdiçadas 441 piscinas olímpicas de água limpa – por dia. O que significa 1,4 milhão de caixas d’água, como se fossem diariamente para o ralo, jogadas na rua, consumidas por ninguém, nas falhas do sistema de distribuição. A lâmina de ágia é gigantesca, e poderia ter atendido à demanda de 2 milhões de pessoas. É preciso investir mais, e se fazer mais, com o objetivo de reverter essa perda imensa, que afeta a vida de muita gente, prejudica a saúde dos cidadãos e gera consequências para a economia.
O Estudo de Perdas de Água 2025: Desafios na Eficiência do Saneamento Básico no Brasil, foi divulgado pelo Instituto Trata Brasil (ITB) em parceria com a GO Associados, e revelou os números assustadores, ainda que não sejam novidade. Faz tempo que o desperdício é conhecido pela população e pelos gestores públicos, sem que tenha havido condições concretas para fechar a torneira de tanta água perdida. O que se constata é que 41% da água que sai dos reservatórios não chega a seu destino, fica pelo caminho. O índice é semelhante à média nacional, e muito acima do que se observa nos países desenvolvidos, de 15% desperdiçado.
De acordo com a análise do Instituto Trata Brasil, “esses desperdícios trazem impactos negativos ao meio ambiente, à receita e aos custos de produção das empresas, o que deixa mais caro o sistema como um todo, prejudicando, em última instância, todos os usuários”. Vale ressaltar ainda que, num cenário de mudanças climáticas em aceleração, com probabilidade alta de períodos áridos mais severos e necessidade de racionamento, as políticas de segurança hídrica em todo o país, sob a coordenação do governo federal, não podem perder mais nada – nem água, nem tempo.
O Brasil patina para seguir um nível de desperdício estabelecido pelo governo federal em 2021 – de até 25% para municípios com desempenho indicado como excelente. As seis cidades mais populosas de Pernambuco, do Recife a Paulista, estão fora desse patamar, com índices de perda bem maiores. A Compesa responde ao estudo, como de praxe, levantando o compromisso com a modernização e a eficiência do sistema – duas características incomuns no país inteiro, com ligações defasadas e distribuição ineficiente. Segundo a companhia, quase 90 quilômetros de redes foram substituídos em 2024 e 2025, o que poder ter tido reflexo nos dados disponíveis para o estudo, caso as informações fossem atualizadas. Mas um dado fornecido pela Compesa corrobora a realidade apresentada: em quase dois anos, desde janeiro de 2024, houve atendimento a mais de 177 mil ocorrências de vazamentos em todo o território pernambucano.


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