Incêndio no penúltimo dia provoca atraso nas negociações, ressalta falta de estrutura e mancha a imagem do país, do governo Lula e do evento da ONU
JC
Publicado em 21/11/2025 às 0:00
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Desde a confirmação de Belém do Pará como sede da COP30, transformando importante cidade brasileira na Amazônia em centro do debate ambiental e climático no planeta, vieram questionamentos acerca do planejamento e da garantia de infraestrutura para a realização do evento. A certa altura, o maior problema dizia respeito à hospedagem para dezenas de milhares de participantes. Sucessivas declarações da organização e do governo federal buscaram afastar as desconfianças, sustentando a capacidade de recepção das delegações internacionais e de gestão da agenda técnica e diplomática de grande valor para o mundo, em tempo de crise ambiental suscitada pelas mudanças climáticas.
Infelizmente, em termos de organização, independente de seus resultados – para os quais ainda restam expectativas – a COP30 vai chegando ao final como um fiasco. Um fiasco antecipado por dúvidas que se mostraram fundamentadas. O fogo que tomou conta de parte da área de negociações, na quinta-feira à tarde, foi logo controlado pelas brigadas de incêndio e pelos bombeiros. Mas a desarrumação evidenciada, seja numa gambiarra elétrica que pode ter sido a causa das chamas, seja pelas queixas dos participantes, sintetizadas num documento oficial das Nações Unidas, dias antes do incêndio, expressando o descontentamento e solicitando providências urgentes, vai deixar lições como legado. E uma vergonha que deve ser compartilhada entre o governo Lula e a ONU, realizadores que dividiram a responsabilidade pela viabilização do evento.
Em carta oficial ao governo brasileiro, no último dia 12, a ONU alertou para os riscos de exposição à eletricidade no espaço da conferência. Goteiras, inundações e vazamentos, além da segurança insuficiente, também foram sinalizados como problemas existentes que demandavam soluções urgentes. Mas o evento foi iniciado sem que essas questões tenham sido resolvidas. Diversos relatos de jornalistas e participantes das comitivas internacionais formam um conjunto de testemunhos sobre o calor excessivo, os banheiros inadequados, e o improviso nas instalações hidráulicas e elétricas. Como se não houvesse tido tempo e dinheiro para planejar e montar a COP em Belém. Mas houve tempo, e recursos não faltaram.
Apesar de algumas pessoas atendidas por inalação de fumaça, o incidente não tomou maiores proporções, nem fez vítimas em situação grave. A trigésima edição da COP, na hesitante caminhada humana para conter o aquecimento planetário, já está marcada pelo clima de desorganização. Cabe aos líderes dos países presentes superarem a má impressão, minimizando as condições do encontro, e assinando acordos que sejam logo postos em prática, com as dificuldades conhecidas por todos. O documento final de Belém é aguardado com ceticismo. Ainda mais depois de um incêndio que pode ser a metáfora viva, simultaneamente, do pior lado do jeitinho brasileiro, da decadência da ONU e do inevitável aumento do calor sobre a Terra.
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