Bancada do Governo se rebela na Alepe, se ausenta do plenário e só volta a frequentá-lo segunda-feira

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Bancada do Governo se rebela na Alepe, se ausenta do plenário e só volta a frequentá-lo segunda-feira



A decisão tem o aval do Palácio do Campo das Princesas e foi tomada durante almoço esta terça com a governadora e o gabinete civil

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Por falta de quórum para deliberação, a Assembleia Legislativa não teve reunião plenária esta terça-feira e só deverá voltar a alcançar quórum na próxima segunda-feira. O motivo é simples: a bancada do Governo, que é minoria nas comissões mas majoritária no plenário, decidiu que só vai participar da votação da PEC 30 apresentada pela mesa diretora e aprovada pela oposição na Comissão de Justiça – no plenário ela necessita de 30 votos favoráveis para entrar em vigor e só os governistas têm isso – quando fizerem um estudo detalhado do texto. Como, segundo a líder Socorro Pimentel, isso não pode ser resolvido até amanhã e quinta-feira é feriado – não há plenário na sexta – os governistas estarão na casa mas ausentes do plenário até segunda-feira.

A decisão tem o aval do Palácio do Campo das Princesas e foi tomada durante almoço esta terça com a governadora e o gabinete civil, ao qual compareceram mais de 20 parlamentares. As discussões foram intensas, segundo um dos presentes, e se prolongaram até às 14h30 quando ainda dava tempo para garantir quórum no plenário mas, com a decisão de se ausentar da reunião já estava tomada, os deputados que tinham audiências marcadas em seus gabinetes ou com comunidades na Alepe ainda voltaram à casa mas os demais priorizaram outras agendas.

No encontro, a governadora ouviu primeiro os três deputados do Governo membros da comissão de Justiça que estiveram presentes à reunião do colegiado pela manhã e votado contra as PECs 30 e 31, a primeira sobre a criação de novas regras a respeito das emendas e a segunda estabelecendo que em 2027 elas corresponderão a 1,55% da Receita Corrente Líquida. Os três, Antonio Morais, João Paulo Silva e Wanderson Florêncio, afirmaram que o texto que lhes foi apresentado da PEC 30 tem grande complexidade e não iam votar em algo que não conheciam sobretudo por mudar textos da própria Constituição do estado. Em seguida os demais deputados concordaram com os colegas quando foi estabelecida a decisão de todos de não votar a PEC enquanto não entendessem aonde ela queria chegar.



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