Presidente da Alepe comunica a governistas que não votará PEC das Emendas nem empréstimo

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
Presidente da Alepe comunica a governistas que não votará PEC das Emendas nem empréstimo


Mesmo certos de que os projetos não entrarão em pauta, deputados governistas informaram ao Blog Dellas que não dormirão tranquilos



Clique aqui e escute a matéria

Uma atitude da governadora Raquel Lyra (PSD) que, em almoço com sua bancada, conseguiu que os 17 deputados presentes assumissem o compromisso de votar contra a PEC do deputado Alberto Feitosa (PL) que duplica as emendas parlamentares, levou o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Alvaro Porto (PSDB), a retirar da pauta da casa esta terça-feira a PEC das emendas, os projetos que isentam de IPVA de diversas categorias e também o empréstimo de R$ 1,7 bi solicitado pelo Executivo e que está há dias pronto para votação, após passar por todas as comissões.

– “Se é assim, não vou pautar nada amanhã, nem emendas e nem empréstimo” – disse o presidente aos deputados Socorro Pimentel (UB), líder do Governo, Joãozinho Tenório (PRD) e Adauto Santos (PP) que saíram direto do Palácio para lhe dar a informação sobre o posicionamento da bancada governista. Logo no encontro às 10 horas com os deputados que atenderam a seu chamado, representando Governo e Oposicão, Álvaro já tinha demonstrado a possibilidade de desistir. Disse, depois de ouvir dos governistas que só votariam a PEC se houvesse consenso, que ia aproveitar o restante do dia para ouvir mais parlamentares mas se não tivesse maioria de votos para aprovar a PEC – são necessários 30 votos sim e a oposição só tem certos 14 votos – ele não pautaria o assunto.

‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×350-area” });
}

‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×250-4” });
}

O posicionamento da bancada do governo diante de uma fala firme da governadora foi o suficiente para convencê-lo. Os deputados governistas ainda aguardaram até as 19 horas a publicação da pauta da reunião de amanhã e como isso não ocorreu se convenceram de que os assuntos ficarão para depois ou não serão votados. A deputada Socorro Pimentel disse que aguarda que pelo menos o empréstimo seja submetido ao plenário antes do final do ano: “não entendemos porque o presidente resolveu também deixar o empréstimo fora mas aguardamos que ele reveja sua posição pois se trata de um bem para Pernambuco”.

A tensão na Alepe foi sentida durante todo dia desta segunda-feira de pouquíssima presença no plenário. No encontro da manhã com o presidente, segundo um dos parlamentares presentes, “era nítido o desconforto com o assunto”. No Palácio, durante o encontro com a governadora, que já tinha feito um apelo público à Alepe para que não votasse a PEC, lembrando do acordo feito com ela em 2023 que fixava em 1,1% sobre a Receita Corrente Líquida o percentual das emendas em 2027 – o projeto ampliava para 2% – alguns deputados ainda tentaram fazer um apelo para que ela fizesse um gesto com a casa. Foram contidos no nascedouro. Ela foi firme, segundo um deputado, e deixou claro que não aceitaria colocar o estado sob risco fiscal e desejava que todos a acompanhassem. Foi o suficiente para que a unanimidade dos presentes se comprometesse com o voto não.

João Paulo sugere comunicação

O deputado João Paulo Silva, do PT, que, pela manhã, já tinha comunicado na reunião com o presidente que votaria contra a PEC, sugeriu, junto com o deputado Adauto Santos, que o presidente Álvaro Porto fosse, oficialmente, comunicado do assunto. Foi então que a bancada escolheu os três encarregados de procurá-lo na Alepe para fazer a comunicação. E ouvir dele a resposta da retirada de toda a pauta que causara celeuma durante o final de semana além de pronunciamentos das classes produtoras contrárias à PEC e apelando, em nome das finanças do estado, por um recuo dos deputados.

Sileno avalizou o projeto

Os deputados do PSB presentes ao encontro com o presidente não só se posicionaram a favor da PEC, manifestando a decisão de votarem a favor, como o deputado Sileno Guedes, que havia sido provocado anteriormente sobre o que faria o prefeito João Campos caso fosse eleito governador tendo que comprometer 2% da Receita de 2027 com emendas, avalizou diante dos presentes que o prefeito tinha conhecimento do assunto e pagaria o que fosse decidido pela Alepe.

Receio de mudança

Mesmo certos de que os projetos não entrarão em pauta, deputados governistas informaram a este blog que não dormirão tranquilos: “ a mesa diretora da Alepe – disse um deles – decidiu que a pauta da reunião plenária pode ser mudada até 4 horas antes da sessão, portanto, convém aguardar até as 10 horas desta terça-feira”. Outros deputados, porém, duvidam de mudança, alegando que o presidente não vai correr o risco de colocar em pauta um projeto dessa envergadura sabendo, de antemão, que será derrotado.

Pergunta que não quer calar: quem saiu ganhando em mais essa contenda entre Legislativo e o Executivo: a governadora Raquel Lyra ou o presidente Álvaro Porto?





Source link

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp

Nunca perca uma notícia importante

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *