Com 75% dos votos apurados, Mamdani liderava a apuração com 50,4% dos votos, superando o ex-governador Andrew Cuomo, que obteve 41,3%
JC
Publicado em 04/11/2025 às 23:54
| Atualizado em 04/11/2025 às 23:55
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Eleitores de Nova York, Nova Jersey, Virgínia e Califórnia votaram nesta terça-feira (4) para eleger um novo prefeito, dois governadores e aprovar ou não uma proposta de redistribuição de distritos eleitorais.
O democrata Zohran Mamdani foi eleito prefeito de Nova York nesta terça, segundo projeções da imprensa americana. O resultado, que o consagra como o primeiro muçulmano a comandar a maior cidade dos Estados Unidos, representa uma notável derrota política para o presidente Donald Trump, que tentou ativamente interferir na disputa, pregando voto contra Mamdani e ameaçando cortar verbas federais caso ele vencesse.
Com 75% dos votos apurados, Mamdani liderava a apuração com 50,4% dos votos, superando o ex-governador Andrew Cuomo, que obteve 41,3% na chapa independente. O republicano Curtis Sliwa ficou com 7,5%. Diante da vantagem, a Associated Press projetou a vitória do democrata.
Perfil Progressista e controvérsias
Aos 34 anos, Mamdani nasceu em Uganda, na África Oriental, filho de mãe indiana e pai ugandês. Ele se mudou para os EUA na infância e construiu sua carreira política no estado de Nova York, onde é deputado estadual desde 2021.
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Com um perfil socialista e progressista, Mamdani ganhou destaque nacional por seus discursos em defesa da Palestina e pelas críticas abertas às ações de Israel na Faixa de Gaza. Sua ascensão foi marcada por reviravoltas, a começar pela vitória nas primárias democratas contra o favorito Andrew Cuomo.
Apesar do carisma e da linguagem acessível, que o projetaram como um candidato popular nas redes sociais (notadamente no TikTok), Mamdani enfrentou resistências no establishment democrata, que o considerava “muito à esquerda”. Em 2020, ele causou controvérsia ao chamar a polícia de Nova York de “racista” e “grande ameaça à segurança pública”, declarações pelas quais pediu desculpas na reta final da campanha.
Interferência de Trump e a Disputa Nacionalizada
A eleição em Nova York assumiu um tom nacional, com a rápida ascensão de Mamdani incomodando os republicanos, que o rotularam de “comunista” e “radical”. O próprio Presidente Donald Trump se manifestou publicamente, declarando apoio ao rival Andrew Cuomo (apesar de haver um republicano na disputa) e tentando pressionar o eleitorado.
Na véspera da eleição, Trump elevou o tom, ameaçando publicamente cortar recursos federais destinados a Nova York caso Mamdani fosse eleito. “É minha obrigação governar a nação, e tenho a firme convicção de que a cidade de Nova York será um completo desastre econômico e social caso Mamdani vença”, publicou o presidente, reafirmando que preferia “ver um democrata com histórico de sucesso vencer do que um comunista sem experiência e com histórico de fracasso total”.
Mesmo com os ataques e a resistência interna, Mamdani manteve a liderança nas últimas pesquisas e confirmou sua vitória, transformando a disputa pela prefeitura em um marco histórico na política americana.
VIRGÍNIA
A democrata Abigail Spanberger foi eleita nesta terça-feira governadora da Virgínia, Estado localizado na costa leste dos Estados Unidos, ao derrotar a republicana Winsome Earle-Sears. Com a vitória, Spanberger se torna a primeira mulher a comandar o Estado e dá aos democratas um impulso político antes das eleições legislativas de 2026.
Ex-agente da CIA e ex-deputada federal, Spanberger, de 46 anos, venceu com uma campanha centrada em questões econômicas e na defesa dos direitos reprodutivos, em contraste com as políticas do presidente americano, Donald Trump. Ela sucederá o republicano Glenn Youngkin, revertendo o controle partidário do governo estadual.
A adversária, Earle-Sears, de 61 anos, teria sido a primeira mulher negra a governar um Estado americano. A derrota marca novo revés para republicanos alinhados ao trumpismo. Com a vitória, Spanberger poderá contar com maioria democrata no Legislativo estadual, o que pode facilitar a aprovação de sua agenda.
NOVA JERSEY
A deputada democrata Mikie Sherrill, ex-piloto da Marinha e eleita pela primeira vez para o Congresso em 2018, será a próxima governadora de Nova Jersey.
Segundo a projeção da agência Associated Press, Sherrill derrotou o ex-deputado republicano Jack Ciattarelli em uma eleição para o governo estadual que vinha sendo acompanhada de perto e que algumas pesquisas previam ser decidida por uma margem mínima.
A vitória de Sherrill marca a primeira vez desde a década de 1960 que os eleitores de Nova Jersey elegem um governador do mesmo partido por três mandatos consecutivos. Esta é a segunda grande vitória dos Democratas nas urnas nesta terça-feira, seguindo a eleição de Abigail Spanberger para o governo da Virgínia.
Na Califórnia, até a publicação desta matéria, não havia resultado sobre a aprovação da Proposta 50 (“Prop 50”), que mudaria temporariamente os limites de vários distritos congressuais para as eleições de 2026, 2028 e 2030, afetando, em particular, cinco distritos atualmente controlados por Republicanos. Essa alteração daria aos Democratas da Califórnia a oportunidade de conquistar cinco cadeiras adicionais na Câmara dos Representantes dos EUA.


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