Mesmo com a remoção de uma centena de toneladas de cabos irregulares, apenas este ano, a insegurança que liga os postes deixa feio o Recife
JC
Publicado em 03/11/2025 às 0:00
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Há tantos cabos e equipamentos por sobre as calçadas e as ruas na capital pernambucana, que os postes ficam pensos, e os olhares, tensos, com a beleza recifense invadida, em tantas paisagens, tomada pela fiação que facilita a conexão entre as pessoas perturbando o horizonte da cidade. A sensação é que as redes virtuais precisam de cercas formas por milhares de quilômetros de fios a envolver, além dos caminhos diários, os lares, as empresas e os prédios públicos, como se o peso da vida conectada se materializasse ali, sobre nossas cabeças.
O desafio da ordenação dos cabeamentos e dos aparelhos entre os postes no Recife, assim como assim como nos demais municípios da Região Metropolitana, ou mesmo noutras partes do estado e do Brasil, evidencia a despreocupação dos gestores públicos e das empresas do setor com o problema, que se acumula e piora ao longo dos anos. Por ironia, parece não existir conexão entre a prestação dos serviços, a regulação e os governos.
E a questão eleva o risco de sustos e desastres para a população. Como o JC mostrou em reportagem de Lais Nascimento, mais de mil incêndios em postes de energia foram registrados no ano passado, e quase 500 este ano, por enquanto. O emaranhado do desleixo pode causar ainda choques e quedas na distribuição de energia elétrica, segundo a Neoenergia. Muitas fiações de telecomunicações são instaladas de forma irregular, mas mesmo quando tudo está nos conformes, a impressão é que os postes estão sempre sobrecarregados, prestes a tombar com o volume de informações entrelaçadas.
As empresas de internet, denuncia a Neoenergia, vão depositando fios e caixas sem a segurança devida. Cerca de 700 empresas clandestinas foram detectadas, somente em 2024. Operadoras e provedores irregulares são notificados. Ações de organização da bagunça dos cabos aéreos são realizadas, mas o problema persiste, agravado pelo roubo dos cabos, que provoca transtornos nas conexões e acarreta a instalação de mais fios sobre aqueles sem uso.
A questão não pode ser deixada sob a responsabilidade das prestadoras de serviços. Falta regulação e fiscalização do poder conferido pelos cidadãos a seus representantes. É sobre o espaço público, em prejuízo da coletividade, que os abusos estão sendo cometidos, no vácuo aberto pela omissão dos gestores municipais. No caso do Recife, o problema não incomoda a prefeitura, como se fosse noutra cidade. A desordem exposta nos fios e postes escancara o desinteresse de quem deveria cuidar do espaço público, sem se importar com o que se faz à luz do dia, na cidade inteira.

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