A exemplo da ECO em 1992, no Rio de Janeiro, desta vez Belém recebe delegações de vários países para redefinir as metas ambientais da humanidade
JC
Publicado em 02/11/2025 às 0:00
Notícia
É o fato ou acontecimento de interesse jornalístico. Pode ser uma informação nova ou recente. Também
diz respeito a uma novidade de uma situação já conhecida.
Artigo
Texto predominantemente opinativo. Expressa a visão do autor, mas não necessariamente a opinião do
jornal. Pode ser escrito por jornalistas ou especialistas de áreas diversas.
Investigativa
Reportagem que traz à tona fatos ou episódios desconhecidos, com forte teor de denúncia. Exige
técnicas e recursos específicos.
Content Commerce
Conteúdo editorial que oferece ao leitor ambiente de compras.
Análise
É a interpretação da notícia, levando em consideração informações que vão além dos fatos narrados.
Faz uso de dados, traz desdobramentos e projeções de cenário, assim como contextos passados.
Editorial
Texto analítico que traduz a posição oficial do veículo em relação aos fatos abordados.
Patrocinada
É a matéria institucional, que aborda assunto de interesse da empresa que patrocina a reportagem.
Checagem de fatos
Conteúdo que faz a verificação da veracidade e da autencidade de uma informação ou fato divulgado.
Contexto
É a matéria que traz subsídios, dados históricos e informações relevantes para ajudar a entender um
fato ou notícia.
Especial
Reportagem de fôlego, que aborda, de forma aprofundada, vários aspectos e desdobramentos de um
determinado assunto. Traz dados, estatísticas, contexto histórico, além de histórias de personagens
que são afetados ou têm relação direta com o tema abordado.
Entrevista
Abordagem sobre determinado assunto, em que o tema é apresentado em formato de perguntas e
respostas. Outra forma de publicar a entrevista é por meio de tópicos, com a resposta do
entrevistado reproduzida entre aspas.
Crítica
Texto com análise detalhada e de caráter opinativo a respeito de produtos, serviços e produções
artísticas, nas mais diversas áreas, como literatura, música, cinema e artes visuais.
Clique aqui e escute a matéria
Mais de três décadas atrás, o Rio de Janeiro foi o palco de um encontro das Nações Unidas para o meio ambiente, a ECO-92. Com a presença de delegações de vários países, o evento trouxe para o Brasil a esperança da população mundial na construção de hábitos sustentáveis para a civilização. Daqui a poucos dias, será a vez de Belém sediar outro evento importante de âmbito global: a COP30, conferência que contará com dezenas de líderes internacionais e, como no Rio em 1992, concentrará a atenção do mundo no Brasil, de novo. Desta vez, a respeito da revisão das metas climáticas com o objetivo de reduzir a escalada da temperatura média da Terra, que já vem gerando alterações nos ciclos naturais e causando fenômenos extremos como enxurradas, secas e furacões.
De quase duzentas nações que assinaram o Acordo de Paris, na COP21, em 2015, há uma década, pouco mais de 60 revisaram as metas para o encontro em Belém, que começa na próxima quinta. Enquanto se projetam os danos das mudanças climáticas para a humanidade nas próximas décadas, o clima político não parece propício a expectativas otimistas para a COP30, apesar dos discursos de tom ufanista e até presunçoso do governo brasileiro. Organizar um evento desse porte não é garantir que o país será o lugar de atração do bom senso e das soluções que todos irão compreender, acatar e aplicar. A distância entre o que se deseja e o que se pode obter no Pará vem se alargando nos últimos meses. A saída dos Estados Unidos, sob a ordem de Donald Trump, das negociações ambientais, e o atraso das metas de vários signatários do Acordo de Paris, esfriaram os ânimos dos participantes.
Com reuniões de cúpula esta semana, e a conferência oficial a partir do dia 10, até 21 de novembro, cerca de 50 mil pessoas devem estar em Belém para a COP30. Além do afastamento gradual das metas de controle de emissão de gases poluentes, o evento deve refletir um certo desconforto em relação à aprovação do governo Lula para a exploração de petróleo na Margem Equatorial da Amazônia. As críticas vieram logo, de entidades nacionais e internacionais, segundo as quais o Brasil peca por incoerência, ao se apresentar como protagonista da sustentabilidade enquanto abre amplo horizonte de exploração petrolífera.
Sob o mantra da transição energética justa, o governo Lula em geral e a ministra Marina Silva, em particular, devem tentar desviar o foco das discussões para a responsabilidade dos países desenvolvidos na definição e perseguição de metas ambientais. O que significa apontar um notório fracasso, desde antes do Acordo de Paris, e que tem tudo para se prolongar depois da COP30. Do ponto de vista dos paraenses, a oportunidade para expor Belém e a cultural local para o planeta pode render interessante vitrine para o turismo, nos próximos anos. Mas na perspectiva dos acordos multilaterais cada vez mais problemáticos, a contagem regressiva para os efeitos do aumento da temperatura pode se acelerar, acompanhada pela frustração e desespero dos ambientalistas.

/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/05/magnific-rosto-com-pele-limpa-e-hi-2901056892.jpg?w=300&resize=300,300&ssl=1)




/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/05/magnific-corujapoderosa-empoleirad-2901059842.jpg?w=300&resize=300,300&ssl=1)



/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/05/magnific-panela-de-feijao-com-cald-2901485930.jpg?w=300&resize=300,300&ssl=1)

/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/05/magnific-rosto-com-pele-limpa-e-hi-2901056892.jpg?w=150&resize=150,150&ssl=1)



