Com 119 mortes contabilizadas, ação no Rio de Janeiro vira palco eleitoral; cientista político critica uso da violência como plataforma partidária
JC
Publicado em 30/10/2025 às 17:34
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A mais letal megaoperação da história do país, que já contabiliza 119 mortos, tornou-se o principal assunto da política nacional, mas não apenas pela tragédia em si. Em meio ao tiroteio real entre facções criminosas e a polícia, instalou-se também o “tiroteio dos políticos”.
O uso da segurança pública como palanque eleitoral
A repercussão da operação tem sido festejada pelo governador do estado do Rio de Janeiro. Ele classificou a ação como um sucesso e expressou satisfação com o resultado. Em entrevistas, o governador chegou a dar um recado incisivo, afirmando: “Ou é soma no combate à criminalidade, ou suma”.
Essa postura de comemoração e o acirramento dos depoimentos dos políticos foram duramente criticados pelo cientista político Eli Ferreira. Ferreira aponta que, embora a política de segurança seja crucial, o uso dela para fins de política partidária é “extremamente desagradável e extremamente irresponsável”. Para ele, quando a classe política utiliza eventos de segurança como palanque eleitoral, demonstra ter um “mínimo de respeito para com a vida das pessoas”, o que é lamentável.
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O Judiciário também se manifestou contra a atuação do executivo estadual. O Ministro Ricardo Lewandowski cobrou publicamente que o governador “falasse a verdade”, ressaltando que o governo federal não foi contactado para a operação e não foi cobrado por absolutamente nada. Lewandowski inclusive sugeriu que, se o governador não tem condição de gerir a situação, que ele “jogue a toalha”.
Repressão não é solução: o foco na política social
O debate político acalorado se choca com a visão técnica sobre o combate à criminalidade. Eli Ferreira destacou que existe um discurso muitas vezes equivocado no Brasil de que o endurecimento por si só combate a criminalidade. Ele lembrou que parcerias de ocupação nos morros já foram feitas no passado e não resolveram a questão, porque essa não é a solução.
O cientista político argumenta que é necessária toda uma política social para combater a criminalidade, citando que em outros países onde a criminalidade cresceu, ela foi diminuindo justamente com políticas sociais. Embora a política repressiva não deva ser abandonada, ela não constitui a solução para a diminuição da criminalidade em lugar nenhum do mundo.
A coordenação de esforços entre os entes federativos (federal, estadual e municipal) é considerada difícil, visto que a Constituição atribui a segurança diretamente aos estados. Para que haja uma parceria eficaz e planejada, é essencial que os líderes “desçam do palanque” e compreendam que o problema precisa ser resolvido.
A população que mais sofre com este cenário é a carente. Em relação aos desdobramentos legislativos, existe a possibilidade de que essa operação ajude na votação da PEC da segurança, que estava paralisada. No entanto, o desejo é que o Congresso Nacional vote pela razão, e não pela emoção.
*Texto gerado com auxílio de IA a partir de conteúdo autoral da Rádio Jornal com edição de jornalista profissional





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