Operação no Rio expõe ausência de um plano federal contra o crime organizado

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Operação no Rio expõe ausência de um plano federal contra o crime organizado


Ministro da Justiça afasta diretor da Polícia Federal de entrevista, Senado cria CPI do crime organizado, mas Argentina avança: lá a pena é elevada

Por

Romoaldo de Souza


Publicado em 29/10/2025 às 20:55
| Atualizado em 29/10/2025 às 21:08



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A PF SABIA
“Climão” na porta do Palácio da Alvorada. Depois de uma tensa reunião com o presidente Lula da Silva (PT), o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou aos jornalistas que a PF teve conhecimento da operação no Rio de Janeiro, com antecedência, mas “descartou a participação”.

CHEGA PRÁ LÁ
Nisso, abruptamente, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, reassumiu o comando da entrevista coletiva para esclarecer que “o pedido de colaboração” teria de ter sido feito ao presidente da República, ao ministro da Justiça ou ao próprio chefe da PF. “A comunicação entre governantes, entre o governador de estado e o governo federal tem que se dar ao nível das autoridades de hierarquia mais elevada. Então, essa operação. Uma operação deste nível, desde porte, não pode ser acordada num segundo ou terceiro escalão”. O estrago estava feito. O governo teve ciência da operação, quando ainda estava sendo organizada, ao contrário do que havia afirmado no dia anterior, o ministro da Justiça.

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LOS MONOS, PCC E CV
O triunvirato do crime organizado na Argentina “será liquidado de um forma ou de outra”. A promessa é da ministra Patricia Bullrich, da Segurança da Argentina. Em algumas cadeias, as facções mapeiam tanto os espaços a tal ponto que até os tatuadores são exclusivos: um integrante de Los Monos – a maior organização narcoterroristas do país vizinho – jamais aceitaria os serviço do tatuador do PCC, por exemplo. E vice-versa.

ARGENTINA E FBI
Segundo leio no “Portal Cláudio Dantas”, o governo de Javier Milei (La Libertad Avanza) firmou acordos com o FBI – Polícia Federal norte-americana – “voltados à troca de informações, cooperação técnica e formação de policiais federais argentinos”, como conta a repórter Mariana Albuquerque.

CPI DO CRIME ORGANIZADO
Ainda atordoados com a repercussão da violência no Rio de Janeiro, os senadores foram informados pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) que na terça-feira (4), será instalada a comissão que vai investigar o crime organizado. “É hora de enfrentar esses grupos criminosos com a união de todas as instituições do Estado brasileiro, assegurando a proteção da população diante da violência que ameaça o país”.

MOFANDO NA GAVETA
O requerimento com 31 assinaturas – eram necessárias ao menos 27 – tinha sido protocolado em fevereiro. Nenhum dos três senadores de Pernambuco assinou o pedido de CPI que vai “apurar a estruturação, a expansão e o funcionamento do crime organização”. O foco são as organizações criminosas, entre elas o PCC e o Comando Vermelho.

PAU PARA TODA OBRA
E não é que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), é quem assumiu – ainda que provisoriamente – o inquérito que vai apurar se houve abuso de autoridade na operação do Rio? O ministro mandou o Ministério Público Federal cobrar informações até da quantidade de ferimentos e o grau de letalidade de cada vítima.

INTERNET DAS COISAS
A Associação Brasileira das Prestadoras de Telecomunicações Competitivas (TelComp) comemorou a aprovação do projeto de lei que prorroga até 2030 os incentivos fiscais aos dispositivos de Internet das Coisas (IoT) e aos sistemas de comunicação máquina a máquina (M2M). A Internet das Coisas tem importante papel na criação de cidades inteligentes, mais eficientes, sustentáveis e conectadas.

PENSE NISSO!
Gosto de um frase do poeta argentino León Gieco: “Eu só peço a deus que a dor não me seja indiferente”.

E não tenho a intenção de fazer uma média ponderada simples e concluir que o lado que teve menos mortos é o errado. Ou o mais responsável pelos números de vítimas. Não é isso.

Mas tem a ver com pais e mães que há muito tempo perderam seus filhos, ainda que vivos. São os pequenos olheiros que evoluem na hierarquia, ganham o status de “aviões”, trocam a “bike” pela motocicleta, aprendem a “dar um grau”, até que um dia estão comandando os “negócios” na rua, depois no quarteirão. Quando muito, a família recebe uma assistência do filho, uma “pensão”, às vezes um telefone “novo” e finalmente a notícia do fim.

Se o Estado foi ineficiente, e todos, do presidente da República ao governador do Rio de Janeiro, têm mais de uma mandato nas costas, sobre eles deve pairar a responsabilidade maior. Negligentes. Negligentes! Não tem outra palavra. E não adiante passar pano.

Mas que fazer a contabilidade do número de vítimas, agora é hora de esperar uma resposta das autoridades. Mas como diz o ditado popular, é bom esperar sentado. Essa gente não tem a menor serventia para cuidar do cidadão, a não ser quando são convertidos em eleitor.

“Que la guerra no me sea indiferente”.

Pense nisso!





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