Uma das cidades mais vulneráveis do mundo para os efeitos do clima nos próximos anos, o Recife participa de projeto de combate ao calor
JC
Publicado em 16/10/2025 às 0:00
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Entre as principais dificuldades do enfrentamento das mudanças climáticas, está a falta de compreensão dos governos e das populações a respeito da dimensão local do problema. A não ser em casos de desastres naturais, como enxurradas que provocam inundações e deslizamentos de terra, o senso comum – inclusive dos governantes – tende a minimizar a questão, como se fosse algo distante, do outro lado do mundo, ou do tempo, para a preocupação apenas das próximas gerações.
Para os habitantes da capital pernambucana, não deveria ser assim. De acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, o Recife é a 16ª cidade mais vulnerável às mudanças climáticas em todo o planeta. Uma condição de exposição, em especial, à provável subida dos níveis dos mares devido ao aumento da temperatura média na Terra. Por isso não é surpresa que estejamos entre os cinco municípios brasileiros escolhidos para participar do projeto Acelerador de Soluções para o Calor Urbano, do WRI Brasil, voltado aos efeitos do aumento das temperaturas nas cidades.
A criação e manutenção de refúgios climáticos em praças e pátios da área central da cidade irá contemplar características como sombreamento, vegetação e solo permeável, suscitando maior conforto térmico e elevando a capacidade de drenagem. Aqui, o projeto fará parte do Plano do Centro do Recife, em ações integradas pelo desenvolvimento sustentável, valorizando a ampliação de áreas verdes, a mobilidade a pé e o patrimônio histórico. Vale ressaltar que a incorporação de novos hábitos e visões da convivência das pessoas nas zonas urbanas constitui um dos primeiros desafios no enfrentamento das mudanças climáticas, uma vez que a redução da emissão de gases poluentes, por exemplo, pode requerer – mas não necessariamente, com o uso de fontes limpas – uma relação diferente com a mobilidade.
O Censo 2022 revelou que 80% dos moradores da Região Metropolitana do Recife vivem em ruas e avenidas sem árvores. A baixa cobertura vegetal expõe as pessoas ao calor e seus efeitos, que se agravam em períodos prolongados de exposição. A criação e o estímulo a projetos para o conforto térmico são importantes iniciativas, que podem fazer com que os recifenses – incluindo o poder público – entendam mais rapidamente a necessidade de medidas preventivas e de estratégias para lidar com as mudanças climáticas em caráter emergencial. Os riscos à saúde pela temperatura mais alta é somente um dos efeitos mais evidentes da crise climática em que já nos encontramos.
As mudanças no clima em decorrência da temperatura causada pela emissão de gases, aparecem no fundo dos oceanos, nas geleiras dos polos, nos incêndios florestais, nos furacões mais intensos e nas chuvas violentas que poucas cidades apresentam condições de suportar. O Acelerador de Soluções mostra que a urgência não está a milhares de quilômetros do Marco Zero. Está aqui, também, e precisamos fazer algo em relação a isso.


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