Depois do tarifaço e das sanções políticas, a diplomacia entre os dois países parece recuperar o equilíbrio, com o diálogo dos presidentes
JC
Publicado em 07/10/2025 às 0:00
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A relação entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ganhou novo capítulo com o encontro remoto realizado na segunda-feira. Segundo a divulgação dos dois lados, a conversa teve como foco a economia, e não, a política, embora a aproximação já represente enorme diferença no mal estar causado pelo apoio explícito de Trump a Jair Bolsonaro – antes do julgamento e condenação do ex-presidente brasileiro pelo Supremo Tribunal Federal. E também de acordo com os relatos oficiais, o papo foi bom, a química permanece favorável, ainda que nenhuma decisão revogando ou aliviando o tarifaço a produtos brasileiros tenha ocorrido. E nada indica que vá se dar logo, a não ser a esperança de que o diálogo resulte em consequências positivas além da produção de boas expectativas para as equipes de comunicação do Planalto e da Casa Branca divulgarem.
Donald Trump não demorou a postar em suas redes sociais: “Nossos países irão muito bem juntos!”, exclamou. Sobre Lula, a declaração entusiasmada segue genérica: “Gostamos um do outro e, sim, tivemos uma ótima conversa. Vamos começar a fazer negócios”, afirmou pouco depois do encontro virtual, em entrevista coletiva. A súbita simpatia pode estar dando nó na cabeça de bolsonaristas acostumados com os ataques de poucos meses atrás. A interpretação mais direta é a leitura do pragmatismo: o presidente norte-americano terá problemas econômicos capazes de se transformar em perda de apoio político, se continuar lançando mísseis tarifários contra o Brasil. A pressão do empresariado e de parcela da opinião pública solidária aos brasileiros e interessada em negócios com o Brasil, pode ter interferido para mudar o padrão do comportamento de Trump com Lula.
A revisão das tarifas de importação e das sanções a autoridades brasileiras – como ao ministro do STF, Alexandre de Moraes – foi solicitada por Lula, de acordo com nota do governo federal. Trump não saiu das generalidades, mencionando que conversaram “muitas coisas”. A promessa mútua depois da videoconferência é uma reunião presencial, com o objetivo de ampliar a sintonia e, quem sabe, traduzir a perspectiva de “fazer negócios” em uma agenda de restauração da normalidade na balança comercial. Para que os negócios signifiquem ganhos para os dois povos, pois é de benefícios coletivos que os chefes de Estado devem cuidar.
A ausência de datas para um encontro entre os presidentes não deixa de ser frustrante. Os efeitos negativos sobre as economias dos dois países já vêm sendo sentidos. O otimismo do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ecoa o anúncio da conversa realizada, mas a lente otimista não se aplicará por muito tempo sem medidas concretas na direção da harmonia. O temor é que a instabilidade do presidente norte-americano, que altera o tom e o teor das declarações com frequência, sem constrangimento, possa atrapalhar a retomada diplomática em curso, baseada numa conversa a distância promovida para uma aproximação ensaiada.
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