O equilíbrio entre reagente e produto se perdeu e a briga por espaços no partido abre caminho para um conflito de grandes proporções.
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O debate sobre o futuro do PL em Pernambuco ganhou contornos que lembram uma sala de aula de química. A comparação pode parecer absurda, mas ajuda a compreender como os elementos internos do partido se comportam diante de interesses distintos. Assim como nas equações químicas, a política exige equilíbrio entre o que já está posto e o que chega para reagir. Quando não há balanceamento, o resultado é sempre instabilidade.
No caso do PL pernambucano, o produto dessa equação é a família Ferreira. Anderson Ferreira (PL) comanda o diretório estadual há anos e acumula a maior parcela de influência. Ao lado dele, estão o pai Manuel Ferreira, o irmão André Ferreira e o cunhado, Fred Ferreira. A estrutura de poder foi construída de forma sólida, garantindo que os Ferreira ditassem os rumos do partido.
O cenário mudou em 2022 com a chegada de Jair Bolsonaro ao PL. O ex-presidente quis indicar aliados em cada estado e apontou Gilson Machado (PL) para Pernambuco.
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A tentativa, porém, não foi suficiente para alterar o comando partidário. Valdemar Costa Neto, presidente nacional da sigla, manteve a confiança em Anderson Ferreira, reforçada pela relação de longa data entre eles, ex-colegas na Câmara dos Deputados. Gilson ganhou os espaços que buscava, mas sem autoridade sobre o diretório estadual. Foi aí que a equação química se desbalanceou.
Um equilíbrio provisório
A eleição de 2022 trouxe um arranjo que deu a impressão de estabilidade. Anderson Ferreira concorreu ao governo do Estado, enquanto Gilson Machado disputou o Senado. Cada um seguiu em sua trilha, ainda que em campos de interesse distintos. Nenhum dos dois venceu, mas naquele momento o balanceamento foi possível. Era uma convivência marcada mais pela necessidade do que pela afinidade.
O racha em 2024
O tempo, no entanto, minou a convivência. Em 2024, quando se desenhava a disputa pela Prefeitura do Recife, o equilíbrio se desfez. Anderson apostava no irmão André como candidato, mas Bolsonaro queria Gilson Machado.
A escolha abriu uma fissura que desequilibrou a equação. O resultado foi desastroso. Gilson perdeu a eleição por larga margem para João Campos (PSB), e dentro do PL surgiram críticas diretas à sua candidatura.
O partido interpretou a derrota como um erro estratégico. Houve acusações de parte a parte sobre a distribuição e uso do dinheiro do partido. Com os atritos vindo a público, uma antipatia já bastante conhecida entre Valdemar Costa Neto e Gilson ficou evidente e ganhou contornos de conflito.
Reação dentro do partido
A consequência foi dura para Gilson Machado. Ele, que presidia o PL municipal, foi destituído do comando no Recife. O deputado federal Coronel Meira (PL) assumiu o diretório local e consolidou o afastamento de Gilson da estrutura de poder.
O que antes era uma convivência incômoda por ser necessária se transformou em uma disputa aberta. A metáfora química ganha força. O reagente (Gilson), em vez de se equilibrar com o produto (Anderson), passou a provocar reações cada vez mais intensas, quase explosivas.
A disputa pelo Senado
Hoje, a tensão se concentra na escolha do candidato ao Senado em 2026. Gilson Machado insiste nesse projeto, embora pesquisas ainda o coloquem como opção ao governo, cargo que ele nega querer disputar.
O PL, por sua vez, sinaliza que a vaga pertence a Anderson Ferreira. O máximo que se cogita para Gilson é uma candidatura a deputado federal. Aceitar ou não essa condição é a decisão que pode definir seu futuro político dentro da sigla ou fora dela.
Conflito de interesses
O que mudou de 2022 para cá foi a transformação de uma convivência de conveniência, mantida por equilíbrio de uma equação química, quando reagente e produto têm o mesmo número de átomos e conseguem coexistir, num conflito direto de proporções incalculáveis.
Os Ferreira mantêm o domínio do partido e agora não estão mais dispostos a abrir espaço. Gilson, por outro lado, tenta se firmar como alternativa, baseando-se na proximidade que mantém com Jair Bolsonaro, mas encontra barreiras que se tornaram intransponíveis.
O balanceamento se perdeu e a equação política do PL pernambucano está cada vez mais próxima de uma reação explosiva. Aos poucos, outros capítulos da novela de 2026 vão surgindo e apresentando o contexto de outros personagens para além de João Campos e Raquel Lyra (PSD). Isso é bom para a política e para a democracia. Mas é um fenômeno que precisa ser observado com potencial para interferir em todo o enredo principal.


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