Walter Porto: Pinard tenta se firmar como a principal editora de livros latino-americanos no Brasil

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Walter Porto: Pinard tenta se firmar como a principal editora de livros latino-americanos no Brasil


A editora Pinard, que vem estabelecendo um catálogo robusto de literatura clássica da América Latina nos últimos cinco anos, está reformulando sua operação e investindo em novas coleções.

Desde 2020, quando chegou ao mercado com o essencial “Dona Bárbara”, do venezuelano Rómulo Gallegos, a editora funciona por financiamento coletivo —anuncia um livro, capta recursos de leitores interessados pelo Catarse e, ao atingir a meta determinada, prepara a edição. Isso agora mudou.

Após fechar parcerias com investidores, a Pinard deixou de depender de vaquinhas para suas edições. Seu próximo lançamento, “As Mortas”, já está em pré-venda na Amazon, algo que a casa não fazia antes.

O romance do mexicano Jorge Ibargüengoitia, que sai em outubro e satiriza um caso verdadeiro, conta a história de duas irmãs que abrem um bordel e disparam uma trama insana de assassinatos —o livro, aliás, inspira uma série que acaba de estrear na Netflix.

De “Dona Bárbara” até “As Mortas”, a Pinard publicou 23 livros de diversos nomes incontornáveis da região, como Gabriela Mistral, Mario Benedetti, Carlos Fuentes, Ernesto Sabato e Alejo Carpentier. E já publicou um brasileiro, o pernambucano Osman Lins e seu ambicioso “Avalovara”.

“Queremos criar um ecossistema em torno da América Latina”, afirma Paulo Lannes, que dirige a Pinard ao lado de Igor Miranda. Estão nos planos a organização de cursos e o fortalecimento de uma comunidade ao redor da editora. “Assim como você pensa na Tabla ao falar de literatura árabe, queremos ser isso para literatura latino-americana.”

Estão no prelo dos próximos meses “Três Tigres Tristes”, do cubano Guillermo Cabrera Infante, e “Segú”, da guadalupense Maryse Condé. Mas a outra grande empreitada da editora agora são as coleções que

extrapolam a ficção clássica.

A Pinard terá uma linha de obras contemporâneas, que incluem “Texaco” do martinicano Patrick Chamoiseau e “Um Beijo de Dick”, do colombiano Fernando Molano Vargas. E outra linha será voltada à não ficção, editando o clássico “Facundo, ou Civilização e Barbarie”, ensaio do argentino Domingo Faustino Sarmiento, que já havia saído pela Cosac Naify, e um livro sobre artes plásticas da crítica argentina Marta Traba.

VÊ A CONTA O escritor Reinaldo Moraes, que vinha lançando seus livros na Alfaguara, decidiu publicar o próximo na Todavia. O romance “Noitada” se passa em uma única noite na vida do protagonista de seu livro anterior, “Maior que o Mundo”, de 2018. Kabêto, sua ex e uma amiga dela se encontram para um regabofe de drogas e sexo em meio ao tumulto dos protestos de 2013. O livro sai no começo do ano.

ABRE A COMANDA A Intrínseca começa a publicar em 2026 os livros que deram origem à série “Slow Horses”, que acaba de ganhar o Emmy de melhor roteiro e estreia sua quinta temporada na próxima quarta-feira na AppleTV+. A editora traz já em janeiro os dois primeiros volumes da saga criada pelo britânico Mike Herron sobre agentes infames do MI5, liderados no streaming por Gary Oldman.

CURTIÇÃO O jornalista Gabriel Mattos publica em breve o resultado de sua pesquisa de mestrado sobre o fenômeno BookTok, “Entre Likes e Livros”, pela MapaLab. Sócio de uma agência de comunicação, ele ouviu editores, influenciadores e leitores para medir como os tiktokers afetaram o mercado editorial no Brasil.


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