Pratos árabes da Rotisseria Sírio Libaneza no Rio merecem ser descobertos por todos

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Pratos árabes da Rotisseria Sírio Libaneza no Rio merecem ser descobertos por todos


Um dos segredos gastronômicos mais bem guardados para quem é de fora do Rio está bem guardado mesmo —mais especificamente, no fundo de uma galeria sem grandes charmes no entroncamento dos bairros do Catete, do Flamengo e de Laranjeiras. É lá que funciona, desde 1968, a Rotisseria Sírio Libaneza, uma das lanchonetes (e restaurante também) mais queridas dos cariocas.

Estaria lá a melhor esfiha da cidade? Sim, garantem os fãs dos salgados servidos no árabe do Largo do Machado, como a rotisseria é conhecida pelos frequentadores. Servidas em quatro sabores —carne, frango, queijo minas e verdura (R$ 9,50)—, elas são finas, bem condimentadas e podem levar um esguicho do limão, como é chamado o molho feito por lá, apenas o sumo da fruta e água. Nada mais.

Pedir molho de limão, aliás, denota um certo amadorismo em relação aos rituais da casa, assim como chamar o restaurante pelo nome. Ah, e não se espante caso veja alguém comendo duas esfihas de uma vez só: a de carne e a de queijo sobrepostas. Acontece com certa frequência. Coisa de quem vai lá há anos.

A esfiha de carne, recheada com uma mistura de acém e músculo (informação dificílima de conseguir com o gerente no dia seguinte à visita; quanto aos temperos, ele, que não é bobo nem nada, preferiu manter segredo), impressiona pela regularidade. Está sempre gostosa, úmida e quentinha, dada a alta rotatividade. É fornada atrás de fornada.

Os salgados de carne e de queijo respondem por 85% dos que são vendidos na loja, que não tem filiais. A opção vegetariana é a esfiha de verdura: escarola e salsa refogadas com cebola, um aconchego em forma de comidinha.

O árabe do Largo do Machado fez fama com o que é vendido no balcão, apinhado de gente ávida não só pelas esfihas, mas também pelos quibes, que podem ser fritos (R$ 9,50), de forno (R$ 20) ou crus (R$ 50), este último com dois acompanhamentos (arroz com lentilhas e cebola frita, coalhada seca, tabule e homus tahine são algumas das opções).

Para degustar esses pratos mais robustos é aconselhável conquistar uma mesa no salão, caso não esteja com pressa. Não que seja confortável. É apertado, barulhento, com mesas que mal cabem a fartura dos pratos servidos. Mas ninguém se importa.

Os clientes vão lá para comer, não para fazer social, e todos parecem saber exatamente o que pedir. Sem frescura, sem invencionices ou modernidades. A grávida que almoçava uma cafta em pé, de crachá da empresa, não me deixa mentir.

A cafta, o menos fotogênico de todos os pratos já concebidos pelo ser humano, é servida em ponto exemplar, nem um pouco ressecada, saborosíssima. Paga-se os mesmos R$ 50 por duas delas, com uma dupla de acompanhamentos. Repolho, pimentão, abobrinha ou berinjela recheada com carne moída completam o cardápio de refeições. Tudo a R$ 50. Para dois.

Sobremesas são as clássicas: ninhos de pistache, amêndoas, damasco ou nozes (R$ 9,50), belewa de nozes, halawi (doce de gergelim), além de simpáticas tigelinhas de coalhada com mel (R$ 13) e arroz doce (R$ 12). Barato, consistente e prático, o árabe do Largo do Machado é um daqueles lugares que todo mundo gostaria de ter perto de casa.



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