A taxa de juros, que atingiu o maior patamar em quase 20 anos, mostra os efeitos nas atividades da Construção Civil. O seu Produto Interno Bruto (PIB) referente ao segundo trimestre, na comparação com o primeiro, na série com ajuste sazonal, que foi divulgado pelo IBGE nesta terça-feira (2), registrou uma redução de 0,2%. Nos primeiros três meses do ano, em relação ao último trimestre de 2024, já havia recuado 0,6%. Os dados do PIB da Construção também envolvem as atividades de pequenas obras e reformas realizadas pelas famílias que, em um cenário de juros altos, também podem ser afetadas.
“Apesar de ainda gerar empregos e investimentos com um nível de produção elevado, a Construção já sente os efeitos do atual patamar dos juros. É preciso criar condições mais favoráveis de crédito e financiamento para que o setor possa continuar contribuindo com a economia”, destaca Renato Correia, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).
De acordo com a coordenadora da Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, a variação positiva de 0,4% na comparação com o trimestre anterior no resultado geral do PIB indica uma desaceleração no crescimento da economia, efeito replicado na construção civil. “Era um efeito esperado a partir da política monetária restritiva (alta nos juros) iniciada em setembro do ano passado. As atividades Indústrias de Transformação e Construção, que dependem de crédito, são mais afetadas nesse cenário”, avalia Rebeca, complementando que os efeitos negativos na Construção e na produção de bens de capital ajudam a explicar a queda nos investimentos.
SETOR AINDA EM CRESCIMENTO
Apesar das quedas, a taxa acumulada nos últimos quatro trimestres, em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores, evidencia um crescimento de 3,6% no setor. Já o primeiro semestre de 2025, comparado ao do ano anterior, mostra um incremento de 1,8% nas suas atividades.
Os dados do novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho, demonstram que nos primeiros sete meses do ano a Construção Civil já gerou 177.341 novos empregos formais. O número de trabalhadores formais já ultrapassou três milhões, um patamar que há mais de uma década não era observado.


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