O desenvolvimento de eletrodos à base de celulose deve permitir que, em breve, componentes completamente livres de metal sejam produzidos
Notícia
É o fato ou acontecimento de interesse jornalístico. Pode ser uma informação nova ou recente. Também
diz respeito a uma novidade de uma situação já conhecida.
Artigo
Texto predominantemente opinativo. Expressa a visão do autor, mas não necessariamente a opinião do
jornal. Pode ser escrito por jornalistas ou especialistas de áreas diversas.
Investigativa
Reportagem que traz à tona fatos ou episódios desconhecidos, com forte teor de denúncia. Exige
técnicas e recursos específicos.
Content Commerce
Conteúdo editorial que oferece ao leitor ambiente de compras.
Análise
É a interpretação da notícia, levando em consideração informações que vão além dos fatos narrados.
Faz uso de dados, traz desdobramentos e projeções de cenário, assim como contextos passados.
Editorial
Texto analítico que traduz a posição oficial do veículo em relação aos fatos abordados.
Patrocinada
É a matéria institucional, que aborda assunto de interesse da empresa que patrocina a reportagem.
Checagem de fatos
Conteúdo que faz a verificação da veracidade e da autencidade de uma informação ou fato divulgado.
Contexto
É a matéria que traz subsídios, dados históricos e informações relevantes para ajudar a entender um
fato ou notícia.
Especial
Reportagem de fôlego, que aborda, de forma aprofundada, vários aspectos e desdobramentos de um
determinado assunto. Traz dados, estatísticas, contexto histórico, além de histórias de personagens
que são afetados ou têm relação direta com o tema abordado.
Entrevista
Abordagem sobre determinado assunto, em que o tema é apresentado em formato de perguntas e
respostas. Outra forma de publicar a entrevista é por meio de tópicos, com a resposta do
entrevistado reproduzida entre aspas.
Crítica
Texto com análise detalhada e de caráter opinativo a respeito de produtos, serviços e produções
artísticas, nas mais diversas áreas, como literatura, música, cinema e artes visuais.
Clique aqui e escute a matéria
Quem tem mais de 40 anos vai lembrar como se comprava pão no passado: o padeiro embalava os pães em papel madeira com um barbante. Havia também a opção de levar uma sacola de pano. Neste caso, os pães saíam com desconto. Então veio a invasão das sacolas e garrafas pet e o resto da história já sabemos, com as ilhas de plástico flutuantes, do microplástico no cérebro e em todo o lugar. A ciência compreendeu que já passou da hora de trazer a celulose de volta ao centro das atenções. E este processo já transborda para a indústria de alimentos, que vem substituindo o polipropileno por espumas de celulose nas embalagens.
A celulose (composto orgânico mais abundante e renovável da natureza) é um biopolímero feito de subunidades de glicose, podendo ser extraída da madeira, mas também de resíduos da agricultura, fonte primária e abundante, dados os números alarmantes de desperdício (dados da FAO estimam que 30% dos alimentos produzidos no planeta são desperdiçados ou perdidos por ano). Ainda mais ecologicamente correta que o primeiro tipo, vem a celulose bacteriana, produzida por processo fermentativo no qual se encontram apenas as células bacterianas e açucares, resultando em um material livre de polissacarídeos não celulósicos com mais benefícios ambientais do que a celulose convencional. É fato que uma verdadeira revolução vem sendo trabalhada em torno de dispositivos à base de celulose, que seguem de embalagens inteligentes a sensores de traços de contaminantes, passando por sistemas de liberação de fármacos e sistemas de armazenamento de energia, como baterias e supercapacitores.
‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×350-area” });
}
‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×250-4” });
}
O desenvolvimento de eletrodos à base de celulose deve permitir que, em breve, componentes completamente livres de metal sejam produzidos, conduzindo-nos ao conceito de um sistema integrado todo feito da mesma matriz. Assim, folhas de papel poderão ser baterias, sensores, mostradores digitais.
E a vantagem remanescente do plástico (a sua transparência) já vem encontrando concorrência em filmes transparentes de celulose (já disponíveis no mercado) – uma vez que a apreciação visual de frutas, verduras e carnes embaladas é fundamental. A incorporação de selos de qualidade que certifiquem e mudem de cor com a degradação do material embalado é outra importante vantagem a ser considerada.
O tempo passou e a ciência permitiu que pudéssemos manter as árvores de pé e produzir uma celulose de mais alta qualidade, sem processos agressivos ao meio ambiente. Tudo indica que estamos a presenciar uma nova era de substituição de insumos à base de petroquímicos por uma nova eletrônica desenhada sobre a celulose e tecidos vestíveis. Foi preciso poluir os mares e todo o planeta para que a espécie humana pudesse entender que a solução estava no passado.
Então, bem-vindas de volta, sacolinhas de papel. Que os plásticos saiam de vez de nossa rotina, pois os que já estão por aqui permanecerão por milhares de anos. O planeta agradece que a ciência tenha compreendido que a mãe natureza sempre tem razão. E lá vamos nós voltar no tempo, comprar nossos pães na velha sacolinha de papel, que agora chega recheada de tecnologia.
* Helinando Pequeno de Oliveira, físico, professor da Univasf e vice-presidente da Academia Pernambucana de Ciências


/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2616587724.jpg?w=300&resize=300,300&ssl=1)






/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2616588520.jpg?w=300&resize=300,300&ssl=1)




/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2616587724.jpg?w=150&resize=150,150&ssl=1)


