Condição é responsável por quase um terço das chegadas às emergências e, em muitos casos, é sinal de doenças graves como o infarto
Cinthya Leite
Publicado em 09/08/2025 às 15:46
| Atualizado em 09/08/2025 às 15:48
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RIO DE JANEIRO – Cerca de 30% dos atendimentos em salas de emergência têm como queixa principal a dor torácica. Destes, 20% acabam relacionados a alguma síndrome coronariana ou outra doença de grande relevância clínica. “São casos tempo-dependentes, que exigem diagnóstico rápido para garantir melhores desfechos”, explica a cardiologista e emergencista Paula Spirito, durante o Congresso Internacional de Cardiologia da Rede D’Or, que terminou neste sábado (9), no Rio de Janeiro.
A médica destaca que atualmente o termo “dor torácica” é preferido a “dor no peito”, por englobar uma área mais ampla. “Qualquer dor que vá do queixo para baixo até o umbigo para cima, incluindo pescoço, mandíbula, braços, tórax direito ou esquerdo, região epigástrica e hipocôndrio direito, podendo irradiar para as costas, deve ser investigada como dor torácica”, destacou Paula.
Nos protocolos hospitalares, o atendimento é imediato. “O eletrocardiograma deve ser feito em menos de 10 minutos desde a chegada do paciente. Mesmo antes da triagem completa, ele precisa ser retirado da fila e encaminhado para avaliação prioritária”, disse.
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A diferenciação entre dor cardíaca e dor muscular exige atenção aos detalhes. “A dor coronariana não melhora com mudança de posição ou alongamento, é constante e pode vir acompanhada de sudorese, falta de ar, náusea ou vômito”, descreveu Paula. Já a dor muscular tende a variar conforme o movimento.
A cardiologista reforçou que sintomas aparentemente digestivos, como azia ou desconforto epigástrico, também podem sinalizar problemas cardíacos, especialmente em mulheres. “Elas têm limiar de dor maior e sintomas muitas vezes diferentes dos homens, o que pode atrasar o diagnóstico”, alertou.
Os fatores de risco (hipertensão, diabetes, obesidade, tabagismo e colesterol elevado) devem sempre ser considerados na avaliação. “Se a dor se soma a esses fatores, o paciente entra num score de risco maior para doença cardiovascular. Tanto no infarto quanto no AVC, não há tempo a perder.”
No caso do infarto com obstrução total da artéria, o tempo é crucial. “Você tem cerca de 90 minutos, desde a entrada na emergência, para abrir o vaso. Mas, se isso for feito em menos de três horas, a chance de sobrevida e recuperação é muito maior”, afirmou. Quando o hospital não dispõe de hemodinâmica, a trombólise deve ser iniciada em até 30 minutos.
“É fundamental que a população não espere para procurar ajuda. Cada minuto conta para salvar o músculo cardíaco e, muitas vezes, a própria vida”, ressaltou Paula Spirito.
Dor torácica, embolia pulmonar e insuficiência cardíaca: desafios na emergência
A dor torácica nem sempre está ligada a um infarto. Segundo o cardiologista João Pantoja, que também participou do congresso, de 5% a 10% dos atendimentos de emergência por dor torácica têm como causa a embolia pulmonar: uma condição grave em que um coágulo bloqueia uma artéria do pulmão.
“A incidência aumenta com a idade. Isso acontece porque os pacientes têm vivido mais e melhor, mas essa longevidade também traz o acúmulo de fatores de risco”, explicou.
O diagnóstico considera sintomas e histórico do paciente, mas o médico alerta que 40% dos casos chegam à emergência sem apresentar os sinais típicos da doença.
Outro quadro que exige atenção imediata é a insuficiência cardíaca, tema abordado pelo cardiologista André Casarsa durante o congresso.
“Temos que saber quem é o paciente para diagnosticar e começar o tratamento. Cinquenta por cento não vão sobreviver em até cinco anos”, afirmou. Ele lembra que a insuficiência cardíaca é muitas vezes o estágio final de outras doenças que comprometem gradualmente o desempenho do coração.
Para André Casarsa, o problema não é falta de conhecimento, mas a ausência de uma conduta sistematizada. “Cada um quer fazer da sua forma. É preciso aumentar a adesão às melhores práticas. Isso não quer dizer engessar o aprendizado, mas criar um caminho seguro”, disse.
A identificação precoce é crucial. “O ideal é que o paciente seja identificado até 120 minutos na emergência e inicie o tratamento. É um desafio, considerando o volume de casos simultâneos, mas sabemos que isso está associado a uma melhor qualidade de vida”, ressaltou.
Ele destacou ainda que protocolos ajudam a reconhecer rapidamente fatores de risco, como diabetes, câncer ou abandono de medicamentos – todos capazes de levar à descompensação e internação.
*A jornalista acompanhou os destaques da programação do evento a convite da Rede D’Or
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