De oradores a atores: a Câmara e o Senado viraram palco de encenações que prendem o país na mediocridade absoluta, sob a aparência de rebeldia.
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Todo idealismo é um estacionamento. Existem idealismos sóbrios, calcados em ilusões robustas e que até merecem atenção, nem que seja pela sua ingenuidade genuína. Mas também existem os idealismos de fumaça, que servem a um certo momento da vida e podem ser trocados por outros que atendam melhor aos interesses do momento.
Fumaça encenada
É difícil acreditar que alguém disposto a ser retratado com espadrapos na boca, nos olhos e nos ouvidos, olhos arregalados, peito estufado e expressão misteriosa de acrobata de circo, tenha alguma ilusão genuína, com qualquer robustez. O mesmo vale para os que se aprisionam passando correntes sem conseguir nem dar uma volta completa nos pulsos, mostrando que não tem ideia de como aquilo funciona. Fumaça, fumaça.
O cretino rende
Agora pense nessa imagem que os deputados e senadores brasileiros ligados a Jair Bolsonaro (PL) proporcionaram nos últimos dias, enquanto tentavam interromper o andamento da pauta no Congresso e voltemos um pouco no tempo, uns 25 anos pelo menos, antes de os políticos brasileiros fazerem a pior descoberta deste século, de que é politicamente mais lucrativo ser cretino do que ser admirado.
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Esqueça qualquer discurso sobre “honestidade nos tempos de antigamente”. Ninguém era completamente santo, mas havia um freio fundamental: o comedimento de ser idiota.
Engajamento idiota
Hoje, ser idiota significa engajamento e a satisfação de um público específico, escondido em bolhas de informação, integrado por pessoas que se digitalizaram antes de se alfabetizar. E elas rendem muitos votos.
Antes de tudo isso, havia uma disputa para ter a oportunidade de assistir os discursos do Grande Expediente no Senado. O legislativo tinha grandes oradores, que faziam discursos duros, defendiam valores republicanos e democráticos, mesmo que não os praticassem tanto assim.
Sempre houve o desejo de que o discurso e a prática se encontrassem com a evolução natural do exercício democrático.
Discurso rastejante
Mas ninguém imaginava que esse encontro aconteceria no subsolo escuro e úmido da insensatez, ao invés de se dar no ponto mais alto da lucidez. Ao invés de a prática tentar se igualar ao discurso, foi o discurso que rastejou para se igualar às ações.
E todo o legislativo brasileiro caminhou para isso nos últimos anos, desde as câmaras de vereadores mais longínquas pelo interior do país até a Casa Alta do Senado.
Essa mediocridade é a síntese e o resultado do idealismo de fumaça que tanto a esquerda quanto a direita cultivaram nas últimas décadas.
Parados e lucrando
Todo idealismo é um estacionamento, mesmo o de fumaça. Mas este é pior do que aquele ingênuo e cheio de robustas ilusões, porque na fumaça dos esparadrapos e das correntes finge-se para grande parte da população que algum movimento está acontecendo de verdade, com uma revolução, com mudanças radicais e significativas.
Ficar estacionado sem ganhar nada com isso é bem ruim para o Brasil. Muito pior para o país é quando alguém está faturando alto com esse estacionamento. No primeiro caso a solução é movimentar-se por pragmatismo e necessidade. No segundo caso, fica-se dependente da honestidade alheia. Aí, a esperança é pouca.



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