Empresa muda perfil de produção, amplia presença como fornecedor do SUS e programa investimentos de R$ 330 milhões em nova planta industrial
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Nos últimos anos, a presença do Lafepe (Laboratório Farmacêutico de Pernambuco) quase não foi percebida pela população, a despeito de no balanço da companhia desde 2017 venha entregando lucros e fazendo investimentos.
Mas o Lafepe está no inconsciente coletivo dos pernambucanos com ao menos três imagens: A de ter uma rede de farmácias que vende medicamentos básicos a preços baixos; a entrega de óculos a população de baixa renda e à figura do ex-governador Miguel Arraes que o fundou como estratégia de posicionamento do estado na produção de medicamentos básicos e conexão com a Universidade Federal de Pernambuco e suas pesquisas na área médica.
Essas três marcas continuam, embora tenham sido redirecionadas para resultados mais objetivos como o de entregar, por exemplo, óculos para população de baixa renda, os alunos da rede pública de ensino e suas 14 farmácias que agora tem nas prateleira produtos genéricos com a comercialização de medicamentos produzidos pelo laboratório e/ou adquiridos junto a outros fabricantes.
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Novos equipamentos do Falepe com a fabrica de óculos. – Fernando Castilho
Isso não quer dizer que o Lafepe tenha deixado de ser o laboratório de vende médicos básicos diretamente à população. Mas agora tem novos objetivos.
Ele ainda entrega 3 mil óculos por mês e, recentemente, teve seu parque de máquinas de produtos óticos modernizado. A linha de produtos ainda inclui : Ritonavir 100 mg, Benznidazol 100mg e 12,5mg, Clozapina 25 mg e 100mg, Quetiapina 25mg, 100mg e 200mg.
Isso se deve às novas parcerias com as universidades que se fortaleceram, assim como suas relações com o SUS e seu programa de produção de medicamentos estratégicos visando a redução de despesas com a compra de laboratórios privados. Bem como a ampliação de parcerias para a produção de novas linhas de interesse direto do governo.
Atualmente, ele está se habilitando a pelo menos nove chamadas do governo para novos medicamentos dos quais está competindo em cinco com chances de liderar a fabricação de novos itens.

Linha de produtos do Lafepe em exposição na fábrica. – Divulgação
Na prática, o Lafepe evoluiu para a fabricação de produtos estratégicos de suporte à rede hospitalar e ambulatorial junto com o Laboratórios da Fiocruz RJ e Farmanguinhos Biomanguinhos SP, sendo a planta de Pernambuco a de maior entrega.
A mudança de foco estratégico do Lafepe como empresa se deu em 2016 quando ele redirecionou sua produção para produtos para o SUS como (AB) e sua linha de produtos para tratamento para o DST- AIDS e ampliação para novas patologias. Veio a pandemia e o Lafepe precisou produzir álcool gel.
Com as contas em dia, o Lafepe voltou a entregar resultados ao acionista controlador, o governo do Estado em 2017 recebendo a instrução de manter o parque atualizado e ampliar os negócios junto ao SUS retendo os dividendos.
O Lafepe tem hoje uma linha de 12 produtos fabricados no Recife e mais um (Hipoclorito de sódio a 2,5%) que precisa de instalações específicas e inadequadas ao parque de Dois Irmãos. Sua planta é capaz de produzir 250 milhões de unidades médicas ano, mas nos últimos anos vem entregando 220 milhões, o que lhe aproxima do limite, necessitando de novos investimentos para as novas demandas.
Foi isso que levou ao governo do estado propor ao governo federal sua mais ousada iniciativa: Uma nova planta construída adjacente à atual que dobrará sua capacidade para 500 milhões de unidades/ano.
Ao conhecer a proposta, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, aceitou, de imediato, o pleito da governadora Raquel Lyra. No projeto, Lafepe (com recursos próprios já está bancando a ampliação, investindo R$80 milhões) enquanto o Novo PAC entrará com a compra de equipamentos no valor de R$250 milhões num cronograma de obras e desembolso federal em 2026, 2027 e 2028.
O Lafepe iniciou as obras este ano com a construção de uma nova central de serviços como o de sua refrigeração e adequação dos galpões. O projeto compreende reforma e ampliação das áreas de produção, controle, pesquisa e desenvolvimento e será concluído no final de 2027.

PLanta do Lafepe deverá ser duplicada até 2028. – Divulgação
E neste semestre inicia a construção das instalações na futura planta industrial onde serão instalados os novos equipamentos que a equipe espera comprar depois de visitar os fabricantes na Alemanha.
Se tudo der certo, ano que vem a empresa pretende concluir a compra nos novos equipamentos que têm prazos de até dois anos de entrega de modo que, em 2028, o Lafepe tenha a planta certificada pela Anvisa inicie uma nova fase como fornecedor estratégico do SUS.
Vamos nos tornar um laboratório ainda mais importante para o SUS, diz o seu presidente, Plínio Pimentel com certo orgulho.
Do ponto de vista econômico o Lafepe está no grupo de empresas estatais que só entregam resultados financeiros positivos ao Governo do Estado como o Porto de Suape, Compesa, a Copergás, a Adepe, o Porto do Recife e a Companhia Editorial de Pernambuco (CEPE) que juntas devem investir, em 2026, cerca de R$ 1,6 bilhão fora do OGE. A novidade é o Lafepe comunicar seu projeto de investimentos de R$80 milhões.
Plínio Pimentel lembra que o Lafepe já chegou a ter uma linha de produtos que vendia nas suas farmácias, das quais a Vitamina C em comprimidos que ainda é ofertada.
“Mas esses produtos podem ser entregues ao SUS por preços mais baixos e que já não faz mais sentido do ponto de vista econômico o Lafepe estar nesse mercado” , avalia.
Até o próprio perfil das farmácias do Lafepe precisou migrar para a revenda de itens do programa de genéricos e de fabricantes parceiros mantendo, mais discretamente, a imagem criada por Miguel Arraes quando fundou o Lafepe.

Lafepe inaugurou uma estatua em homenagem ao seu fundador o ex-governador Migeual Arraes ha 60 anos. – Divulgação
O que pouca gente fora do setor industrial sabe é que Arraes estava pensando em medicamentos que fossem estratégicos para serem distribuídos pela rede pública (o conceito de SUS ainda não foi criado) e o tratamento de doenças como a de Chagas que deixou de produzir.
O que ele queria é que o Lafepe estivesse dentro de um esforço de produção industrial nacional no setor farmacêutico que reduzisse importações numa rede de laboratórios estatais dos estados, das forças armadas e do governo Federal como a Fiocruz e Farmanguinhos.
Ao longo de 60 anos, esses laboratórios foram em sua maioria extintos ou privatizados de modo que hoje apenas o Lafepe e os dois laboratórios federais estão na produção em larga escala como fornecedor do SUS. Mas eles se tornaram estratégicos dentro do SUS.
O Lafepe virou referência entre outros medicamentos quando passou a produzir os itens do programa de tratamento e prevenção de AIDS logo que a doença foi descoberta com sua linha de retrovirais.

Presidente do Lafepe Plinio Pimentel – Fernando Castilho
Agora, é o líder da produção do tratamento de esquizofrenia e transtorno bipolar. Ele também produz para o SUS os medicamentos.O Lafepe direcionou toda sua produção para atender aos programas estratégicos do Sistema Único de Saúde.
Segundo o diretor comercial do Lafepe, Djalma Dantas foi a experiência acumulada em 60 anos que permitiu a Lafepe se modernizar, perceber seu espaço no mercado de fornecedores estratégicos para o SUS e se habilitar para novas parcerias.
Segundo ele, o próprio projeto duplicação da planta de Dois Irmãos mostra isso. “Nós desenvolvemos competências para definir o espaço do novo parque e temos uma visão clara do que ele vai adquirir em termos de equipamentos para performar melhor”, diz o executivo que está na companhia há 25 anos.
“Estamos fazendo isso com a planta funcionando e dentro dos padrões de biossegurança do Ministério da Saúde e da Anvisa. Isso talvez explique a adesão imediata à proposta da governadora Raquel Lyra quando ela apresentou o projeto ao coordenador do Novo PAC, Rui Costa.” diz Djalma Dantas.

Diretor comercial do Lafepe, Djalma Dantas.jpg – Fernando Castilho
Na rotina diária da planta construída no bairro de Dois Irmãos, vizinha ao Horto Florestal e ao campus da UFRPE, as mudanças motivam as equipes diante da perspectiva da chegada de um novo parque de máquinas e da ampliação do número de medicamentos.
O parque atual adquirido em 2001 está em linha com o que a indústria opera, mas já tem 25 anos e mesmo performando bem operando próximo ao limite de sua capacidade industrial não é o ideal.
Na verdade, ao longo do anos o Lafepe incorporou às suas linhas de produção novas máquinas de embalagens, sistemas de encasulamento dos remédios e acondicionamento em cartelas (blister) que são as mesmas dos laboratórios privados. E os entrega em volumes gigantes a rede SUS.
Recentemente o Lafepe fechou uma parceria com a Companhia Editora de Pernambuco para que ela imprima as bulas dos seus medicamentos. O contrato levou a CEPE a se preparar para, em breve, fornecer as embalagens cartonadas e fazer a impressão das cartela do blister onde os comprimidos são acomodados.

Lafepe maquinas de mistura de ingredientes e farmacos no Lafepe. – Fernando Castilho
Por serem duas estatais elas têm mais facilidade de contratação embora o presidente da CEPE, João Baltar Freire esclareça que a empresa não quer ocupar o espaço do setor privado.
A nova planta passará de 25.000m2 para 30.000m2 e receberá um novo parque de máquinas que não apenas vai duplicar a capacidade industrial, mas colocar o Lafepe no grupo de indústrias líderes do setor de fármacos.



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