Com o objetivo de atenuar o impacto das tarifas sobre a indústria nacional, a CNI apresentou ao governo federal lista com oito propostas
JC
Publicado em 06/08/2025 às 19:03
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Um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela que 77,8% da pauta exportadora brasileira para os Estados Unidos está sujeita a alguma taxação adicional. A análise, que considerou as ordens executivas do governo de Donald Trump, aponta que mais da metade das exportações enfrentarão sobretaxas de 50%. Os EUA são o principal destino das vendas da indústria de transformação nacional.
Segundo o estudo, 45,8% das exportações sujeitas a taxação estão submetidas a tarifas de 40% ou 50%, medidas direcionadas especificamente ao Brasil. O presidente da CNI, Ricardo Alban, ressaltou a gravidade da situação. “Esse retrato dá a dimensão do problema enorme que teremos de enfrentar e o quanto vamos precisar avançar nas negociações para reverter essas barreiras. Os EUA são os principais parceiros comerciais da indústria, precisamos encontrar saídas”, afirmou.
Impacto setorial
Os dados mostram que 41,4% da pauta exportadora brasileira aos EUA, totalizando US$ 17,5 bilhões em 2024, está sujeita a uma tarifa combinada de 50%. A indústria de transformação, que responde por 69,9% desse valor, é a mais afetada.
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Entre os setores com maior número de produtos afetados pela sobretaxa de 50% estão:
Vestuário e acessórios: 14,6%
Máquinas e equipamentos: 11,2%
Produtos têxteis: 10,4%
Alimentos: 9,0%
Químicos: 8,7%
Couro e calçados: 5,7%
Os setores de aço, alumínio e cobre, já sobretaxados pela Seção 232, representam 9,3% da pauta e também enfrentarão a tarifa adicional de 50%.
Propostas da CNI para mitigar os efeitos
Com o objetivo de atenuar o impacto das tarifas sobre a indústria nacional, a CNI apresentou ao governo federal, por meio do vice-presidente Geraldo Alckmin, uma lista de oito propostas prioritárias. As medidas buscam auxiliar os setores mais afetados em áreas como crédito, tributação e comércio exterior.
Entre as propostas estão:
A criação de uma linha de financiamento emergencial do BNDES para capital de giro.
A ampliação do prazo para pagamento de financiamentos de comércio exterior.
O adiamento e parcelamento de tributos federais para as empresas afetadas.
A ampliação do Reintegra, programa de ressarcimento de tributos para exportações.
“Nossas propostas buscam mitigar os efeitos econômicos adversos, preservar a capacidade exportadora das empresas e garantir a continuidade das operações internacionais em um cenário de alta imprevisibilidade”, concluiu Ricardo Alban.


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