A história inspiradora de João Lucas Brito Freitas, um pioneiro da educação que usa o conhecimento para abrir novos caminhos e impactar a sociedade.
Publicado em 15/07/2025 às 15:14
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Estudar medicina é um sonho para muitos brasileiros. Mas imagine ir além: ser um jovem negro, nordestino, o primeiro da família a conquistar o ensino superior e, ainda, ter a oportunidade de cursar medicina e fazer um doutorado ao mesmo tempo. Essa é a notável conquista de João Lucas Brito Freitas, um jovem de 23 anos, morador do bairro de Engenho do Meio, na zona oeste do Recife. João é um exemplo vivo da busca por transformação social através do estudo.
Ouça na reportagem:
Listen to Jovem recifense medicina – Gabriela Bento – 14.07.25 byRádio Jornal on hearthis.at
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A trajetória de dedicação e superação
Filho de um auxiliar de coordenação e de uma cuidadora de idosos que também trabalhou como cozinheira de escola, João Lucas reflete sobre o caminho que percorreu na educação. Ele estudou em uma escola particular como bolsista integral, uma oportunidade que surgiu porque seu pai era funcionário da instituição. Em 2019, ao concluir o ensino médio, João não obteve nota suficiente para passar em medicina.
No entanto, sua persistência foi recompensada: em 2021, ele conseguiu ingressar na Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS), no curso de medicina, como bolsista integral pelo programa ProUni. Essa conquista se deu por sua condição de baixa renda e por ser um dos poucos alunos negros na instituição particular onde estudava.
Mesmo sem muitos familiares com acesso ao ensino superior, João sempre foi estimulado a seguir no caminho dos estudos. Ele vê a importância da educação em sua formação pessoal, ecoando uma frase que seu pai sempre dizia: “o conhecimento era algo que ninguém podia roubar de mim”. Para se dedicar à faculdade de medicina, João precisou deixar o emprego, o que diminuiu a renda familiar. Diante disso, ele encontrou uma forma criativa de juntar dinheiro, vendendo salgados e bolos.
Medicina e doutorado: Um pioneirismo inédito
Agora, a dois anos de concluir a graduação em medicina, João Lucas encara um novo e ainda maior desafio: unir os estudos na Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS) a um doutorado no Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP). Este é mais um feito na história do jovem recifense, que passa a integrar um programa inédito no Brasil, que considera o envolvimento prévio em projetos de pesquisa.
Inspirando o futuro e transformando a sociedade
Mesmo diante de uma rotina intensa de estudos, João Lucas entende a importância de compartilhar suas experiências para motivar outras pessoas. Para isso, ele contou com a ajuda das amigas Lara Sá e Maria Clara Belo, ambas formadas em comunicação. É em uma página no Instagram, que leva o perfil @joaolucasphd, que o jovem conta sua história e fala sobre o poder transformador da educação.
João Lucas projeta o futuro com uma visão clara de impacto. Antes de ter o próprio doutorado, ele almeja ser um bom médico e um bom profissional. Além disso, ele espera, daqui a alguns anos, desenvolver mais pesquisas com um cunho social, voltadas para questões raciais e de equidade. Ao mesmo tempo, ele deseja “trazer uma nova roupagem para o que é a medicina”, buscando criar um novo referencial e um novo alicerce para promover mudanças em nossa sociedade.
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