Em entrevista ao “Passando a Limpo” da Rádio Jornal presidente da entidade abordou estratégias para mitigar os efeitos de uma guerra comercial
Publicado em 11/07/2025 às 14:53
| Atualizado em 11/07/2025 às 16:14
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A Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE) expressou grande preocupação com a potencial imposição de tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, destacando o impacto direto no estado de Pernambuco.
Em entrevista concedida ao jornalista Igor Maciel no programa “Passando a Limpo” da Rádio Jornal, o presidente da entidade, Bruno Veloso, abordou as vulnerabilidades do comércio exterior pernambucano e as estratégias para mitigar os efeitos de uma guerra comercial.
Ouça a entrevista na íntegra:
Listen to O impacto do tarifaço na indústria pernambucana byRádio Jornal on hearthis.at
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Preocupações de Pernambuco com tarifas e comércio internacional
Segundo Bruno Veloso, Pernambuco e o país inteiro têm “muito que se preocupar” com a questão das tarifas, da importação de insumos e da exportação. Ele detalhou que a imposição de tarifas pelos Estados Unidos afetaria diretamente a indústria metal mecânica, o polo fruticultura e as usinas de açúcar no estado. Pernambuco exporta para os Estados Unidos principalmente açúcar, fruticultura e chapas de aço.
Veloso sublinhou que a exportação brasileira para os Estados Unidos é de produtos industriais de qualidade e com valor agregado interessante, o que é “importante para nosso estado, pro nosso país”. Ele contrastou isso com outros mercados, como o asiático, onde o Brasil exporta predominantemente produtos agrícolas, que são “facilmente” desviados para outros países em caso de turbulências. No entanto, a transferência de produtos industrializados para outros mercados é uma “briga muito grande no mundo todo” e “não é fácil”.
Volume das exportações de Pernambuco para os Estados Unidos
Embora a maior exportação de Pernambuco seja para a Argentina, impulsionada pelo polo automotivo, os Estados Unidos representam um volume significativo. Em 2024, a exportação de Pernambuco para os Estados Unidos totalizou 180 milhões de dólares. Desse montante, 53 milhões de dólares foram de açúcar, o que demonstra o impacto direto e significativo no setor sucroalcooleiro pernambucano.
Busca por canais de negociação alternativos
Questionado sobre a possibilidade de abrir novos canais de negociação para compensar as perdas com os EUA, especialmente considerando a boa relação comercial com a Argentina, mas a complexa relação política, Bruno Veloso afirmou que a relação com o Mercosul precisa ser melhorada. Ele observou que, após taxações americanas contra o mundo meses atrás, as relações do Mercosul com a Europa “melhoraram muito” e estão “andando bem”, o que pode favorecer a América do Sul.
Mercados potenciais e desafios para produtos industrializados
Veloso apontou para o crescimento dos países asiáticos e sua grande demanda por alimentos, indicando que a fruticultura pernambucana “sempre vai ter um mercado a ser preenchido em algum lugar do mundo”, facilitando o redirecionamento dessas exportações.
Contudo, a situação é mais desafiadora para os produtos industrializados. Segundo o presidente da FIEPE, o Brasil não possui uma indústria “muito competitiva” e é “muito sobretaxado”, o que “tira a nossa competitividade” e dificulta o desvio desses produtos dos Estados Unidos para outros lugares. Ele reconheceu que a busca por novos mercados será contínua, mas alertou sobre a preocupação com a retaliação.
Relação comercial Brasil-EUA: Uma via de mão única e a necessidade de cautela
Bruno Veloso enfatizou que o Brasil compra produtos dos Estados Unidos por “necessidade”, incluindo máquinas, equipamentos e fertilizantes, e não por “agradar”. Ele descreveu a situação como uma “guerra de perde-perde” caso as tensões aumentem, ressaltando que o Brasil “significa pro Estado americano muito pouco”, enquanto o Estado americano “significa pro Brasil muito”, sendo a segunda maior relação comercial do país. Diante disso, Veloso apelou por um esforço para “distensionar” as relações, pedindo “cautela com as palavras” e com o que se escreve, pois “a lógica tem que ser a lógica econômica e não a lógica política nesse momento”.
Esforços diplomáticos e setoriais para mitigar impactos
O presidente da FIEPE confirmou o papel da federação em buscar soluções para os setores afetados, como o açúcar e a fruticultura, que são resultados de anos de trabalho árduo para conquistar o mercado americano. Ele afirmou que a entidade procurará a Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a embaixada brasileira nos Estados Unidos para tratar do assunto.
Veloso revelou que, em uma conversa recente com o embaixador brasileiro nos Estados Unidos, a cautela foi a principal recomendação: “a gente precisa primeiro encerrar o bate-boca”. Ele atribuiu essa necessidade ao “emocional muito estranho” do presidente dos Estados Unidos, que “reage de uma forma meio exacerbada” quando provocado. A luta é “desproporcional”, e o Brasil tem “muito a perder”, com as “questões políticas” prevalecendo no momento.
A natureza punitiva das novas taxações e o papel da diplomacia
Bruno Veloso distinguiu a primeira taxação americana, que se deu por um desequilíbrio na balança comercial, da atual. A taxação recente, do ponto de vista dos Estados Unidos para o Brasil, é “punitiva” por questões políticas, como a percepção de que o Brasil estaria se afastando da democracia. Ele reforçou a necessidade de tratar o assunto com “muita cautela”, garantindo que o discurso interno “não atrapalhe a diplomacia”. Para que a reversão da situação seja possível, é essencial que prevaleçam o “raciocínio lógico” e “econômico”, permitindo que a diplomacia atue.
*Texto produzido com auxílio de IA com base em entrevista autoral da Rádio Jornal e supervisão de jornalistas profissionais.

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