PRISÃO
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Antes de ser ministro, o bolsonarista chegou a ser presidente da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur)
JC
Publicado em 13/06/2025 às 10:37
| Atualizado em 13/06/2025 às 11:11
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O ex-ministro Gilson Machado, preso no Recife na manhã desta sexta-feira (13) pela Polícia Federal, tem 56 anos, é empresário, médico veterinário, sanfoneiro e comandou a pasta do Turismo entre os anos de 2020 e 2022, no governo Jair Bolsonaro (PL).
Gilson é sobrinho do ex-deputado federal homônimo Gilson Machado, de quem foi assessor parlamentar na Câmara entre os anos de 1988 e 1994. Ele também é dono da banda de forró Brucelose, sucesso na década de 1990, com a qual ainda se apresenta tocando sanfona.
Antes de ser ministro, o bolsonarista chegou a ser presidente da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), na gestão de Bolsonaro.
Ele é filiado ao PL desde 2022 e é amigo pessoal de Jair Bolsonaro, sendo considerado o braço direito do ex-presidente em Pernambuco.
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Em 2022, Gilson foi candidato ao Senado por Pernambuco, sendo derrotado por Teresa Leitão (PT). Nas eleições municipais de 2024, ele foi um dos candidatos à prefeitura do Recife, ficando em segundo lugar, com 129.138 votos, atrás do prefeito do Recife, João Campos (PSB).
Além da vida política, Gilson também é dono de uma pousada na praia de São Miguel dos Milagres, em Alagoas.
Entenda a prisão de Gilson Machado
Gilson Machado foi preso na manhã desta sexta-feira (13) pela Polícia Federal, no Recife, sob suspeita de obstrução da Justiça.
Na última terça-feira (10), a PF e a Procuradoria-Geral da República pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de investigação contra Gilson por tentar expedir um passaporte português em nome do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, para viabilizar a saída dele do país.
Gilson Machado teria tentado expedir o documento no dia 12 de maio, no consulado de Portugal do Recife, onde ele mora.
A Polícia Federal disse ao PGR Paulo Gonet que o pernambucano não conseguiu a emissão do documento, e alertou que Gilson poderia buscar alternativas junto a outros consulados para expedir o passaporte.
Paulo Gonet informou ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo da trama golpista no Supremo Tribunal Federal, que concordou com a PF sobre a abertura de uma investigação contra o ministro por possíveis crimes de obstrução de investigação envolvendo supostos delitos de organização criminosa e favorecimento pessoal.
A PGR solicitou a Moraes busca e apreensão pessoal e domiciliar contra o ex-ministro e quebras de sigilo telefônico e telemático do bolsonarista no período entre 1º de janeiro de 2025 e 5 de junho de 2025.

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