MÚSICA
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Chambinho do Acordeon, Kelvin Diniz e Marquinhos Café falam sobre os desafios de manter o forró valorizado o ano inteiro
JC
Publicado em 02/06/2025 às 18:33
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Com o São João se aproximando, cresce também o debate sobre o espaço do forró nas festas e no mercado musical fora do ciclo junino.
Apesar de ser um dos pilares da cultura nordestina, o gênero enfrenta dificuldade para manter relevância ao longo do ano. É o que apontam os músicos Chambinho do Acordeon, Kelvin Diniz e Marquinhos Café, que criticam a redução do espaço destinado ao forró, inclusive nas próprias festas juninas.
“O São João virou um festival de música, onde o forró, que é o dono da festa, é o menos tocado e o menos prestigiado”, afirma Marquinhos Café, natural de Caruaru. Segundo ele, o crescimento de outros gêneros no calendário junino tem impactado diretamente os artistas que fazem forró tradicional.
A percepção é compartilhada por Chambinho do Acordeon, que interpretou Luiz Gonzaga no cinema. “Acho muito violento um sanfoneiro sem tocar no dia de São João. É triste ver festas pelo Brasil e pelo Nordeste em que só 10% ou 20% da programação é forró”, afirma.
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Desafio vai além do São João
Para os músicos, o problema não se limita ao período junino. A dificuldade de inserção do forró no calendário de grandes eventos, como réveillon e carnaval, reflete uma desvalorização mais ampla. “Existe uma ideia de que forró é só música de São João. Isso limita o gênero e prejudica sua renovação”, analisa Kelvin Diniz.
Segundo ele, a modernização é necessária, mas não deve apagar as características que definem o forró. “Cabe teclado eletrônico, bateria, viola caipira. É possível atualizar o som sem descaracterizar, mas o mercado precisa entender isso”, avalia.
Modernizar sem perder a essência
A discussão sobre inovação no forró também é tema recorrente entre os artistas. Marquinhos Café defende que modernizar não significa descaracterizar. “O problema é quando chamam de forró uma mistura que não tem mais sanfona, triângulo ou zabumba. Isso gera confusão, principalmente para as novas gerações”.
Chambinho reforça que é possível promover inovação, desde que as raízes sejam preservadas. “Tem espaço para mistura, desde que não se esqueçam das matrizes do forró”, afirma.
Mercado e valorização
Além da programação dos eventos, outro ponto levantado pelos artistas é a diferença de investimento no setor.
“Há uma disparidade enorme de cachês. Um artista de forró recebe 30 mil, precisando pagar toda sua estrutura. Enquanto isso, artistas de outros gêneros recebem meio milhão. Isso impacta na qualidade do que entregamos e na continuidade do nosso trabalho”, aponta Chambinho.
Forró fora do ciclo junino
Apesar das dificuldades, os músicos reforçam que o forró tem força para ir além das festas juninas. “Quando tocado fora do São João, o forró anima do mesmo jeito. Isso prova que ele pode e deve ser valorizado o ano inteiro”, afirma Kelvin Diniz.
Para Marquinhos Café, a luta é constante. “Se já enfrentamos dificuldade até no São João, fora dele o desafio é ainda maior. Mas o forró é resistência, é identidade cultural. E quem faz forró segue na luta para manter essa tradição viva o ano inteiro”, conclui.
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