SEGURANÇA VIÁRIA
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Notícia
O Brasil está recebendo quase 8 mil motos novas por dia. Em 2024, fechou o ano com uma frota de 28,2 milhões, superando o volume de 2023
Roberta Soares
Publicado em 24/04/2025 às 12:45
| Atualizado em 24/04/2025 às 15:02
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A frota de motocicletas do Brasil nunca foi tão grande. Dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) apontam que o País tem hoje 35 milhões de motos registradas, o que representa 28% da frota nacional de veículos. E a produção não para. É como se as ruas e avenidas brasileiras estivessem recebendo 7,7 mil unidades por dia.
Os sinais do crescimento da produção já vinham sendo vistos desde o fim do ano passado. O Brasil fechou 2024 com uma frota de 28,2 milhões de motos, o que representa um aumento de 5,07% em relação ao ano de 2023. Os dados da Senatran foram analisados pela Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) do Rio Grande do Sul. Para quem não sabe, são os médicos do tráfego que avaliam a aptidão física e mental de condutores de veículos, atuando na prevenção de sinistros de trânsito (não é mais acidente de trânsito que se define, segundo o CTB e a ABNT).
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SUDESTE SE DESTACA, SEGUIDO DO NORDESTE
Segundo a mesma análise, o Sudeste lidera com folga o número de motocicletas em circulação nas ruas e avenidas brasileiras. São mais de 10,7 milhões de unidades, um crescimento de 4,77% em comparação a 2023. Como esperado, o destaque é São Paulo, com 5,7 milhões de motos, a maior frota do País. Minas Gerais está em segundo lugar, com 3,1 milhões, seguida pelo Rio de Janeiro (1,3 milhão) e pelo Espírito Santo (577 mil unidades).
A região Nordeste vem em segundo lugar, com 8,4 milhões de motos, o que representa uma alta de 5,04%. Entre os Estados nordestinos, a Bahia se destaca, com 1,6 milhão de motos, seguida pelo Ceará, com 1,69 milhão de unidades. Pernambuco aparece em terceiro lugar, com uma frota de 1,35 milhão de motos.
A terceira região com mais motos é o Sul, que soma 3,7 milhões de unidades – um crescimento de 4,45%. O Paraná lidera com 1,4 milhão de motos, seguido pelo Rio Grande do Sul (1,23 milhão) e Santa Catarina (1,05 milhão). As regiões Norte e Centro-Oeste apresentaram quase um empate técnico da frota de motos. O Norte tem 2,73 milhões de motocicletas, enquanto o Centro-Oeste está com 2,55 milhões de unidades registradas.

Os sinais do crescimento da produção já vinham sendo vistos desde o fim do ano passado. O Brasil fechou 2024 com uma frota de 28,2 milhões de motos, o que representa um aumento de 5,07% em relação ao ano de 2023 – Guga Matos/JC Imagem
A FROTA DE MOTOCICLETAS
(Dados da Abraciclo – Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares)
Frota nacional: acima de 35 milhões de unidades *
Produção anual: 1,8 milhão de unidades
6º maior produtor mundial
(*) Dados até dezembro/2024
AS MOTOS E OS SINISTROS DE TRÂNSITO
Embora as motos representem 28% da frota nacional de veículos, elas estão envolvidas em mais de 70% dos sinistros de trânsito registrados no País. Por isso, o crescimento da frota é um alerta sob a ótica da segurança viária.
Afinal, quanto mais motos nas ruas, maior a responsabilidade de todos no trânsito, sejam gestores públicos ou pessoas que sequer utilizam esse tipo de veículo.
“Os números mostram que, mesmo sendo um veículo mais perigoso e menos confortável, as pessoas ainda escolhem a moto em razão do seu poder aquisitivo. Com esse crescimento acelerado, também cresce a preocupação com a segurança dos motociclistas. Por isso, é fundamental que o poder público acompanhe esse avanço com ações concretas”, alerta Ricardo Hegele, presidente da Abramet RS.
ABRAMET ALERTA PARA PERIGO DO TRANSPORTE DE PASSAGEIROS COM MOTOS

Os números de quedas e colisões com motoqueiros e, agora mais do que nunca, com passageiros das motos, têm explodido nas capitais e nas cidades onde o serviço está disponível – Guga Matos/JC Imagem
Em fevereiro, a Abramet se uniu a outras entidades nacionais médicas, que atuam na preservação da segurança viária e no fortalecimento do transporte público coletivo, e se posicionou contra o uso de motocicletas para o transporte remunerado de passageiros, como acontece com o Uber e o 99 Moto.
Assim como outras entidades, a Abramet entrou na discussão diante de uma possível regulamentação do serviço com motos em São Paulo, a maior capital do Brasil e a única que tem conseguido – pelo menos por enquanto – barrar a liberação do Uber e 99 Moto no País. Na verdade, a Prefeitura de São Paulo está travando uma batalha judicial contra as plataformas de transporte desde o início de janeiro, quando a 99 e a Uber tentaram, pela segunda vez, implantar o serviço na cidade.
O Uber e 99 Moto já operam em mais de 3.500 cidades brasileiras e em todas as capitais – com exceção de São Paulo até agora. O entendimento da Abramet é de que, pelo risco histórico que o transporte com motocicletas representa no Brasil, ele não é seguro e segue sendo o mais perigoso modal para deslocamentos, principalmente com passageiros na garupa.
“Sabendo que a motocicleta tem 28% da frota nacional e está relacionada a aproximadamente 55% das internações nos hospitais do SUS (Sistema Único de Saúde), este modal é o mais perigoso nos nossos deslocamentos. E esse fato deve ser considerado na hora da escolha do tipo de transporte”, afirmou, na época, Áquilla Couto, diretor de comunicação da Abramet e porta-voz nacional da entidade sobre o tema.
A IMPORTÂNCIA DE PILOTAR MOTOS COM SEGURANÇA
Andar de moto com segurança é possível e, para isso, é fundamental usar equipamentos essenciais e obrigatórios. Quem faz o alerta é a Associação das Concessionárias Honda (Assohonda). O uso de equipamentos de segurança por motociclistas, além de ser fundamental para a proteção física do condutor e do passageiro, é uma exigência legal no Brasil. O Código de Trânsito Brasileiro (CTB), em seu artigo 244, estabelece que é obrigatório o uso do capacete com viseira ou óculos de proteção, além de vestuário específico para a condução de motocicletas.
O descumprimento dessas normas configura infração gravíssima, sujeita à aplicação de multa, pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e até mesmo suspensão do direito de pilotar.
Essa obrigatoriedade legal está alinhada à realidade dos dados de sinistros de trânsito envolvendo motociclistas, que têm aumentado significativamente. Entre 2011 e 2021, as internações hospitalares decorrentes de quedas e colisões sobre duas rodas aumentaram de 3,9 para 6,1 por 10 mil habitantes, segundo o Ministério da Saúde.
O uso correto do capacete, conforme apontam estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS), pode reduzir em até 70% a gravidade das lesões e em 40% o risco de morte. Além do capacete, equipamentos como calças reforçadas, jaquetas apropriadas, viseiras e calçados fechados e antiderrapantes são igualmente importantes. Esses itens oferecem proteção contra impactos, abrasões e queimaduras, e também favorecem o controle da moto em situações de emergência.
Mário Jorge Santana, diretor da Regional II da Assohonda, explica que a marca tem como objetivo promover a pilotagem segura. Segundo ele, há uma preocupação contínua com a validade dos capacetes, a recomendação de luvas adequadas e a comercialização de equipamentos certificados pelo Inmetro. “Nosso compromisso é garantir que o motociclista tenha acesso a equipamentos confiáveis, que realmente cumpram sua função de proteção”, afirma. “Além disso, desenvolvemos o projeto Moto Amiga, que desde 2006 treina pilotos para exercer no trânsito uma direção defensiva e segura”, complementa.



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