Recife recebe projeto de aluguel social para imigrantes em situação de vulnerabilidade

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Recife recebe projeto de aluguel social para imigrantes em situação de vulnerabilidade


ASSISTÊNCIA SOCIAL
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Projeto prevê a requalificação de um imóvel subutilizado na área central da capital pernambucana e espaço deve acomodar cerca de 30 imigrantes



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Em Pernambuco e em todo o Brasil, muitos imigrantes não têm acesso à moradia adequada e vivem em situações precárias, sujeitos a despejos e violências.

Para atender esses casos, a organização Habitat para a Humanidade Brasil, em parceria com o Fundo FICA, vai lançar a Casa da Concórdia, iniciativa de Aluguel Social para imigrantes estrangeiros em situação de vulnerabilidade. As obras terão início em abril, com conclusão prevista para novembro de 2025.

O projeto prevê a requalificação de um imóvel subutilizado na área central da cidade. O espaço foi doado e deve acomodar cerca de 30 imigrantes.

Seis apartamentos vão receber intervenção arquitetônica, desenvolvidas por universidades, e serão destinados a imigrantes selecionados com base em critérios de vulnerabilidade.

Além do aluguel social, a iniciativa inclui um plano de acompanhamento, com apoio na regularização documental, aprendizado do português e inserção no mercado de trabalho. Ao todo, o projeto tem orçamento estimado de US$ 200 mil.

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Para Mohema Rolim, gerente de Programas da ONG Habitat Brasil, a questão da moradia digna precisa ser encarada como um direito básico que vem sendo negligenciado. “Acreditamos que esse projeto tem potencial para transformar vidas, proporcionando segurança e estabilidade para que os imigrantes possam reconstruir suas trajetórias partindo de um pressuposto básico: uma moradia digna”, disse.

Moradia e acolhida

Para o venezuelano Brainerd Hernandez, de 41 anos, as necessidades de um imigrante vão além da moradia. Ele chegou ao Brasil em 2017, vivendo primeiro em Roraima, e em Pernambuco em 2019, onde foi acolhido pela Casa de Direitos de Pernambuco, projeto desenvolvido pela Cáritas e a Universidade Católica de Pernambuco (Unicap).


Divulgação

Venezuelano Brainerd Hernandez é articulador local e teólogo – Divulgação

“Desde que entramos, da Polícia Federal até o motorista do Pacaraima [município de Roraima], vocês sempre foram muito receptivos. Existem as questões políticas, mas, para mim, a sociedade civil foi quem permitiu isso e a acolhida para mim foi incrível”, relatou.

Para mim, a sociedade civil foi quem permitiu isso e a acolhida para mim foi incrível

Brainerd Hernandez, 41 anos

Demanda do poder público, a assistência social a imigrantes passa a ser atendida por organizações sociais, como a Habitat para a Humanidade Brasil e a Casa de Direitos de Pernambuco.

As entidades buscam promover o acolhimento e a integração dessas pessoas à sociedade, a partir de serviços que têm como objetivo minimizar a vulnerabilidade social vivenciada por esses grupos.

Na Cáritas, a equipe é formada por psicólogos, assistentes sociais, educadores e auxiliares administrativos. As atividades vão desde entregas de cestas básicas e materiais de higiene à elaboração de currículos e orientações de entrevistas de emprego e encaminhamento para processos seletivos em empresas parceiras.

Há seis anos, o teólogo e articulador local Brainerd Hernandez atua na organização que o acolheu. “Tem coisa que só um imigrante sabe”, afirmou. Ele mora em Peixinhos, Olinda, com a esposa e o filho.

Na Casa de Direitos, auxilia outros imigrantes a organizarem documentos e se integrarem no estado de Pernambuco. O grupo também promove atividades que agregam os estrangeiros aos locais, como campeonatos esportivos junto a comunidades e ocupações do Recife.

“Eu não sabia que ia ser tão terapêutico. Eu vou voltar para a Venezuela, mas vai ser diferente: agora eu vou para lá como migrante. A gente está construindo tanta coisa aqui que não dá para simplesmente ir embora, diferente de lá, porque quando a gente saiu do país, a gente perdeu tudo”, contou.





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