Em coletiva de imprensa, o senador e agora presidente interino do PT nacional detalhou os planos para eleições internas e os objetivos para 2026
Publicado em 13/03/2025 às 22:36
| Atualizado em 13/03/2025 às 23:53
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O senador Humberto Costa (PT) detalhou os objetivos de seu mandato na presidência nacional do Partido dos Trabalhadores, cargo que irá ocupar de forma interina pelos próximos quatro meses. Além disso, ele abordou os planos e prioridades do PT, embora tenha evitado antecipar o debate das eleições de 2026. Ainda assim, o petista respondeu a Miguel Coelho, que já se coloca como adversário, pela Frente Popular, na disputa pelo Senado, chamando-o de “bolsonarista que mudou de posição”.
As declarações foram dadas em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (13), convocada pelo partido.
Objetivos no mandato interino no PT
Humberto Costa esclareceu que aceitou a presidência interina do PT com o compromisso de atuar exclusivamente no período de quatro meses, focando na organização do Processo de Eleição Direta (PED). Ele destacou que a prioridade será mobilizar os filiados e fortalecer o partido para a disputa eleitoral do próximo ano.
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“Quando meu nome foi cogitado, deixei claro que aceitaria exercer esse mandato tampão. Tudo que eu for fazer será para esse período de quatro meses”, afirmou.
Humberto Costa também frisou que seu compromisso com a presidência interina tem prazo definido e que sua prioridade, no próximo ano, é a própria reeleição ao Senado.
Embora tenha evitado cravar posicionamentos sobre 2026, Humberto respondeu à provocação de Miguel Coelho, que já se coloca como candidato ao Senado e questionou os repasses de emendas do atual senador petista.
“Não queria dizer, mas é um bolsonarista que, depois da eleição, mudou de posição”, reagiu, criticando a “tentativa de antecipar as eleições”.
Prioridades do PT para 2026 e alianças
De acordo com o senador, que também faz parte do núcleo de discussão eleitoral do PT, o principal objetivo do partido para 2026 é a reeleição de Lula para a presidência da República. Humberto afirmou que o PT buscará construir uma frente ampla, com partidos de esquerda, centro-esquerda e centro, podendo até ter legendas de centro-direita, caso seja necessário.
“Essa é uma eleição fundamentalmente nacional. A principal meta do PT é a reeleição do presidente Lula. Para isso acontecer, nós vamos ter que fazer uma ampla frente nacional envolvendo a centro-esquerda, partidos de centro, talvez até de centro-direita”, revelou.
Segundo Humberto Costa, a articulação nacional das alianças será determinante para as negociações nos estados.
“A gente sabe que o processo para a construção de uma aliança nacional passa por discussões que envolvem inclusive os estados, passam por negociações que envolvem os estados. E como o tratamento será nacional, o tratamento que os estados vão ter terá que ser em harmonia com a posição nacional”, avaliou.
De acordo com Humberto, o PT já conta com os apoios de PSB, PCdoB, PV, Rede, PDT, PSOL e aguarda posições de MDB, PSD e União Brasil, que compõem o governo, mas que não firmaram posição para 2026.
O senador também comentou sobre a posição do PSD nas eleições de 2026, após declarações de Gilberto Kassab, que pretende lançar candidatura do partido à presidência da República.
“Acho que ainda é muito cedo para imaginar como cada partido vai se colocar. A minha tendência é imaginar que o PSD, que tem uma ala de divergências com o PT, o mais provável é que eles venham a liberar esse voto nacional. Assim como o MDB já fez conosco em outros momentos”, disse.
“Desses partidos todos, o que está mais próximo de fazer uma coligação em todo o país é o MDB. O PSD tem uma realidade em cada estado, o União Brasil, o Republicanos”, complementou.
Humberto, reforçou que após a reeleição de Lula para a presidência da República, a prioridade do PT será garantir uma bancada ampla no Senado e na Câmara dos Deputados, visando conter um eventual avanço da extrema-direita.
“Estamos correndo um risco, se não houver uma tática bem feita, de a extrema-direita ter a maioria do Senado Federal. São 54 vagas que vão ser disputadas. A minha avaliação é que eles tenham em torno de 25 vagas. Para completar 41, que é a maioria, faltariam 16”, analisou.
“Em uma eventual maioria deles, fariam muito barulho. Podem impedir a renovação dos quadros do corpo diplomático, criar problemas para a indicação de novos integrantes das agências, mover processos de impeachment contra integrantes do Supremo, aprovar anistia aos golpistas, coisas assim. Para nós, a eleição do Senado é muito importante”, complementou.
Palanques em Pernambuco para 2026
Humberto Costa enfatizou que o apoio a reeleição de Lula é a condição principal para definir alianças em 2026, mas repetiu que ainda é cedo para tratar sobre o tema.
“Para fazer um debate com quem quer que seja, que queira ter apoio do PT, a condição sine qua non é estar apoiando a candidatura do presidente Lula”, enfatizou.
O senador lembrou que os governos estão entre as prioridades eleitorais do PT, especialmente nas disputas no Nordeste. De acordo com Humberto, a região poderá ser recuperada “com maior facilidade”, pelo volume de investimentos.
“Os governos estão entre as prioridades, o Nordeste vai estar entre as prioridades. Acho, inclusive, que é uma região que vamos recuperar com maior facilidade o apoio ao governo federal, porque continua sendo uma das regiões onde mais investimentos tem sido feitos pelo governo. […] Vamos fazer esse levantamento e estabelecer essas prioridades junto ao presidente Lula”, afirmou.
Questionado sobre a possibilidade de mudanças no posicionamento do PT em relação à governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), tema que gerou discordância entre membros da executiva estadual do PT, Humberto Costa negou que haja qualquer proposta formal para reavaliar essa posição.
“Não há nenhuma proposta formal de algum militante do PT no sentido de mudar a nossa posição. Se houver, certamente o diretório vai se debruçar e discutir os prós e contras para se posicionar”, disse.
Vinda de Lula a Pernambuco e ações do governo
Humberto Costa confirmou que o presidente Lula visitará Pernambuco nos próximos meses para uma série de compromissos, como a inauguração do trem 1 da Refinaria Abreu e Lima. Na visita também estão previstos anúncios de investimentos e reforço do diálogo com a população.
“Ele virá, certamente ele virá, não vai demorar a vir, porque ele já está andando pelo Brasil inteiro. Existem algumas atividades programadas, e uma delas é a inauguração daquele chamado trem 1 da refinaria Abreu e Lima, que já está pronto e deve entrar em operação em breve. Além disso, provavelmente devem ser dadas algumas ordens de serviço para novas etapas do chamado trem 2 da refinaria”, revelou.
Além da refinaria, a visita do presidente deve incluir anúncios em áreas como habitação, infraestrutura e programas sociais.
Outro ponto importante da agenda do presidente será a comunicação direta com a população sobre os desafios econômicos que o país enfrenta e as medidas que estão sendo adotadas para melhorar o cenário.
Humberto Costa destacou que o governo está atento às dificuldades, especialmente à alta dos preços dos alimentos, e que Lula aproveitará sua passagem pelo estado para explicar as ações que estão sendo tomadas.
“Nós estamos vivendo algumas dificuldades hoje, em particular o problema da inflação de alimentos, que é o que mais tem incomodado a população. Medidas já estão sendo tomadas para minimizar esse problema e terão efeito num curto prazo. Por exemplo, a previsão de uma grande colheita este ano deve reduzir os preços dos alimentos, e a recente valorização do real frente ao dólar também ajudará a conter a inflação”, disse.
O senador também destacou que Lula recebeu um “país devastado pelo governo anterior”, mas que ainda enfrenta o desafio de comunicar os feitos e entregas à população.
“Além de tudo isso, precisamos lembrar que o presidente Lula recebeu um país devastado pelo governo anterior. Em apenas dois anos, ele conseguiu reconstruir e reativar programas essenciais, garantindo investimentos em diversas áreas. Agora, o desafio é comunicar isso à população e reforçar a confiança no governo”, destacou.
Para os próximos meses, Humberto Costa elencou duas pautas prioritárias do governo: a desoneração do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e a redução da jornada de trabalho sem corte salarial.
“Essas duas bandeiras têm muita capacidade de mobilização, vão envolver o Congresso Nacional, os movimentos sociais e a sociedade como um todo. Esse é um dos pontos que a gente está pretendendo trabalhar nesse período agora”, concluiu.

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