O movimento islamista palestino Hamas condenou a decisão, criticando uma “política de chantagem mesquinha e inaceitável” em meio a negociações
Publicado em 09/03/2025 às 18:53
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Israel anunciou, neste domingo (9), que deixará de fornecer eletricidade à devastada Faixa de Gaza, antes das novas negociações indiretas com o Hamas, previstas para definir as modalidades de extensão da trégua no território palestino.
“Acabei de assinar a ordem para interromper imediatamente o fornecimento de eletricidade à Faixa de Gaza”, anunciou o ministro da Energia israelense, Eli Cohen, em uma declaração em vídeo.
O movimento islamista palestino Hamas condenou a decisão, criticando uma “política de chantagem mesquinha e inaceitável”.
Há apenas uma semana, Israel decidiu bloquear toda a ajuda destinada ao território palestino, assolado por mais de 15 meses de guerra entre Israel e o Hamas.
Israel “usará todas as ferramentas à [sua] disposição para trazer de volta os reféns e garantir que o Hamas não esteja em Gaza um dia após” o fim da guerra, acrescentou Cohen.
O conflito foi desencadeado por um ataque de milicianos islamistas no sul de Israel em 7 de outubro de 2023. Mas, desde 19 de janeiro, uma trégua está em vigor entre ambos os lados. As duas partes, no entanto, acusam-se mutuamente de violar o acordo.
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A única linha de energia entre Israel e Gaza abastece a principal usina de dessalinização do território, que atende a mais de 600.000 pessoas.
Os habitantes de Gaza dependem principalmente de painéis solares e geradores a gasolina para obter eletricidade.
Novas negociações indiretas sobre a segunda fase do cessar-fogo devem começar no Catar. Uma delegação do Hamas viajou para Doha neste domingo, disse um funcionário do Hamas à AFP.
Israel, anunciou, por sua vez, que enviaria uma delegação a Doha na segunda-feira, a “convite dos mediadores apoiados pelos Estados Unidos” e para “levar as negociações adiante”.
O enviado especial dos Estados Unidos para os reféns mantidos em Gaza, Adam Boehler, afirmou que haverá um acordo para libertá-los “em questão de semanas”.
Em uma entrevista à CNN transmitida neste domingo, ele conta que suas recentes conversas com o Hamas foram “muito úteis”.
“Entre cães e ratos”
A primeira fase da trégua que entrou em vigor em 19 de janeiro permitiu a troca de 25 reféns israelenses vivos e oito mortos por 1.800 prisioneiros palestinos mantidos em Israel. Dos 251 reféns sequestrados pelos milicianos palestinos durante o ataque de 7 de outubro, 58 permanecem em Gaza.
Também permitiu a entrada de alimentos e ajuda médica em Gaza, embora Israel tenha bloqueado novamente.
O Hamas, que governa Gaza, pede negociações imediatas sobre a segunda fase do cessar-fogo, que deve levar ao fim definitivo da guerra.
Suas principais demandas incluem uma retirada israelense total de Gaza, o fim do bloqueio israelense, a reconstrução do território palestino e o apoio financeiro, disse Mahmoud Mardawi, funcionário de alto escalão do grupo islamista.
Israel, no entanto, prefere uma extensão até meados de abril da primeira fase, que terminou no início deste mês. Desde então, decidiu cortar novamente o fornecimento de ajuda ao território.
A guerra em Gaza deslocou quase toda a população e mergulhou o território em uma crise humanitária.
“Até agora, apenas 10% dos suprimentos médicos necessários foram autorizados a entrar, agravando a crise”, disse o porta-voz do Ministério da Saúde de Gaza, Jalil al Dakran.
Uma viúva palestina deslocada, Haneen al Dura, disse à AFP que ela e seus filhos passaram semanas vivendo nas ruas “entre cães e ratos” antes de ganharem uma barraca para morar.
Bombardeios no norte de Gaza
Apesar do fim da fase inicial da trégua, ambos os lados evitaram um retorno à guerra total, embora tenha havido episódios esporádicos de violência.
Neste domingo, o Exército israelense anunciou um ataque contra combatentes que enterravam um dispositivo explosivo no norte da Faixa de Gaza.
O ataque do Hamas matou 1.218 pessoas do lado israelense, a maioria civis, de acordo com números oficiais.
A campanha de retaliação de Israel já deixou 48.458 mortos em Gaza, a maioria civis, de acordo com o Ministério da Saúde do território controlado pelo Hamas. As Nações Unidas consideram esses números confiáveis.
O ministro das Finanças israelense, Bezalel Smotrich, um político de extrema direita, disse neste domingo que o plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de expulsar os palestinos de Gaza estava “tomando forma”.
Em fevereiro, o líder americano lançou a ideia de Washington assumir o controle de Gaza para reconstruí-la e transformá-la na “Riviera do Oriente Médio”.
Para isso, seus habitantes seriam deslocados para o Egito e a Jordânia, dois países que já rejeitaram esta opção.

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