Relatório produzido pelo Departamento de Análise de Ações do Itaú Unibanco expõe um país sem controle nem eficiência nos gastos públicos.
Publicado em 07/03/2025 às 0:00
| Atualizado em 07/03/2025 às 6:07
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A análise da equipe do Itaú Unibanco que acaba de ser divulgada, se não causa surpresa a boa parte dos brasileiros que conhece e sente na pele o problema dos gastos públicos no país, deveria pelo menos servir como reflexão para os mandatários da República.
Principalmente aqueles que decidem o rumo da economia nacional. O governo brasileiro gasta e gasta muito. E o pior: gasta e gasta mal. São essas as principais conclusões do relatório, baseados em números do Banco Mundial e do próprio governo.
O relatório foca em áreas importantes, como educação, saúde, administração, equidade, infraestrutura e segurança, todas com gastos públicos tão altos quanto ineficientes. De uma maneira geral, comparado a países latinos, do Brics, nórdicos e desenvolvidos, estamos invariavelmente muito mal. Os dados apontam para um misto de má gestão pública, descontrole de gastos e incapacidade de gerenciamento de resultados na ponta, mais próxima do cidadão contribuinte.
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Pela metodologia do relatório, pontuações acima de 1 indicam desempenho melhor que a média. Uma nota menor que 1, atesta desempenho menor que a média. No que se refere a eficiência do gasto público como um todo, o Brasil está em último lugar, com pontuação 0,53 diante de 0,76 dos países latinos, por exemplo. Comparado aos países do Brics, com 0,93, nossa distância aumenta. Já os países desenvolvidos lideram folgados, com pontuação média de 1,25.
Quando trata especificamente de educação, os números não são menos constrangedores. No item qualidade do gasto, o relatório técnico da equipe do Itaú Unibanco aponta que, embora o Brasil figure acima dos países latinos (0,92 x 0,82), o desempenho fica abaixo dos Brics (1,04), dos países desenvolvidos (1,26) e dos nórdicos (1,22). Quando a análise é eficiência nos gastos, também com foco em educação, aí a situação piora. O Brasil vai para lanterna, com pontuação 0,87 contra 1,13 do Brics, 1,14 dos latinos, 1,17 dos nórdicos e 1,25 dos países desenvolvidos.
Mantendo a lógica do descontrole e da desconexão com os seus pares, o Brasil, segundo aponta o relatório, tem um gasto público de 34,7% como proporção do PIB, quase o mesmo por exemplo dos países nórdicos, que é de 34,8%.
Por aqui, convivemos com uma dívida pública crescente e nada faz crer que o atual governo demonstre sequer preocupação com o tema, enquanto a inflação preocupa a todos e a crise fiscal se agrava. O relatório, portanto, se não servir como guia, deveria pelo menos despertar o interesse de quem de fato foi eleito para decidir os rumos do país.
Confira a charge do JC desta sexta-feira (7)

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