A frase tradicional “Atrás de grandes homens, existem grandes mulheres” pede o reconhecimento do papel essencial das mulheres no sucesso
Publicado em 06/03/2025 às 7:00
| Atualizado em 06/03/2025 às 8:12
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A genial cientista sérvia Mileva Maric, não teve os créditos da história Seu nome completo era Mileva Maric Einstein e como mulher do Albert, foi quem cooperou, decisivamente, para a sua Teoria da Relatividade, na parte das implicações matemáticas mais complexas. Em primeira versão publicada (1905), seu nome figurou como coautora e omitido nas versões posteriores. O acordo de seu divórcio (1919) incluiu cláusula onde Albert Einstein pactuou atribuir-lhe todos os ganhos financeiros com um possível Prêmio Nobel. Este chegou em 1921 e Mileva enriqueceu, porém permaneceu esquecida.
Mulheres por serem mulheres ficaram, muitas, fora do Panteão da vida, sem as homenagens que lhes cabem. A frase tradicional “Atrás de grandes homens, existem grandes mulheres” pede o reconhecimento do papel essencial das mulheres no sucesso de homens influentes. Nada obstante esse papel fica invisível e não publicamente destacado.
Embora Pierre Curie tenha sido um cientista brilhante, foi sua mulher Marie Curie quem liderou as pesquisas que levaram à descoberta da radioatividade, tornando-se a única mulher a ganhar um Prêmio Nobel, duas vezes (Física – 1903 e Química – 1910).
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No campo da ciência e tecnologia, podemos também situar: (i) Rosalind Franklin, pioneira da biologia molecular, autora das imagens de difração de raios-X, cuja fotografia de raios-X do B-DNA (chamada Foto 51),
revelou a dupla hélice do DNA, em suas estruturas, embora o crédito tenha ficado com James Watson e Francis Crick. Rosalind teve morte prematura, aos trinta e sete anos.
(ii) Lise Meitner, física austríaca, descobriu a fissão nuclear (a divisão de átomos), – 1939 – mas quem recebeu o Nobel (1941) foi o seu colega de pesquisas, o químico Otto Hahn.
Nas artes, o exemplo mais emblemático encontra Camille Claudel, a escultora genial sob conturbado relacionamento, aos dezenove anos, com Augusto Rodin, seu mestre e amante, quando muitas de suas obras foram, indevidamente, atribuídas a ele. Com seu “talento ofuscado pelo machismo estrutural”, Camille
padeceu de um internamento psiquiátrico abusivo, por longos trinta anos, falecendo em 1943.
Pioneira do expressionismo abstrato, Lee Krasner (1908-1984) foi reduzida ao papel de “esposa de Jackson Pollock” (1912-1956), pintor norte-americano conhecido por seu estilo único de “pintura por gotejamento”. Ela influenciou e ajudou a consolidar a carreira de Pollock e somente recebeu o seu devido reconhecimento após falecer.
Margaret Keane (1927-2022) foi a pintora que criou os icônicos quadros de crianças com olhos grandes e teve sua arte roubada pelo marido, que assumiu a autoria por muitos anos. Ela o processou, provando ser a verdadeira artista, pintando diante do tribunal para comprovar sua autoria. Sua história inspirou o
filme Grandes Olhos (2014). Mas esse Walter Keane, ficou apenas famoso na América como plagiador; não era, portanto, um grande homem.
Johanna van Gogh-Bonger, esposa de seu irmão mais novo, Theo, foi responsável pelo reconhecimento póstumo de Vicent van Gogh, maior expoente do pós-impressionismo. Viúva, restando-lhe a herança das obras do cunhado, ingressou no mercado de artes, expondo os seus trabalhos. Perenizou, assim, o artista, então desconhecido, Van Gogh, que nunca vendera um quadro em vida.
Na literatura, a autora francesa Sidonie-Gabrielle Colette escreveu os romances da série Claudine, mas seu marido, o crítico teatral Henry Gauthier-Villars (de pseudônimo Willy), assinou as obras como se fossem dele. Somente depois de se divorciar, Colette conseguiu reivindicar sua obra e se tornar uma das maiores escritoras da França. Essa não ficou esquecida.
Sob a epígrafe da expressão, vale destacar o exemplo de Zelda, talentosa escritora que influenciou muito o estilo e as histórias do marido, F. Scott Fitzgerald (O Grande Gatsby). Ele chegou a copiar trechos de seus diários e cartas sem dar-lhe os créditos. Zelda publicou seu próprio romance (Save Me
the Waltz).
Mary Shelley foi muito mais que a esposa de Percy Bysshe Shelley, um dos importantes poetas românticos ingleses, cujos poemas foram populares e aclamados pela crítica. Criadora da obra “Frankenstein”, inovou a literatura de ficção científica.
Não se pode ignorar que muitas mulheres foram protagonistas essenciais diante de diversas figuras históricas, como Xantipa (Sócrates) e Pompeia Paulina (Sêneca). Martin Luther King Jr., um dos líderes na luta pelos direitos civis, não despreza o fato de sua esposa, Coretta Scott King, ter sido partícipe fundamental. Mas os registros nessa dimensão são poucos.
Na antiguidade, a Rainha Artemísia II, irmã e esposa do rei Mausolo, do império persa, ao tempo de sua morte (353 a.C), construiu uma admirável tumba para abrigar seu corpo. O Mausoléu de Halicarnasso, tornou-se uma das sete maravilhas do mundo antigo. Daí, o próprio termo “mausoléu”, inicialmente ligado ao rei Mausolo, de Caria, passou a ser usado para qualquer monumento erigido em memória dos mortos.
Atualmente, convém que se afirme a variação mais igualitária, qual seja a expressão: “Ao lado de um grande homem, há uma grande mulher”. Uma parceria mais equilibrada, quando a mulher há de ter sempre a preferência e a prioridade. A mulher não é coadjuvante.
Jones Figueirêdo Alves é Desembargador Emérito do TJPE. Advogado e parecerista
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