Deputados instalaram comissões de Constituição, de Finanças e de Orçamento, mas oposição apresentou recurso contestando convocações para reuniões
Publicado em 14/02/2025 às 13:55
| Atualizado em 14/02/2025 às 13:58
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As instalações das três principais comissões da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), ocorridas nessa sexta-feira (14), foram marcada por embates entre deputados de situação e oposição e pelo adiamento das eleições para a presidência dos colegiados, remarcadas para o sábado (15).
As comissões em questão são de Constituição, Legislação e Justiça (CCLJ), de Finanças e Orçamento e de Administração. Os grupos eram presididos por governistas, mas após a dissidência da bancada do União Brasil o governo perdeu maioria e deve ver as lideranças passarem para a oposição.
As reuniões foram convocadas pelo presidente da Casa em exercício, deputado Rodrigo Farias (PSB), e tiveram os editais publicados em edição extra do Diário Oficial do Legislativo, rodada na noite da última quinta-feira (13), junto aos nomes dos deputados que irão compor os colegiados.
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Os governistas reclamaram da apressada convocação e alegaram que ela foi antirregimental, uma vez que as sessões poderiam ter sido marcadas para até cinco dias úteis após a indicação dos nomes, sem urgência. Eles acusam a oposição de fazer uma manobra para acelerar a eleição.
Os deputados da base entraram com recurso pedindo ao plenário para avaliar as convocações das reuniões, mas esses pedidos só serão apreciados na segunda-feira (17).
A deputada governista Débora Almeida (PSDB) e o deputado Antônio Coelho (União Brasil), da oposição, travaram o maior embate do dia, ocorrido durante a reunião da CCLJ. A tucana chegou a dizer que a oposição deu um golpe.
“A cada dia essa Casa perde autonomia por conta de interesses de um grupo político. Isso é um absurdo”, disparou a parlamentar.
“É muito importante a gente se ater ao texto do regimento interno, porque ele está sendo cumprido à letra. O prazo é para até cinco dias”, rebateu Coelho.
O então presidente da comissão, Antônio Moraes (PP), encerrou a reunião sem conclusão, mas o parlamentar mais antigo da casa, Waldemar Borges (PSB), reabriu os trabalhos. A votação para presidente, porém, não foi realizada por falta de quórum, uma vez era preciso ter todos os titulares presentes nessa primeira chamada.
Com João Paulo (PT) e Luciano Duque (Solidariedade) ausentes, a votação ficou para o sábado. Nessa segunda chamada, basta que a maioria dos titulares esteja presente para que a eleição ocorra.
A votação da CCLJ será a única em que ocorrerá bate-chapa, numa disputa entre Alberto Feitosa (PL), que já era especulado para o posto, e Débora Almeida (PSDB), que apresentou candidatura ao final da sessão dessa sexta. Edson Veira (União Brasil) é candidato à vice-presidência.
Finanças e Administração
Após o fim da reunião da CCLJ, o plenarinho da Alepe recebeu as sessões de instalação das comissões de Finanças e de Administração. Os atuais presidentes, Débora Almeida (PSDB) e Joaquim Lira (PV), respectivamente, seguiram o mesmo rito e encerraram os trabalhos sem conclusão.
Joaquim Lira, inclusive, nem chegou a abrir oficialmente a sessão, afirmando discordar da convocação. Antes de se despedir de todos os parlamentares presentes e se retirar do plenarinho, ele declarou que só se fez presente respeito aos colegas e à Casa.
Seguindo os mesmo procedimentos da CCLJ, os deputados mais antigos entre os membros desses dois colegiados reabriram as respectivas sessões e formalizaram o processo eleitoral. Como também havia faltosos, as eleições desses grupos também ficaram para o sábado.
Antônio Coelho (União Brasil) foi o único a apresentar candidatura à presidência da comissão de Finanças, enquanto Diogo Moraes (PSB) vai buscar a vice.
Já na comissão de Administração, Waldemar Borges (PSB) é candidato único à presidência, e Antônio Coelho (UB) disputará a vice.
Oposição nas presidências
Com a saída do União Brasil do bloco governista, o governo Raquel Lyra sofreu uma dura perda e acabou ficando com minoria nessas três comissões, consideradas as mais importantes da Alepe.
Na CCLJ e na comissão de Finanças, que possuem nove membros, cada, o governo tem quatro representantes, contra 5 da oposição. Já em Administração, são quatro contrários e três favoráveis a Raquel.
Essa minoria já é vista pelos próprios governistas como uma iminente derrota na votação que ocorre neste sábado. A própria Débora Almeida, durante discussão na sessão da CCLJ, indicou isso ao discordar da convocação feita por Farias: “vocês já têm a maioria, por que então fazer isso?”, disparou a deputada.
Caso a matemática cumpra seu papel, o governo terá a frente dois anos diferentes dos últimos vividos junto à Alepe. Mesmo durante as mais intensas rusgas vividas com o Legislativo nos últimos anos, a governadora conseguiu aprovar todas as pautas enviadas para a Casa. Agora, com a oposição liderando esses colegiados, a gestora terá um momento desafiador daqui adiante.


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