Declaração vexatória do presidente da República é uma mostra da diferença entre o discurso e a prática na gestão – apesar da imagem de Marina Silva
Publicado em 14/02/2025 às 0:00
| Atualizado em 14/02/2025 às 6:44
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Pelo que expressou o presidente Lula, o governo sob sua batuta executa uma peça monótona, desenvolve narrativa enfadonha, e transmite uma ladainha na gestão do meio ambiente. Mesmo que esteja no comando da pasta uma personalidade de reconhecimento internacional como Marina Silva, a submissão da ministra ao lenga-lenga – foi a palavra usada por Lula – de um governo que pretende ser exemplo para o mundo ao sediar a COP30, cúpula do clima organizada pelas Nações Unidas, no final do ano, em Belém, é uma triste constatação. Ao falar o que falou, o presidente da República passou por cima de Marina Silva mais uma vez, descredenciando-a, demonstrando impaciência e falta de tato, o que não tem sido incomum.
Cabe ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) a missão de analisar e aprovar o licenciamento de empreendimentos de grande porte com evidentes impactos sobre o meio ambiente. A competência de seu corpo de analistas é técnica, embora não se descarte a componente política, seja na velocidade dos processos, seja na conclusão dos pareceres.
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O que Lula disse teve como alvo o trabalho do Ibama para o licenciamento da exploração de petróleo na costa do Amapá, na Marquem Equatorial da Amazônia. Para Lula, a demora retrata um lenga-lenga que atrasa o desenvolvimento nacional. Os funcionários do órgão, não se razão, reagiram à declaração do petista, acusando-o de querer fazer interferência política.
A ambiguidade do governo na questão ambiental leva à fragilização da posição do Brasil na geopolítica que busca, no meio ambiente, novos pontos de sustentação, com a debandada dos Estados Unidos de Donald Trump, e as dificuldades de sempre para que sejam cumpridas as metas do Acordo de Paris, mesmo pelos países que reiteram o compromisso formal com o documento que prevê a redução na emissão de gases poluentes, a fim de tentar evitar a continuidade do aumento da temperatura média global da Terra, e seus efeitos nas mudanças climáticas.
Após uma gestão de enfraquecimento no governo passado, o Ibama tem buscado se reestruturar para elevar a capacidade de fiscalização e identificação de crimes ambientais. Ao contrário do que disse Lula, o Ibama não é contra o próprio governo do qual faz parte – sim, Lula disse essa desfaçatez, em entrevista a uma rádio no Macapá, ao lado do senador Davi Alcolumbre, do União, presidente do Senado.
Ao respaldar a pressa que parece a da indústria petrolífera, Lula põe Marina Silva em delicada situação, mais uma vez, além de indicar irritação com o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho – subordinado da ministra. E leva para a pauta da COP30 a intensificação da exploração do petróleo pelo Brasil, com o entusiasmo do governo federal e a impaciência do presidente que deseja ver o investimento rapidamente destravado pelos órgãos ambientais. Talvez o Planalto não enxergue nenhuma contradição nisso. Mas será preciso rearrumar o discurso, sem ladainha, sem lenga-lenga.
Confira a charge do JC desta sexta-feira (14)

Inflação dos alimentos – Thiago Lucas



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