O descumprimento das metas de controle das emissões dos gases poluentes e da temperatura média no planeta reduz o prazo para que tenham efeito
Publicado em 07/02/2025 às 0:00
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O impacto das atividades humanas sobre a configuração do planeta Terra para desenvolver e abrigar diversas formas de vida, em sintonia com um ciclo natural em que os seres vivos participam e contribuem para a manutenção das condições físicas e químicas de um habitat compartilhado por todos – ainda que sob disputa por sobrevivência – é um impacto que vem aumentando desde os primeiros grupos de homens e mulheres organizados em pequenos aglomerados, muito antes da atual civilização. Nos últimos séculos, sobretudo após a Revolução Industrial, a influência corrosiva da humanidade sobre o planeta tem sido cada vez maior. Por isso, não é exagero atribuir a mudança climática por que passamos às mudanças acumuladas na superfície terrestre desde que o passo da civilização global se acelerou.
Nas últimas décadas do século 20, os alertas dos ambientalistas passaram de avisos improváveis sobre possibilidades longínquas a constatações surpreendentes de processos em curso. Enquanto as metas não foram cumpridas, o prazo foi e continua se esgotando – ou já se esgotou – para a humanidade, em conjunto, conseguir reduzir os efeitos das mudanças climáticas sobre a vida atualmente na Terra. O passivo da irresponsabilidade ambiental humana afeta todos os seres vivos, mas não ameaça o planeta que já atravessou grandes transformações, inclusive dando reboot nos seres que abrigava. O egoísmo da espécie humana é, sobretudo, autodestrutivo.
Em novembro deste ano, o Brasil sediará, em Belém, a COP30 da Organização das Nações Unidas, encontro de cúpula que terá mais uma vez a presença de líderes e cientistas do mundo inteiro. Mais uma vez, serão estipuladas metas, enquanto os prazos em fase terminal podem extrair das metas qualquer sentido. Para o presidente da COP30, o diplomata André Corrêa, as metas para a diminuição das emissões de gases do efeito estufa precisam ser as mais ambiciosas possíveis. O que é difícil, e mesmo que seja viável, esbarra na postura do novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, francamente avesso às metas de sustentabilidade e transição energética para fontes limpas.
Diante do que temos presenciado em todo o mundo, com fenômenos climáticos intensos e a quebra seguida de recordes de temperatura, além do veloz derretimento das geleiras nos polos afetando o nível e a temperatura dos oceanos, como estará o planeta daqui a dez anos, em 2035, para quando as metas se dirigem¿ Por exemplo, a meta brasileira para 2035 foi elevada no ano passado, de uma redução de 59% para 67% dos gases emitidos em relação a 2005. Muito dificilmente o cumprimento desse objetivo terá como impedir o processo em andamento de reconfiguração dos ciclos naturais atrelados ao clima. Não apenas as metas precisam ser mais ambiciosas, como os prazos, mais realistas. O estabelecimento de prazos anuais já seria um indício de compreensão mais acurada do que estamos enfrentando, e ainda vamos nos deparar nos próximos anos.

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