Recife é a quinta cidade do País que mais demanda construção de imóveis econômicos

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Recife é a quinta cidade do País que mais demanda construção de imóveis econômicos


Capital pernambucana ainda possui alta demanda por imóveis que atendam famílias com renda de até R$ 12 mil. Legislação é um dos entraves


Publicado em 02/02/2025 às 7:00



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O Recife é a quinta cidade do País com a maior demanda por construção de imóveis considerados econômicos, que atendem famílias com renda entre R$ 2 mil e R$ 12 mil (imóveis de R$ 115 mil a R$ 575 mil), segundo dados da segunda rodada do Índice de Demanda Imobiliária (IDI-Brasil), da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic). Sem a oferta desse tipo de moradia, a população tem migrado para a Região Metropolitana, optado pela compra de imóveis usados ou ampliado a busca pelo aluguel. 

O levantamento coloca o Recife apenas atrás de Fortaleza (nota 0,849) no Nordeste, sendo superado ainda por Curitiba (PR) – nota 0,909; São Paulo (SP) – nota 0,791 e Goiânia (GO) – nota 0,762, a nível nacional. A capital pernambucana tem nota 0,793. 

O IDI-Brasil analisa 61 cidades brasileiras e é fruto de uma parceria da CBIC com o Ecossistema Sienge, CV CRM e Grupo Prospecta. O estudo utiliza dados anonimizados e transações reais para medir a atratividade das cidades para novos projetos imobiliários.

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MÉDIO E ALTO PADRÃO

No segmento médio (renda de R$ 12 mil a R$ 24 mil e imóveis entre R$ 575 mil e R$ 811 mil), o Recife não tem uma demanda expressiva para ficar entre as 10 cidades com maior necessidade de construções desse tipo, já que caiu da 8ª para a 13ª posição, passando de atratividade alta para média. A queda deve-se à diminuição em três indicadores: dinâmica econômica, demanda direta e atratividade de novos empreendimentos.

No alto padrão (imóveis a partir de R$ 811 mil), a capital pernambucana possui a nona maior demanda nacional, com nota 0,629, mas perdeu posições, com queda na demanda neste segmento, enquanto cidades como Fortaleza, que vive um período de maior atratividade no alto padrão, com valorização da sua orla urbana, subiu da 7ª para a 4ª posição no terceiro trimestre de 2024, impulsionada pelos indicadores de demanda direta e atração de novos lançamentos.

MAIOR NECESSIDADE DE MORADIA POPULAR

As moradias populares são uma demanda histórica no Recife, e a falta delas impacta diretamente na dinâmica urbana e populacional da cidade. O programa Minha Casa, Minha Vida, que atende uma parcela significativa desta demanda, não encontra muito espaço na cidade, que fechou 2024 com 4.657 unidades habitacionais contratadas, atrás de cidades como Paulista e Caruaru.

O Recife está construindo neste ano de 2025 a nova versão da sua Lei de Uso e Ocupação do Solo (LUOS), que pode garantir mudanças em regras urbanísticas que hoje não favorecem construções econômicas na cidade e impactam também no desenvolvimento do mercado de alto padrão, em áreas mais nobres.

Para construtores locais, a cidade hoje possui uma política restritiva, com controle excessivo de gabarito em áreas como Boa Viagem, “bairro vitrine” do Recife, que não tem recebido novas construções de alto padrão com design moderno e andares mais altos, afastando possíveis investidores; e também sofre com a redução de áreas que poderiam favorecer a construção de imóveis econômicos, justamente pela inviabilização de legislações consideradas protetivas para quase 80% do território da cidade. 

CONFIRA A DEMANDA DE IMÓVEIS ECONÔMICOS POR CIDADE:

  • Curitiba (PR) – nota 0,909
  • Fortaleza (CE) – nota 0,849
  • São Paulo (SP) – nota 0,791
  • Goiânia (GO) – nota 0,762
  • Recife (PE)- nota 0,793
  • Sorocaba (SP) – nota 0,725
  • Maceió (AL) – 0,707
  • Brasília (DF) – nota 0,677
  • Aracaju (SE) – 0,660
  • Maringá (PR) – nota 0,635

As 10 primeiras colocadas do ranking alto padrão, são:

  • São Paulo (SP) – nota 0,850
  • Goiânia (GO) – nota 0,833
  • Florianópolis (SC) – nota 0,733
  • Fortaleza (CE) – nota 0,714
  • Balneário Piçarras (SC) – nota 0,701
  • Belo Horizonte (MG) – nota 0,685
  • Brasília (DF) – nota 0,678
  • Curitiba (PR) – nota 0,646
  • Recife (PE) – nota 0,629
  • Salvador (BA) – nota 0,627





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