Em entrevista ao Passando a Limpo, da Rádio Jornal, empresário diz que qualquer tentativa de controle rápido de preços está fadada ao fracasso
Publicado em 27/01/2025 às 12:26
| Atualizado em 27/01/2025 às 12:35
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Ex-integrante do Conselho Monetário Nacional e ex-presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o empresário João Carlos Paes Mendonça, presidente do Grupo JCPM e do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (SJCC), sabe que combater a inflação não é uma tarefa fácil e nem de curto prazo.
“É um plano longo, começando a cortar os custos. Esse governo não pode ser dito governo tributarista, ele tem que ser um governo progressista, que venha a desenvolver um país através de suas infraestruturas. O papel do governo é ajudar no desenvolvimento do país, criar infraestrutura e deixar que as empresas privadas administrem os seus negócios”, disse, durante entrevista ao Programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal.
Defendendo o corte nos gastos públicos, João Carlos acredita, ainda, que tabelar preços pode prejudicar todo o país e que tentar controlar os preços rapidamente pode levar ao fracasso. Ele acrescentou, ainda, que deve-se buscar controlar os gastos desnecessários para que não se tenha a “ansiedade de buscar dinheiro de qualquer jeito, da área tributária ou de dividendos”.
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“Não se tem austeridade nos custos, as despesas são desesperadoras e os gastos, exagerados. Não tem economia que aguente”, alertou.
Com a subida dos preços, o tema de um possível controle nos preços dos alimentos entrou na agenda do governo na semana passada, após uma declaração do ministro da Casa Civil, Rui Costa, logo depois revista. O tema causou inquietação no País. Posteriormente, o chefe da Casa Civil declarou que não haverá congelamento de preços, tabelamento ou fiscalização pelo governo e que nenhuma medida como a criação de uma rede estatal de alimentos.
João Carlos Paes Mendonça fala sobre riscos de congelamento de preços:
FALTA DE CONTROLE FISCAL
O empresário João Carlos Paes Mendonça, que presidiu a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) de 1977 a 1987, período em que enfrentou congelamento de preços, fiscais do Sarney, entre outros efeitos dos planos, o problema atual não é a produção de alimentos, mas o controle fiscal. João Carlos afirmou que os preços altos no País são resultado de uma desorganização fiscal e pontuou: “Só tem uma solução: começar a reduzir o déficit”.
O empresário relatou momentos importantes vividos por ele naquele período. Falou das reuniões setoriais das quais participou e dos alertas que fez ao então ministro Dílson Funaro. Sem muito sucesso, o empresário conta que já alertava sobre o fracasso previsível do plano.
Já sobre o Plano Real, alguns anos depois, o empresário teve, desde o início, outra impressão. “O Plano Real inicialmente me surpreendeu. Eu fazia parte de um comitê no Ministério das Relações Exteriores para a implantação do Mercosul. Tinha equilíbrio das ações, pessoas competentes fazendo, havia credibilidade e nós conseguimos domar a hiperinflação”, disse João Carlos, lembrando a atuação do ministro Fernando Henrique Cardoso, logo após eleito presidente da República. “O presidente Lula recebeu as contas equilibradas”, acrescentou sobre o primeiro mandato do petista logo após FHC.
Ele acredita que a saída não será fácil, pois a exportação é uma opção mais rentável do que a venda no mercado interno. “Nós temos preços altos porque temos uma desorganização fiscal e, ao mesmo tempo, o dólar subiu e a exportação é muito mais vantajosa”, explicou.
FIM DA REELEIÇÃO
Para ele, um dos problemas da política brasileira é a reeleição. O empresário criticou o modelo e pontuou que “começamos a trabalhar apenas na reeleição e deixamos de administrar para partir para a política. Eu sou absolutamente contra a reeleição e, na minha opinião, só resolveremos o problema do Brasil quando acabarmos com a reeleição”.
João Carlos Paes Mendonça faz recomendações para a contenção do preço da cesta básica:
POLÍTICA INTERNA
Durante a entrevista, João Carlos Paes Mendonça também comentou a política interna brasileira e os posicionamentos do Ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
“Eu acho ele um bom ministro, mas ele tem um problema sério: não tem, internamente, o apoio do PT, quer agradar o presidente e fica numa situação extremamente delicada”, afirmou.
Ele analisou, ainda, que o ministro não tem autoridade e é indeciso porque precisar agradar a uma ala do Partido dos Trabalhadores e diminuir a ansiedade por popularidade do presidente Lula. Para ele, essa incerteza pode atrapalhar os investimentos no país.
POLÍTICA INTERNACIONAL
A respeito da política internacional e do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o empresário João Carlos Paes Mendonça acredita que as relações são preocupantes até certo ponto.
“A diplomacia tem que funcionar fortemente. Nós não somos muito bons nessa área, temos alguns atritos que não deveríamos ter”, afirmou.
Baixar imposto de importação é a solução? João Carlos Paes Mendonça comenta


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