Ataques às instituições como os que ocorreram no Brasil não são cabíveis em países democráticos, sejam de ameaças à esquerda ou à direita
Publicado em 08/01/2025 às 0:00
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As cenas lamentáveis de depredação do patrimônio público pela própria população, em parte incitada por lideranças golpistas que não gostam de conviver com a liberdade dos outros, ainda estão marcadas na retina dos brasileiros, dois anos depois. A data deve ser lembrada, sem se dar corda à balbúrdia, conferindo a agitadores maior importância do que merecem. Ninguém conta com direito à baderna, à destruição do bem público ou privado, assim como não há liberdade para se cometer crimes – sequer a difamação e a mentira, crimes pelo visto ainda tolerados por relevantes atores da política e da comunicação global.
Os atos vandalistas que foram uma versão do ataque ao Capitólio, em Washington, nos Estados Unidos, quando eleitores de Donald Trump não quiseram aceitar a derrota de então, para Joe Biden, na eleição presidencial, no Brasil foram rechaçados pela defesa das instituições. Quase quatro centenas de envolvidos foram condenados, e outras centenas de pessoas continuam sob investigação pela Justiça. A imensa maioria da população, segundo pesquisa da Quest, 86% dos entrevistados, repudiam o que aconteceu no 8 de janeiro de 2023, em inegável postura de valorização das instituições que respaldam a democracia em nosso país. O avanço obtuso sobre a Praça dos Três Poderes, em Brasília, entrou para a história como um momento triste de aglomeração criminosa – um arrastão de cunho golpista, sem base nem apoio para um golpe.
A estatística indica que a radicalização política não alcança, no Brasil, o grau de se desrespeitar os pilares democráticos, que são as instituições, cristalizadas nos representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Por mais que apresentem problemas, como apresentam, são espelhos de uma sociedade complexa, e demandam o contínuo amadurecimento institucional no seio das conquistas do Estado democrático de Direito, e não à sombra dos que o detratam para tomar o poder e exercê-lo, não em nome da coletividade, mas de um grupo minoritário em busca do totalitarismo. As questões inerentes ao aperfeiçoamento institucional só podem ser solucionadas no seio das instituições, e não, a partir de sua quebra ou anulação. A negação da democracia jamais é a ampliação da liberdade – como, aliás, bem lembra a obra “Ainda estamos aqui”, livro de Marcelo Rubens Paiva transformado em filme de Walter Salles, que rendeu a Fernanda Torres o prêmio de melhor atriz, esta semana, no Globo de Ouro.
Na mesma direção das garantias institucionais, a afirmação da democracia não se confunde com uma pregação partidária. A bandeira da democracia é a liberdade de expressão, manifestação e crítica, dentro dos limites da lei. A bandeira democrática não tem cor, sigla ou face. Nem governo: a democracia pertence à nação, e congrega quem está no governo e, sobretudo, na oposição. Neste 8 de janeiro, a afirmação da democracia é mais do que válida, para que as instituições e os indivíduos que as ocupam prossigam na trilha do bem coletivo.
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