A pesquisa foi realizada entre os dias 4 e 9 de dezembro, com 2.012 entrevistas presenciais com brasileiros de 16 anos ou mais
Publicado em 06/01/2025 às 9:44
| Atualizado em 06/01/2025 às 10:41
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*Com informações do Estadão Conteúdo
A pesquisa Quaest divulgada, nesta segunda-feira (6), mostrou que 86% dos entrevistados se dizem contrários ao ocorrido na capital federal. No ano retrasado, essa parcela era de 89%.
Entre os que apoiam as depredações, houve apenas oscilação dentro da margem de erro. Em dezembro de 2023 eram 6%, taxa que passou para 7% na sondagem feita no mês passado.
“A rejeição aos atos do 8/1 mostra a força da democracia brasileira e a responsabilidade da elite política até aqui. Diante de tanta polarização, é de se celebrar que o País não tenha caído na armadilha da politização da violência institucional”, disse o CEO da Quaest.
A pesquisa foi realizada entre os dias 4 e 9 de dezembro, com 2.012 entrevistas presenciais com brasileiros de 16 anos ou mais em todos os Estados do País. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.
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Influência de Bolsonaro nos atos golpistas
A pesquisa revelou que a influência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nos atos golpistas de 8 de janeiro registrou um salto ao longo do último ano entre os eleitores do próprio capitão reformado do Exército.
Por outro lado, essa mesma percepção diminuiu entre eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de acordo com a mais recente pesquisa feita pela Quaest sobre os atos que completam dois anos nesta semana.
“Ao longo do tempo, os eleitores moderados de Lula, que enxergam algum exagero nas acusações que Bolsonaro vem sofrendo, tendem a relativizar suas posições”, disse Felipe Nunes, diretor da Quaest, em entrevista ao Estadão.
“Ao mesmo tempo, os eleitores moderados de Bolsonaro, que enxergaram como graves as acusações contra o ex-presidente, tendem a ficar mais severos na avaliação sobre seus atos, para não se sentirem cúmplices de algo que acreditam ser errado”, completou.
Eleitores bolsonaristas
De acordo com a pesquisa, 37% dos apoiadores de Bolsonaro reconhecem, atualmente, que o ex-presidente influenciou os atos golpistas. Há um ano, em sondagem semelhante feita pela Quaest, cerca de 13% dos eleitores de Bolsonaro reconheciam algum tipo de influência dele na tentativa de golpe.
A maioria dos eleitores de Bolsonaro afirmam que ele não tem nenhuma relação com o que se viu em Brasília dois anos atrás. Apesar disso, esse número que chegou a ser de 81% em dezembro de 2023, caiu ao longo de 2024 e hoje é de 55%.
Além disso, a pesquisa feita em dezembro passado, 29% dos entrevistados que votaram no petista no segundo turno de 2022 responderam que não associam Bolsonaro ao ocorrido em Brasília dois anos atrás. No levantamento de 2023, somente 16% dos eleitores de Lula não acreditavam na influência do antecessor na invasão aos prédios públicos na capital federal.
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