O ano mais quente na história, de novo: a alta temperatura faz a população perceber o peso das mudanças climáticas para a vida cotidiana
Publicado em 05/01/2025 às 0:00
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Quase um grau acima da média histórica em três décadas, os termômetros no Brasil subiram em nível recorde, mais uma vez, em 2024, pelo segundo ano consecutivo. Desde a medição inicial, em 1961, a temperatura não subia tanto quanto em 2023 e no ano passado, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). As ondas de calor intenso, as tempestades e enchentes, e também os incêndios florestais, em parte, traduzem essa elevação térmica para o cotidiano dos brasileiros, que sentem na pele os efeitos das mudanças climáticas que, segundo os cientistas, podem estar apenas começando, e afetam o mundo inteiro.
A temperatura média no país foi de 25º Celsius, mas em alguns locais e dias, a sensação térmica passou de 50º C, ameaçando a saúde das pessoas e dos animais. Desde 2016, as cinco maiores médias anuais vêm sendo registradas no país, em sintonia com a tendência global de maior temperatura. Para o Inmet, a tendência nacional é “estatisticamente significativa” e pode estar associada à mudança no clima. No mesmo período, em especial desde 2020, a quantidade de desastres climáticos no Brasil disparou – acima de 4 mil por ano, em média, em comparação com a média de 2 mil por ano nas primeiras duas décadas do século 21.
A variação da temperatura global acima de 1,5º C em relação aos últimos 50 anos do século 19, de acordo com a Organização Meteorológica Mundial, pode ser motivo de alerta, tendo causado os fenômenos extremos observados nos últimos anos. Mais preocupante ainda pelo fato de as organizações supranacionais não terem êxito no convencimento dos governos nacionais, no sentido de frear o aumento do calor. O recorde de temperatura no Brasil se insere nas mudanças climáticas, exigindo cuidados da população, e providências dos governos, a fim de preparar as cidades – e seus habitantes – para o que pode ser uma longa convivência com altas temperaturas e suas consequências.
As ondas de calor que se repetiram durante quase todos os meses em 2024, foram uma amostra do que poderemos enfrentar. Palavras como adaptação e mitigação diante das mudanças climáticas entraram para o discurso político, mas ainda não se tornaram práticas, na maioria dos municípios. As medidas de prevenção devem incluir educação ambiental, reforço nos serviços de saúde e estruturação de procedimentos emergenciais em casos de desastres climáticos – para que tenhamos ao menos a impressão de que estamos levando a sério os avisos da natureza sobre a necessidade de restauração do equilíbrio na influência do ser humano sobre os demais seres vivos e as condições e suporte à vida no planeta.
O Ministério do Meio Ambiente já incorporou ao nome da pasta a Mudança do Clima, mas, assim como as iniciativas no âmbito das Nações Unidas e nos governos de outros países, de pouco irão valer as diretrizes, sem a participação efetiva e articulada do poder municipal e das populações locais. Quanto mais esperarmos o calor aumentar, mais difícil será conter a força das mudanças climáticas.
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