A eleição municipal registrou a maior taxa de reeleição da história recente, com 81% dos prefeitos aptos reconduzidos aos seus cargos
Publicado em 29/12/2024 às 18:32
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O ano de 2024 consolidou um panorama inédito no cenário político brasileiro. A eleição municipal registrou a maior taxa de reeleição da história recente, com 81% dos prefeitos aptos reconduzidos aos seus cargos, de acordo com a Confederação Nacional dos Municípios.
Esse resultado reflete fatores como a busca por continuidade administrativa e a percepção dos eleitores sobre as gestões locais. Contudo, o dado também provoca debates sobre os desafios que esses gestores enfrentarão em 2025 para atender às crescentes demandas da população.
A posse dos prefeitos e vereadores em 1º de janeiro marcará o início de um novo ciclo. Em Pernambuco, os gestores enfrentarão um cenário econômico desafiador, com o estado ocupando o topo do ranking de desemprego nacional.
Apesar dos avanços na geração de empregos em 2024, de acordo com o Novo Caged, o desemprego segue elevado. Enquanto o índice geral no Brasil reduziu para 6,1% – o menor da série histórica (IBGE) –, Pernambuco continua com um índice superior a 10%, o que demanda políticas públicas inovadoras e eficazes nos municípios.
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O investimento em tecnologia para gestão pública, programas de capacitação profissional e ações de fomento ao empreendedorismo são imprescindíveis. Além disso, a aplicação de recursos oriundos de emendas parlamentares, que contribuíram significativamente para a alta taxa de reeleição, precisa ser acompanhada de mecanismos rigorosos de transparência e controle.
Nesse sentido, a decisão do Supremo Tribunal Federal de suspender temporariamente o repasse de emendas que não atendem aos critérios de rastreabilidade representa um marco para a gestão pública. Essa medida não deve ser vista como uma barreira, mas como uma oportunidade para aprimorar a governança e a transparência nos municípios pernambucanos e em todo o país.
Para os prefeitos e vereadores que iniciam seus mandatos em 2025, o uso criterioso das emendas deve ser uma prioridade. É essencial que os gestores locais busquem estabelecer uma relação de cooperação com os parlamentares, garantindo que os recursos sejam aplicados em projetos de alto impacto social e que atendam às reais demandas da população.
As pautas prioritárias para 2025 incluem, ainda, o fortalecimento da educação básica, o acesso à saúde de qualidade e a ampliação da infraestrutura urbana. Municípios de pequeno porte, que dependem fortemente de repasses estaduais e federais, precisam buscar soluções criativas para maximizar seus orçamentos e atrair investimentos.
Com os cofres cheios, Recife realizou investimentos recordes em 2024. O destaque foi o aporte de quase R$ 1 bilhão em obras e ações, com 70% desse investimento destinado às periferias. Essa estratégia, baseada na redução de desigualdades, serve como modelo a ser replicado por outras cidades, já que a precariedade da infraestrutura, a dificuldade de acesso a serviços públicos e as desigualdades regionais continuam a desafiar os gestores.
O novo ciclo da gestão municipal inicia em um contexto em que se exige atenção e reflexão sobre a saúde da democracia brasileira. Segundo levantamento do Datafolha, o percentual de brasileiros que preferem a democracia como forma de governo caiu de 79% em 2022 para 69% em 2024. O estudo também aponta um aumento de 5% para 8% no número de pessoas que consideram aceitável um regime ditatorial, enquanto os indiferentes passaram de 11% para 17%.
Esses dados acendem um sinal de alerta em um país que consolidou sua democracia apenas nas últimas décadas, após um longo período de ditadura militar. A democracia não é apenas um sistema político, mas um processo contínuo que exige participação ativa, transparência e respeito às liberdades fundamentais. É por meio dela que os cidadãos podem exercer seus direitos, como votar, ser eleitos, expressar opiniões e cobrar políticas públicas eficazes.
Apesar dos desafios, as perspectivas para 2025 são positivas. A previsão de investimentos acima de R$ 6 bilhões no estado de Pernambuco, conforme anunciado pela Secretaria de Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Regional, aponta para um ano de grandes realizações.
Municípios como o Recife já colheram os frutos de uma gestão fiscal responsável, com destaque para a melhoria da Capacidade de Pagamento (CAPAG) e a captação de recursos para projetos de requalificação e resiliência urbana, como o ProMorar.
O início deste novo ciclo político exige comprometimento, diálogo e inovação. Prefeitos e vereadores devem priorizar o planejamento estratégico e a articulação entre os diferentes níveis de governo para promover o desenvolvimento sustentável dos municípios pernambucanos.
Ao olharmos para 2024, celebramos os avanços; ao projetarmos 2025, encaramos os desafios com esperança e determinação. “E assim nos tornamos brasileiros.”
Priscila Lapa, jornalista e doutora em Ciência Política; Sandro Prado, economista e professor da FCAP-UPE.
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