Ainda em referência às revelações da PF, Lula disse que é preciso construir um Brasil “sem perseguição, sem estímulo do ódio e às desavenças”
Publicado em 22/11/2024 às 0:00
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou ontem, pela primeira vez, o plano para matá-lo relatado pela Polícia Federal (PF). Lula disse estar grato por estar vivo diante das informações da Operação Contragolpe, que prendeu oficiais do Exército e um agente federal suspeitos de planejar, no fim de 2022, seu assassinato, do seu vice Geraldo Alckmin e do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.
“Tenho que agradecer porque estou vivo. A tentativa de envenenar eu e o Alckmin não deu certo, estamos aqui”, disse em evento no Palácio do Planalto. Durante o discurso na solenidade de criação do “Programa de Otimização de Contratos de Concessão Rodoviária”, Lula afirmou que a única coisa que quer quando terminar o mandato é desmoralizar “com números aqueles que governaram antes”.
“Não quero envenenar ninguém. Eu não quero nem perseguir ninguém”, disse. “Eu quero medir com números quem fez mais escolas neste País, quem cuidou mais dos pobres, quem fez mais estrada, quem fez mais pontes, quem pagou mais salário mínimo. É isso que eu quero medir porque é isso que conta no resultado da governança”, seguiu o presidente.
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Ainda em referência às revelações da PF, Lula disse que é preciso construir um Brasil “sem perseguição, sem estímulo do ódio, sem estímulo às desavenças”. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não foi alvo da operação da PF, mas relatório da corporação aponta que ele tinha conhecimento da trama para matar Lula.
‘Crime consumado’
Ao falar sobre a operação da PF, o ministro do STF Gilmar Mendes afirmou ontem que as novas descrições da PF confirmam, de fato, a existência de uma tentativa de golpe de Estado no País durante o governo do ex-presidente. Mendes destacou que os casos citados configuram crimes, refutando a tese de que seriam apenas atos preparatórios, sem previsão de punição na legislação brasileira. Ele também defendeu a permanência de Moraes na relatoria do inquérito que apura os atos golpistas, mesmo sendo um dos alvos do grupo investigado. Além disso, classificou como “sem sentido” a proposta de anistia e reforçou a necessidade de uma reação judicial e legislativa para evitar que episódios como esse se repitam.
“A tentativa de qualquer atentado contra o estado de direito, ela já é em si criminalizada, de modo que já é um crime consumado. Até porque, quando se faz o atentado contra o estado de direito e ele se consuma, o Estado já não mais existe. Os fatos são extremamente graves, preocupantes, nós precisamos ter aprendido com isso e acho que devemos reagir judicialmente, devemos reagir legislativamente, fazer as reformas necessárias para que episódios como esse não mais se repitam. Não faz sentido algum sequer falar em anistia diante da gravidade do delito e de delitos que estão sendo ainda investigados”, disse Gilmar durante um congresso promovido pela Associação Brasileira dos Planos de Saúde, em São Paulo.
‘Aventura desastrada’
No mesmo evento, o presidente do Supremo, Luís Roberto Barroso, também comentou a operação da PF, afirmando que o País esteve mais próximo do “inimaginável” do que se supunha. Assim como Gilmar Mendes, Barroso refutou a possibilidade de anistia e defendeu que os envolvidos sejam devidamente punidos.
“Felizmente, as lideranças das Forças Armadas não embarcaram nessa aventura desastrada. E acho que é necessário punir quem precisa ser punido. O País tem muita dificuldade em aplicar punições. Se não punirmos isso, na próxima eleição, quem perder vai achar que pode fazer a mesma coisa”, completou.


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