Além dessa questão, dificuldades no acesso ao crédito e outros componentes que elevam o custo da construção mantêm o setor em alerta sobre o futuro
Publicado em 02/11/2024 às 8:00
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O ano de 2024 tem levado a construção civil, no Brasil e em Pernambuco, a resultados de crescimento exponenciais. O avanço tem gerado otimismo nos construtores, desenvolvimento às mais diversas regiões e, sobretudo, geração de milhares de empregos. Antagonicamente, tudo isso também começa a se tornar uma preocupação para o setor, que volta a se ver pressionado pelos custos da mão de obra, dos insumos e restrições no crédito imobiliário.
Nos nove primeiros meses deste ano, o setor da construção civil abriu 1.981.557 vagas. Esse resultado é 24% mais alto que no mesmo período do ano passado. A comparação, que considera os dados com ajustes, quando o Ministério do Trabalho registra declarações entregues fora do prazo pelos empregadores e retifica os dados de meses anteriores, leva a um resultado acumulado que é o maior desde 2022, quando tinham sido criados 2.181.100 postos de trabalho de janeiro a setembro.
Mais emprego significa que há investimentos e produção em alta, na indústria, refletindo outras áreas como a de materiais de construção, cuja produção cresceu 4,3% entre janeiro e agosto de 2024 em comparação ao ano anterior, assim como o faturamento da indústria de materiais, que aumentou 10,3% em setembro. O mercado imobiliário, por sua vez, também registrou alta, com crescimento de 5,7% nos lançamentos no primeiro semestre de 2024 e 15,24% nas vendas.
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Tudo isso é muito bom para a economia como um todo, já que o setor representa 6,27% do total de trabalhadores formais no Brasil e responde por mais de 12% das novas vagas criadas, sendo o terceiro com maior salário de admissão. Mas, por outro lado, também preocupa quanto à sustentabilidade do setor, no sentido da pressão dos custos e desafios para manutenção do crescimento sem que haja uma saturação.
A Sondagem da Indústria da Construção, realizada pela CNI com o apoio da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), mostra que o nível médio de atividade no setor no 3º trimestre de 2024 foi superior ao do mesmo período em 2023 e que a confiança do empresário da construção cresceu. O resultado positivo se deve à melhoria das avaliações deles em relação às condições atuais e às expectativas para o futuro próximo.
O momento, embora positivo, ainda inspira muita atenção. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) já subiu 5,48% nos últimos 12 meses encerrados em setembro, enquanto a inflação oficial do País, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), avançou 4,42% no mesmo período. “Ou seja, o custo de construção está acima da inflação do País”, avalia a economista da Cbic, Ieda Vasconcelos.
PRESSÃO E DÉFICIT DA MÃO DE OBRA
Um dos componentes que mais têm pressionado a margem de lucros dos construtores está justamente na mão de obra. A demanda aquecida por trabalhadores tem gerado uma elevação nos salários e a componente ‘mão de obra’ dentro do INCC subiu 7,7% nos últimos 12 meses. “A situação vai gerar o repasse de custo maior para o preço dos imóveis. Quem for comprar a casa própria vai encontrar preços maiores. Não tem jeito, as empresas têm que preservar as margens de lucro”, alerta o presidente da Cbic, Renato Correia.
A falta de mão de obra qualificada na construção também faz com que os salários continuem a subir ao longo de todo o ano, independentemente de momentos de reajuste, e impactem os custos da construção. A falta ou alto custo de trabalhadores qualificados já é o segundo maior problema da indústria da construção, impactando mais de 25% dos empresários.
De acordo com o Mapa do Trabalho Industrial, da CNI, em Pernambuco, a construção é a área que mais demandará capacitações por formação industrial, representando 16% da demanda total até 2027. Há uma demanda estimada de 50.651 profissionais no Estado para atuar como na operação de máquinas de terraplanagem, como ajudante de obras civis, trabalhadores de estruturas de alvenaria e fundações, por exemplo.
Na ponta, para o consumidor, o resultado da conta dos custos e, agora, da ampliação de dificuldades no acesso ao crédito imobiliário mais barato, são preços mais elevados, por exemplo, dos imóveis que, num patamar expressivo, pode vir a travar a viabilidade de empreendimentos residenciais e prejudicar toda a escalada de crescimento da construção civil.

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